quinta-feira

30º Capítulo

O almoço foi um sucesso. Com a ajuda de Zac, Vanessa arrumou a mesa com toda a formalidade que a data exigia: toalha de linho, porcelana inglesa, cristais e talheres de prata. Ergueram até um brinde.
E ela quase podia jurar, pelo olhar intenso dele, que a mulher que sempre desejara ocupando o lugar à sua frente, na mesa, era ela.
À tardezinha, conforme a previsão, o sol saiu. Zac a levou de volta para o apartamento e ela o convidou para entrar.
- Tem que abrir o seu presente, Zac.
Ele nem pensou em discutir. Não sentia a menor vontade de voltar para casa sem Vanessa. O único consolo era que no dia seguinte cedo a veria no escritório.
Vanessa o fez sentar-se no sofá e entregou-lhe uma caixa prateada com um enorme laço de fita vermelho.
- Já sei. - Ele tentou adivinhar. - Vão saltar alguns balões daqui de dentro, não é mesmo?
- Não, Zac. Sei que sou meio maluca, mas desta vez é sério, eu juro.
Zac abriu a caixa. Sua expressão não foi apenas de surpresa quando viu o pulôver.
- É lindo! Mas gastou muito dinheiro, não devia.
Ela teve vontade de lembrá-lo de que o broche havia custado pelo menos umas dez vezes mais, mas preferiu apenas provocá-lo:
- Conheço alguém bastante rico para me emprestar algum dinheiro se eu precisar.
- E sem nenhum interesse, eu lhe garanto.
- Nesse caso não seria um bom negócio. - Vanessa riu colocando o pulôver na frente dele. - Este tom de azul é exatamente o dos seus olhos, Zac. Gosta?
- É o presente mais bonito que eu já ganhei.
- Ora, Zac. - Vanessa dobrou o agasalho, colocando-o de volta na caixa. - É muito simples... Não se compara com ações ou dinheiro.
- É algo que se pode sentir ou tocar, Vanessa. - Ele acariciou-lhe suavemente o braço. - Muito diferente de dinheiro.
- Sim, mas por outro lado você poderia comprar uma dúzia de agasalhos iguais a esse, se quisesse.
- Mas não teriam sido dados por você. - Zac a fitou intensamente, fazendo-a corar. - Este é especial, Vanessa...
Ela prendeu a respiração. Zac segurou-a pelo queixo e foi se aproximando devagarinho até tocar-lhe os lábios. Sentia o coração batendo tão forte que tinha certeza de que Zac podia ouvi-lo. Suas mãos ardiam de vontade de abraçá-lo, mantê-lo ali pelo resto da noite, mas, antes que criasse coragem, Zac se afastou.
- Eu... eu acho melhor ir agora - falou perturbado, com a voz rouca. - Obrigado pelo presente.
Quando Vanessa percebeu o que se passava ele já se encontrava perto da porta, com a caixa nas mãos. Olhava-a de uma forma estranha, como se quisesse fugir dali o quanto antes.
- Amanhã cedo passo para pegá-la! - disse rapidamente, e saiu fechando a porta.
Vanessa sentou-se no sofá, perplexa.
O que dera nele para ir embora daquele jeito? Zac era incrível. Tão contraditório às vezes. Havia ocasiões em que ele agia e dizia coisas próprias de um homem apaixonado. Mas por que a ela, quando a mulher que ele amava se encontrava em Nova York?!
Vanessa achou melhor desistir de chegar a uma conclusão ou acabaria ficando deprimida.
Pouco depois Liam chegou para contar as novidades do Natal e Vanessa o convidou para ajudá-la a abrir os presentes. E ela não havia se esquecido de seu amiguinho, para quem comprara uma bola de futebol.
Na semana seguinte, Vanessa estava com Ashley na sala de café da Sooner.
- Alguma coisa anda errada, Nessa. Que bicho mordeu você?
- Que bicho me mordeu? Como assim, Ash?
- Seu comportamento continua estranho e já faz uma semana que tivemos a festa de Natal aqui na firma.
- Comportamento estranho?
- Ora, Vanessa. - Ashley perdeu a paciência. - Vai ficar repetindo tudo o que eu digo? Não adianta que desta vez não vou deixá-la fugir do assunto.
Vanessa deu de ombros.
- Nem sei de que assunto está falando, Ash. E, além do mais, meu comportamento está absolutamente dentro do normal.
- Pois eu lhe digo que nunca a vi tão anormal.
Vanessa suspirou.
A quem estava tentando enganar? A Ashley que não era. E muito menos a si mesma.
Sim, estava deprimida. A chegada de Lilly e do irmão seria naquela noite. Não suportava nem pensar em Zac nos braços de outra mulher.
- Bem, para ser sincera, estou meio deprimida - admitiu com certa relutância. - Você sabe o que dizem a respeito das festas de fim de ano, não? Há certas pessoas que se sentem melancólicas nessa época do ano.
Ashley estudou-a durante alguns instantes antes de falar.
- Acho que tenho uma noção exata de quem anda sendo a causa dessa sua melancolia: Aquele seu chefe. Desde a festa de Natal tenho notado que há algo entre vocês dois.
- Isso é impossível, Ash. Você deve estar vendo coisas, não há nada entre...
- Eu sei, Vanessa! - Ashley a interrompeu.  - Não adianta disfarçar. Vi vocês dois dançando naquela noite e lhe digo uma coisa, amiga. Minha avó ficaria escandalizada se estivesse lá.
- Ora, Ashley, francamente! Você não tem noção do que está falando. As aparências enganam, nunca lhe disseram?
-Tenho um par de olhos excelentes! O sr. Efron mudou da água para o vinho e aposto como você foi a responsável pela transformação.
A expressão de Vanessa mudou.
- Ele ficou bárbaro, não achou, Ash?
- Divino, maravilhoso! - Ashley concordou. - Nunca vi olhos tão verdes, amiga. Droga, Nessa! Por que tinha de ser você e não eu a secretária dele?
Vanessa serviu-se de um outro café. Como dizer a Ashley que as mudanças haviam sido por causa de outra mulher e não dela? Não podia. A menos que quebrasse a promessa feita a Zac.
- Eu juro, Ash - falou desanimada. - Está enganada nas suas suposições.
- Então é por isso que você anda com esta cara de quem comeu e não gostou?
Vanessa ensaiou um sorriso.
- Assim estou melhor? Pareço feliz agora?
- Não. Você me dá a impressão de que vai começar a chorar a qualquer momento. - Ashley envolveu-a pelos ombros e saíram as duas pelo corredor. - É a primeira vez que se interessa de verdade por um homem, não é? Apesar das aparências, sei que é uma grande ingênua. Você não sabe nada a respeito do sexo oposto. E é isto que me preocupa, querida.
- Não está me ajudando em nada falando desse jeito, Ash.
- Só quero preveni-la, amiga. Seja cuidadosa. Já perdi no jogo do amor e não quero que passe pela mesma experiência.
Mas o amor não era um jogo, Vanessa pensou. E mesmo que fosse, ela não fazia parte da mesa de jogadores. Começara como professora de Zac, mas desconfiava que havia aprendido mais lições do que ele. Aprendera o que era apaixonar-se e descobrira que o processo, além de penoso, fazia sofrer.
Boaaa tarde amores...
Ai tadinha da Nessa... Sofrendo pelo Zac...
O Zac também hein!? De vez conta logo a verdade...
Ela bem que podia se abrir pra ele e dizer que ta apaixonada
poxa, esses dois hein?!
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários
Beijinhoos e até qlr hora..

3 comentários:

  1. Ooo povo complicado
    É tão simples se declarerem um pro outro
    Eles tão é perdendo tempo separados
    Ameei o capítulo ♡♡♡
    Posta mais,kisses

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  2. Ai mds, tres palavrinhas resolveriam isso"eu amo você" , aff eles sofrem calados , que complicação, posta mais bjs bjs

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  3. A Vane sofrendo pelo zac e ele sem contar a verdade pra ela. Casal que gosta de complicar ner esses dois, mas pelomenos vai se resolver já que a chegada da Lily e do irmão já está no dia. Bjoss posta logo estou curiosa.

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