terça-feira

27º Capítulo

- Oh, mas e meu peru? - Vanessa lembrou-se. - Ia assá-lo amanhã para nós! E fiz também uma torta de nozes, comprei frutas. O que farei com tudo aquilo?
- Essas coisas estragam?
- Não. Estão na geladeira, mas...
- Então não se preocupe. Atacaremos a despensa da sra. Gaines. E agora, que tal irmos à cozinha preparar um café? É a única coisa que sei fazer.
Vanessa riu, seguindo atrás dele. Ao entrar na cozinha seus olhos brilharam.
Nunca havia visto nada mais sensacional. E prática também. Não era imensa, mas contava com todos os tipos de equipamentos, os mais modernos. O branco imperava. Até as paredes eram brancas, o que dava grande destaque ao chão de pedras escuras e aos visores dos eletrodomésticos, todos em vidro fumê.
Zac colocou água e pó na cafeteira e sugeriu que fossem à despensa enquanto esperavam que o café ficasse pronto. Novamente Vanessa se surpreendeu.
Desta vez seus olhos se arregalaram ao ver o incrível sortimento de latarias, queijos e cereais nas prateleiras. Zac abriu um freezer e ela percorreu o olhar lentamente pelas etiquetas de uma grande variedade de congelados.
- Zac, mas que exagero! Vai levar anos para consumir tudo isso.
- Dei ordens à sra. Gaines para que não deixasse faltar nada.
Por causa de Lilly, Vanessa lembrou-se no mesmo instante. Em seguida, porém, afastou-a do pensamento.
- Que vamos fazer, Zac? Um pato?
- Assado! - Ele aderiu prontamente. - É o meu favorito. Acha que pode encontrar os acompanhamentos necessários?
- Nesse supermercado?! - Vanessa riu. - Não duvido.
Zac ajudou-a a levar o que precisavam para a cozinha e em seguida sentaram-se para tomar o café.
- Gosta de morar sozinho aqui? É uma casa tão grande! Não sente solidão?
- Às vezes. Mas não consigo me imaginar noutro lugar.
- Bem, nesse caso acho que seria melhor se arranjasse uma esposa e tivesse filhos. Há tanto espaço. Poderia ter uma dúzia deles, se quisesse.
- Procuro sempre trazer algum trabalho da firma para fazer à noite, mas você está certa. A casa é silenciosa demais. - Uma verdadeira tumba, depois de ter passado o dia com ela no escritório, Zac pensou.
- Seus pais moravam aqui com você?
- Meu pai construiu esta casa logo que eles se casaram. Minha mãe gostava de dar recepções, por isso a fizeram tão grande. Depois que eles foram para a Califórnia resolvi tomar posse definitiva da casa e mudei a maioria dos móveis.
- Nesse caso, o gosto da decoração é seu?
- Sim. Minha mãe quase desmaiou quando veio me visitar certa vez. Mas eu disse a ela que agora a casa é minha.
- E agiu bem. - Vanessa aprovou. - Às vezes a gente tem que tomar certas atitudes. E acho que teve muito bom gosto, Zac. Eu não modificaria nada aqui dentro.
- É. Ficou aconchegante. Pelo menos é mais agradável do que lá fora, com esta tempestade.
- Sem dúvida.
Após terminarem o café, Vanessa a levou a uma outra sala com televisão e lareira também. Sentaram-se num sofá confortável, de veludo azul-marinho e ficaram assistindo ao noticiário, onde o assunto principal era o mau tempo.
- As notícias não são nada animadoras, não, Zac?
- Tem razão. Mas não temos por que nos preocupar. Amanhã será Natal, não vamos ao escritório. E além disso há espaço sobrando, você já reparou. Poderá escolher o quarto que gostar mais, para dormir.
Vanessa pôs a mão no rosto.
- Minha nossa! Acabo de lembrar que não tenho nem roupas nem escova de dentes aqui comigo.
- Há escovas novas em todos os banheiros. – Zac a tranquilizou. - E se for preciso posso lhe emprestar alguma roupa.
- Um pijama, por exemplo?
Ele balançou a cabeça.
- Sinto muito, mas não uso pijamas, Vanessa.
Ela corou. Não conseguiu evita-lo. A imagem de Zac dormindo nu veio-lhe rapidamente à cabeça.
- Eu... quero dizer, nem uma camisa velha? - acrescentou tentando apagá-la.
- Oh, sim, tenho uma porção delas. - Ele fez uma pausa e ergueu as sobrancelhas. - Ou pelo menos tinha, antes de dá-las ao Exército da Salvação.
Vanessa caiu na gargalhada. Sua risada espontânea alegrou o ambiente fazendo com que Alfonso a desejasse ainda mais. Vanessa era a alegria que faltava àquela casa.
O noticiário terminou e ele levantou-se para desligar a televisão.
- Então sua mãe foi viajar... - comentou ao voltar para o lado dela no sofá.
- Sim. Ela deve voar de volta na segunda-feira à noite. Seus pais nunca vêm passar o Natal com você?
- Não. Em dezembro faz frio demais aqui para a saúde de minha mãe.
- É verdade.
- E quanto ao seu pai? Vem de vez em quando no Natal?
- Raramente. - Vanessa ficou séria. - Mas seria melhor se não viesse.
- Qual a razão?
- Ele sempre chega acompanhado de alguma mulher e... e torna a situação muito embaraçosa.
- Para a sua mãe ou para você?
Vanessa sorriu com amargura.
- Minha mãe não liga. Eu é que me importo.
Zac a fitou surpreso. Era a primeira vez que via Vanessa deixar-se abater por alguma coisa.
- E por quê?
- Zac! Ele é meu pai, será que não compreende? Minha mãe é quem deveria estar com ele e não aquelas... aquelas mulheres horríveis.
- Não acha que esta é uma decisão que cabe à sua mãe?
- Ela não teve escolha. Foi meu pai quem quis o divórcio.
- Não gosta dele, não?
- Às vezes tento odiá-lo. Quando penso nas inúmeras vezes que mentiu à minha mãe traindo-a com outras mulheres...
Zac não sabia o que dizer. Era uma novidade para ele aquela revolta de Vanessa. Sempre fizera uma ideia dela tão compreensiva, condescendente.
Acabava de descobrir que, como qualquer ser humano, ela também sofria.
- Tenho certeza de que seu pai te ama - disse, puxando-a para si. - Não foi por sua culpa que se separaram.
- Eu sei. - Vanessa pousou a cabeça no peito dele e sentiu-se protegida. - Minha mãe é tão bonita, gentil, inteligente, Zac. Não entendo como meu pai pôde deixá-la.
- Com certeza não teve nada a ver com sua mãe o divórcio deles. Talvez seu pai seja um pouco inseguro, por isso procurou outra mulher. Deve torcer para que ele seja feliz.
Vanessa levantou a cabeça para encará-lo.
- Você acha?
- Não seria muito pior se seu pai continuasse ao lado de sua mãe fingindo ser feliz?
- Fingir, mentir. Todos os homens são iguais.
- Hei! - Zac franziu as sobrancelhas. - Não se esqueça de que sou um deles.
De repente Vanessa sorriu.
- Desculpe, Zac, não me referia a você. Sei que jamais mentiria. Principalmente para alguém que amasse.
Céus! Zac começou a suar frio. Em que arapuca ele fora se meter? Como iria acabar com tudo aquilo?
- Não - disse, evitando olhá-la diretamente. - Eu jamais faria urna coisa dessas...
Bom dia amores!
Esse momento deles juntinhos ta tão fofooo... Mas queria mais hahaha
Vixeee era melhor o Zac ter ficado calado... Imagine quando a Vanessa
descobri que ele ta mentindo pra ela... Quero nem imaginar...
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários
Hoje eu posto mais um capítulo
Só depende de vcs...
Beijinhoos e atémais tarde...

6 comentários:

  1. Ahh que fofo esse momento deles!! Quero só ver quando o zac for contar a verdade tomara que de tudo certo!! Bjss posta maiss

    ResponderExcluir
  2. Ahh que fofo esse momento deles!! Quero só ver quando o zac for contar a verdade tomara que de tudo certo!! Bjss posta maiss

    ResponderExcluir
  3. ownt que lindos *-*
    eles formam um casal tao perfeito
    Zac,conta logo a verdade e aproveita sua mulher
    posta mais e logo,kisses

    ResponderExcluir
  4. Ao q lindo gente alguem me manda um zac assim pra mim kkkkkkk pelo jeito a vane vai ficar com raiva quando souber a verdade amando posta mais
    Xoxo

    ResponderExcluir
  5. Capítulo maravilhoso!
    Se eu fosse o Zac, eu contava logo a verdade

    ResponderExcluir
  6. Ainque tudoo não vejo a hora da Vane descobrir toda a verdade e fico ansiosa por um beijo ou por ver zanessa juntos.bjos posta logoooo

    ResponderExcluir