sábado

33º Capítulo (Último Capítulo)

- Lilly não existe?! - ela repetiu incrédula. - O que quer dizer com isso?
- Que eu a inventei, Vanessa. Lilly foi uma invenção minha. Um plano para fazê-la apaixonar-se por mim.
Vanessa não conseguia acreditar no que acabava de ouvir. Sentia-se humilhada, ofendida. Zac mentira para ela desde o início. Abriu a boca para dizer-lhe o quanto o desprezava, mas a voz não saiu.
- Deixe-me explicar, Vanessa...
- Vá embora, Zac! Vá embora, por favor.
- Não sem antes explicar-me. Você precisa acreditar em mim.
- Acreditar em quê? No quanto fui idiota em me apaixonar por você? Em acreditar nas suas mentiras? Não se preocupe, Zac. Acredito piamente que fui mesmo uma completa e total idiota. Agora vá embora, eu lhe peço.
- Vanessa...
- Você foi o homem em quem mais acreditei, Zac. Nunca duvidei da sua franqueza, da sua honestidade. Confiei em você de todo o meu coração.
- Mas eu te amo, Vanessa. Há dois anos sou louco por você. O que mais eu poderia ter feito?
- Dizer a verdade não teria lhe feito nenhum mal, Zac! - Vanessa gritou-lhe e virou-se, caminhando para casa.
- Mas você sequer notava a minha existência! - Ele a seguiu. - Eu podia ter chegado nu ao escritório que você nem saberia que era eu.
- É óbvio que não! Nunca o vi nu, sr. Efron!
- Vanessa! Você tem que entender, criatura!
Vanessa entrou no apartamento e ficou segurando a porta de forma a não deixá-lo passar .
- Adeus, Zachary! Nunca mais quero vê-lo, ouviu bem?
- Vai ter que me ver! - Zac colocou o pé entre o batente e a porta. - Ainda sou seu chefe, lembra-se?
- Não por muito tempo, sr. Efron. Pretendo pedir minha transferência e, se não conseguir, me demitirei!
Zac abriu a boca para argumentar, mas tudo o que saiu de seus lábios foi um gemido de dor. Vanessa pisou-lhe o pé com toda a força usando o salto dos sapatos e, quando ele o puxou, bateu-lhe a porta na cara.
Aquela foi a noite mais longa que Vanessa passou em toda a sua vida. Quase não dormiu.
Na manhã seguinte, Zac ligou pelo menos umas três vezes, mas ela não lhe deu chance de falar. Desligou antes.
Ele havia tido dois anos para confessar que a amava e fora escolher um punhado de mentiras e invenções em lugar da sinceridade.
Queimava de humilhação cada vez que pensava no assunto. E em toda a angústia que passara ao imaginá-lo nos braços de outra mulher!
Não, não iria sofrer como a mãe que confiara num homem que só fizera mentir e enganá-la!
Com o rosto banhado em lágrimas, Vanessa serviu-se de um café e sentou-se na mesa da cozinha. Instantes depois a campainha tocou. A princípio ela não quis atender, achando que fosse Zac, mas logo ouviu a voz preocupada de Liam.
- Vanessa? Você está bem?
- Aqui na cozinha, Liam! - gritou-lhe sem ânimo para se levantar. Lembrou que haviam combinado verem o jogo de Alex juntos. - Já está na hora do jogo?
- Oi! - Liam franziu as sobrancelhas. - O que houve? Esteve chorando?
- Tudo bem, Liam. - Vanessa enxugou o rosto com as costas da mão. - Apenas me magoaram.
- Como?
- Atiraram a verdade na minha cara.
- E por causa disso ficou magoada? - O garoto a fitou confuso. - Sempre supus que se deve dizer a verdade.
- E é como deve ser, Liam. Só que nesse caso em particular a verdade veio tarde demais.
- Conte logo o que aconteceu. - Liam sentou-se junto dela. - Sou seu amigo, lembra-se?
Sim, Liam era seu amigo. Talvez o único em quem podia confiar naquele momento. Vanessa sentia uma necessidade tão grande de abrir-se com alguém que acabou contando tudo a Liam, desde o primeiro dia em que Zac lhe pedira ajuda para conquistar Lilly até a briga deles na noite anterior.
Quando terminou, o comentário de Liam a deixou surpresa.
- Puxa! Zac deve amá-la um bocado, não?
- Por que chegou a esta conclusão, Liam?
- É muito simples. Eu precisaria estar completamente doido por uma garota para me dar a todo esse trabalho que Zac se deu.
Vanessa o fitou pensativa. Talvez Liam estivesse certo. Mas teria Zac feito mesmo tudo aquilo por ela? Será que a amava tanto assim?
- E você tem que admitir, amiga, - o garoto continuou - que o plano de Zac funcionou. Você acabou se apaixonando por ele, não foi?
- É verdade, Liam. Mas por que Zac precisava inventar um plano? Por que simplesmente não chegou e disse que me amava?
Liam se atrapalhou um pouco.
- Bem, não faço a menor ideia... - De repente os olhos dele se iluminaram. - Mas é bem provável que tenha sido por falta de chance! Você vive cercada de amigos. Sai quase todas as noites. O cara deve ter achado difícil se aproximar. Na minha escola as garotas mais cotadas são as mais difíceis.
Vanessa franziu as sobrancelhas. Liam não passava de um garoto, mas de certa forma a fazia encarar os fatos pelo lado de Zac. Era verdade que ela vivia cercada de admiradores. E também não podia negar que até duas semanas atrás nunca havia olhado para ele a não ser como seu chefe. Talvez isto o tenha feito concluir que devesse tomar medidas mais drásticas.
Será...? Vanessa sentiu o coração acelerar-se.
- Continuo achando que Zac não precisava ter mentido, Liam - insistiu.
- Não foi bem uma mentira. Ele apenas fez de conta que Lilly existia. E depois, não acha que seria bem pior se ela existisse mesmo?
Vanessa se arrepiou toda.
- É claro que seria, Liam!
- Então. Acho tudo tão simples... Zac te ama. Você também está apaixonada por ele. Se estivesse em seu lugar iria procurá-lo e diria que está perdoado.
- Machista!
Liam sorriu.
- Mamãe também diz que sou um gato!...
- Sim, você é um gato, Liam. E machista também!
- Vejo as coisas da seguinte maneira: a única acusação que tem contra Zac é a de tê-la feito se apaixonar por ele. E acho que está certa ao afirmar que Zac é muito esperto. Eu nunca teria imaginado um plano tão genial!
Menos de quinze minutos depois de Liam ter saído, Vanessa se encontrava em Nichols Hills, à porta da casa de Zac.
Sentia-se tão nervosa que seu coração batia descompassado e as pernas mal a sustentavam. Entre tocar a campainha e ele aparecer teve a sensação de que esperou uma eternidade.
- Vanessa!
- Oi, Zac! - Ele parecia tão chocado que Vanessa teve de ajudá-lo. - Não vai me convidar para entrar?
Zac deu um passo atrás. A visão de Vanessa tão linda, perfumada, o deixara completamente atordoado.
- Va... vamos entrar?
- Obrigada, Zac.
Vanessa passou por ele indo direto à sala maior. O pinheiro de Natal ainda se encontrava armado, mas as luzinhas estavam apagadas. Sob ele, todos os presentes da inexistente Lilly ainda embrulhados.
Ciente de que Zac vinha logo atrás dela, Vanessa parou no meio da sala e voltou-se para ele com um sorriso nos lábios.
- Feliz ano-novo, Zac!
- Obrigado, Vanessa... - Havia muita tristeza na voz dele. - Mas felicidade é a última coisa que sinto no momento.
- Fico contente que esteja infeliz, Zac.
- Acredito. - Ele passou a mão pelos cabelos em desalinho. - Deixou bem claro ontem à noite o quanto me despreza.
- Oh, mas não foi o que eu quis dizer.
Zac arqueou as sobrancelhas.
- Não? Então o que foi?
- Estou contente que não esteja feliz porque isto significa que você me ama de verdade.
- Mas é claro que eu te amo! - Ele indignou-se.
– Acha que um homem seria idiota a ponto de passar por todas aquelas... aquelas aulas se não amasse loucamente?
Vanessa aproximou-se dele. Seus olhos brilhavam com a suavidade de quem estava amando. E de quem compreendia.
- Zac... Pensei muito em tudo o que aconteceu. Seu plano foi genial. Funcionou, não é mesmo?
- Não do meu ponto de vista.
Vanessa colocou as duas mãos na cintura.
- Zac! Está tentando me dizer que depois de todo o sacrifício para me conquistar, vai desistir? Esperava mais perseverança de sua parte.
- Eu... - Zac não ousava acreditar no que estava imaginando. - Vanessa, por que veio até aqui? O que está querendo me dizer?
- Vim até aqui, meu brilhante executivo, para dizer que te amo. E que é bom nunca mais se atrever a mentir para mim!
De repente ele começou a rir. Ria enquanto abraçava Vanessa. Ria sem saber que a cabeça enterrada em seu peito trazia o rosto banhado em lágrimas.
- Oh, meu amor! Eu te amo tanto, tanto. Nunca desejei magoá-la, acredite em mim. Apenas mostrar-lhe o meu amor, nada mais.
- Também te amo muito, Zac. - Ela ergueu os olhos para ele. - Jurei nunca mais confiar num homem depois que meu pai nos abandonou. Mas você me ensinou que o amor existe e que é importante confiar.
- Pelo jeito, nós dois ensinamos muitas coisas um ao outro, minha querida. Então me perdoou? Quer se casar comigo?
- É claro que sim, Zac!
Zac segurou-lhe o rosto entre as mãos e a beijou suavemente nos lábios.
- Diga-me, meu amor, o que a fez mudar de ideia?
- Algo que Liam me perguntou. Ele queria saber se eu não acharia bem pior se Lilly existisse mesmo. Foi então que percebi o quanto estava sendo tola. Você havia inventado Lilly justamente por me amar. E que bom que ela não existe, Zac!
- Sempre soube que Liam era um garoto muito esperto.
- Tanto quanto serão nossos filhos!
- Concordo. Mas nossos filhos não serão pressionados a se tornarem milionários, certo?
- Absolutamente certo! Serão crianças normais. Inteligentes mas normais como qualquer outra.
- Irão a festinhas, aprenderão a dançar e comerão cachorros-quentes e hambúrgueres sempre que tiverem vontade.
- Apenas me prometa uma coisa, Zac.
- Qualquer coisa que quiser, amor.
- Que o pai deles estará sempre por perto para amá-los. E a mãe deles também.
- Jamais imaginaria nossa vida de outra maneira, minha querida.
Vanessa suspirou e o beijou com paixão. Vários segundos depois ela conseguiu falar de novo.
- Diga-me, meu futuro marido. Como um executivo, ultra-conservador como você, pode ser tão malandro, malicioso, sexy e carinhoso?
- Não sabe? Nesse caso acho que vou ensiná-la.
- Boa ideia, Zac. - Vanessa o fitou com um ar provocante. - Estou morrendo de vontade de ter você como professor.
FIM
Helloo
Como eu havia dito crianças são mais espertas que
os adultos hahaha
O Liam mandou muitoooo bem!!
E assim terminamos mais uma fic... ♥
Espero que tenham gostado!!
Muito Obrigada pelo comentários, espero vocês na próxima
Beijõõõõõõõõõõões e até a próxima!!

sexta-feira

32º Capítulo (Penúltimo Capítulo)

Uma hora depois, toda de preto, com os cabelos loiros presos num coque por uma fivela de strass, Vanessa chegou ao terceiro andar da Sooner. Não tinha convite, sabia que não ia ser fácil entrar, mesmo assim arriscou.
- Seu convite, senhorita? - Um segurança junto à porta a fez parar. - Posso vê-lo?
Vanessa exibiu-lhe seu sorriso mais sedutor.
- Desculpe, mas não tenho convite.
- Nesse caso não posso deixá-la entrar na festa, senhorita.
- Oh, mas eu não vim à festa. - Vanessa mudou de tática. - Na verdade sou a secretária do sr. Efron. Preciso dar-lhe um recado urgente.
O rapaz a examinou de alto a baixo.
- Recado de negócios?
Vanessa fingiu-se ofendida.
- Mas é claro!
- Está certo. Então espere aqui um instante enquanto vou procurá-lo.
Assim que o rapaz se afastou, Vanessa deslizou para dentro da sala, confundindo-se na multidão. Dez minutos se passaram e nada de encontrar Zac. Finalmente ela avistou o sr. Reynolds, tentando abrir uma garrafa de champanhe.
- Srta. Hudgens! - Ele interrompeu ao vê-Ia. - Mas que prazer tê-la aqui. Como sempre, está maravilhosa.
- Obrigada, sr. Reynolds. Por acaso viu Zac por aí, senhor?
- Zac...? Quem é Zac?
- O sr. Efron, sr. Reynolds.
- Ah, Efron! - O velho sorriu. - Sim, eu o vi ainda há pouco. Mas acho que ele já se foi, srta. Hudgens.
- Já?! - Vanessa não conseguiu esconder seu espanto. Trabalhava depressa aquela tal de Lilly, não? - Sr. Reynolds, por acaso notou se havia uma mulher junto com ele?
- Não posso lhe dizer, meu anjo. Apenas o vi pelas costas quando ele já ia saindo. Uma pena. Justo agora que a festa está ficando animada. Não quer dançar comigo, srta. Hudgens?
- Não posso, sinto muito, sr. Reynolds. - Ela sorriu. - Tenho que ir agora, com licença. - Vanessa tratou de afastar-se depressa antes que ele insistisse.
Quando chegou ao carro, no estacionamento, havia tomado uma decisão. Iria à casa de Zac. O máximo que poderia acontecer era ele ficar furioso quando a visse. Não a perdoaria caso ela lhe estragasse as chances com Lilly, mas por outro lado ela é que não se perdoaria jamais se não fizesse algo para impedir aquele romance.
Mas quando chegou à mansão de pedra, encontrou-a na mais completa escuridão. Podia até adivinhar o que se passara. Lilly havia convencido Zac a tomar champanhe durante a festa. Ele não estava acostumado a beber e ficara tonto. Aquela altura a lambisgóia já devia tê-lo seduzido!
Vanessa cruzou os portões da casa em direção à garagem. Impossível! Zac não seria tolo a ponto de cair na conversa de Lilly assim tão facilmente. Era um homem equilibrado, racional e muito sério. Mas, e se ele quisesse ser seduzido?
Vanessa olhou pelo vitrô da garagem. O sedã de Zac não se encontrava ali dentro. Teriam ido a um motel? Oh, céus! Por que ela deixara as coisas chegarem àquele ponto? Por que diabos não contara a Zac de uma vez que o amava? Agora Lilly o fisgaria, não havia como evitá-lo. Perdera sua chance.
Sentindo-se miserável, Vanessa voltou para o carro. Com a sorte que vinha tendo ultimamente só lhe faltava alguém passar pela rua e pensar que estava assaltando a casa de Zac.
Com o rosto banhado em lágrimas voltou para o apartamento.
Não podia fazer mais nada a não ser chorar.

Pela terceira vez, Zac tocou a campainha do apartamento de Vanessa.
Ninguém atendeu.
Desanimado, já ia desistindo quando Liam apareceu.
- Oi, Zac! Procurando pela minha amiga?
- Estou. Por acaso sabe onde ela foi, Liam?
- Não faço a menor ideia. Ela chegou à tardezinha, mas depois saiu de novo.
- Sozinha?
- Acho que sim. Perguntei se tinha algum encontro, mas ela me disse que não, porque você ia a uma festa na Sooner.
Zac suspirou aliviado. Vanessa bem podia ter saído com algum de seus amigos, afinal, devia estar supondo que ele se encontrava com Lilly.
- Tem alguma ideia de que horas ela saiu, Liam?
- Não, Zac. Só sei que parecia aborrecida com alguma coisa.
- Mesmo? - Os olhos de Zac brilharam. - Mas isto é ótimo!
- Ei, cara! - Liam o fitou zangado. - Ficou louco? Você gosta ou não dela?
Zac sorriu.
- É claro que sim. E muito. Só que é complicado demais para você entender, Liam.
- Adultos fazem tudo da maneira mais complicada - o garoto filosofou e em seguida afastou-se, pois a mãe o chamava para vestir um agasalho.
Zac deu de ombros e entrou no carro. O jeito seria ligar mais tarde e verificar se ela já havia voltado. Quando ia dar a partida, porém, avistou o "Z280" de Vanessa se aproximando. Com o coração acelerado, desceu para encontrá-la.
Chegara o momento de contar-lhe toda a verdade.
- Zac! - Vanessa saiu do carro. - O que está fazendo aqui? E a festa...? Lilly...?
- Você está linda, Vanessa! - Ele a recebeu com um sorriso. - Onde esteve?
Como, onde ela esteve?, Vanessa o fitou, perplexa. E aquela expressão de Zac! Ele parecia tão satisfeito em vê-Ia.
- Fui à festa da Sooner procurá-lo - confessou sem rodeios. - Mas perdi meu tempo.
- Procurar por mim?!
- Sim, mas você já havia saído. Onde está Lilly, Zac?
Zac deu alguns passos em direção a ela. Sabia que sua expressão era de culpa, mas o que podia fazer? Tinha de colocar um ponto final naquela mentira e o quanto antes melhor.
- Vanessa, preciso lhe contar uma coisa.
- Sobre Lilly?
- É.
- Então deixe-me falar primeiro, Zac, por favor. Talvez seja tarde demais, não sei. Talvez eu nem devesse tocar nesse assunto, mas... bem, o fato é que não posso deixar de lhe dizer o que se passa em meu coração.
- Em seu coração... ? - Zac mal conseguia respirar. - E o que se passa em seu coração, Vanessa?
Ela segurou-lhe a mão. Olhava para ele com tal intensidade que Zac sentiu seu coração disparar.
- Sei que vou deixá-lo surpreso, Zac, principalmente depois desse tempo todo, ajudando-o com Lilly... - Ela se interrompeu alguns segundos para tomar fôlego e acrescentou rapidamente: - Estou apaixonada por você, Zac. - Mal acabou de falar, ele a tomou nos braços.
- Oh, Vanessa! Não sabe há quanto tempo estou esperando para ouvi-la dizer estas palavras.
- Como?! - Ela não entendia mais nada. O que dera em Zac? E Lilly? - Zac, não compreendo. E... e Lilly?
Zac afastou-se um pouco a fim de examiná-la melhor. Sim, havia amor nos olhos de Vanessa e, de certa forma, era do que precisava para ter coragem de contar-lhe a verdade.
- Lilly não existe...
Que desencontro hein!? hahahaha
Tadinha da Nessa.... Crianças sempre mais espertar que os
adultos hahahaha
Vixe e agora? O que será que a Vanessa vai fazer???
Ai deus!!
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários
Beijinhoos e até amanhã com o site, a sinopse da nova fic!! :D

quinta-feira

31º Capítulo

Concentrar-se no trabalho durante o resto da tarde foi tão impossível quanto enganar a Ashley. Vanessa não pensava noutra coisa a não ser na chegada de Lilly.
Quando Zac abriu a porta do seu escritório para pedir-lhe alguns papéis, ela não resistiu. Resolveu tocar no assunto, casualmente.
- Zac, é hoje que vai buscar Lilly e o irmão no aeroporto, não?
Ele a fitou por alguns instantes antes de responder.
- Não - falou por fim. - O irmão dela me ligou ontem à noite para avisar que só vão poder vir amanhã.
- Oh... - Vanessa não sabia o que dizer. - Você deve ter ficado desapontado, quero dizer, agora terão pouco tempo juntos, não é mesmo?
- Espero que não.
- Não...? - Vanessa sentiu um aperto no peito. - Mas Lilly vai ter que voltar logo para Nova York, não é mesmo?
Com um ar pensativo, Zac aproximou-se.
- Acredito que sim - disse, parando bem junto da escrivaninha de Vanessa. - Mas se tudo correr bem, espero que ela queira ficar comigo para sempre. - Pelo menos a última parte não era mentira, pensou mais aliviado.
- Vai conseguir convencê-la, Zac - Vanessa forçou-se a dizer. - Tenho certeza de que vai, não se preocupe.
- Espero que sim. - Ele a tocou de leve no ombro.
– E tudo graças a você, Vanessa... Que tal irmos ao Ricetti esta noite?
Vanessa levou um choque:
- Como?!
- Quer sair comigo esta noite?
- Mas... Zac...
- A não ser que tenha algum outro compromisso, é claro.
O único compromisso dela era com o travesseiro onde pretendia chorar até às lágrimas.
- Não, é claro que não, Zac! Eu adoraria ir com você ao Ricetti.
- Seis e meia, então?
- Combinado, estarei esperando.
Quando ficou a sós, a vontade de Vanessa foi começar a chorar ali mesmo, no escritório.
Vanessa olhou para Zac do outro lado da mesa e sorriu. Ele estava maravilhoso.
Usava o pulôver que ela lhe havia dado e parecia tão à vontade, tão seguro de seu charme, que a fazia sentir-se como uma adolescente bobinha.
Ele mesmo encomendou as pizzas e para surpresa de Vanessa pediu uma garrafa de vinho tinto.
- Para comemorarmos - disse-lhe, sorrindo.
Comemorarem o quê? Vanessa pensou com tristeza. Só se fosse a desgraça dela. Criando coragem, falou a respeito da festa do dia seguinte.
- Não está nervoso por ter de dançar com Lilly, está, Zac?
- Não. - Ele a fitou, com muita emoção. - Só espero que ela entenda que tudo que fiz foi por amá-la.
Vanessa engoliu em seco. Havia um nó em sua garganta, uma tal pressão no peito que temia não aguentar a espera para chorar no travesseiro.
Vanessa dormiu até tarde na manhã seguinte. Acordou deprimida, desanimada, sem vontade até para tomar o café da manhã, fato inédito para ela.
Atravessava um dos raros momentos da vida em que a solidão a incomodava. Necessitava urgentemente de se abrir com alguém. Correria para os braços da mãe se pudesse, mas, e quanto a Zac? E a promessa que lhe fizera de guardar segredo?
Talvez um dia, depois que ele e Lilly se entendessem, acabasse contando tudo à mãe. Diria a ela como fora idiota apaixonando-se por um homem que a via apenas como amiga, nada mais.
Vanessa passou boa parte do dia pensando em Lilly: como seria ela? E em Zac: como estaria ele? E em Lilly junto com Zac: o que estariam fazendo?
Oh, Deus! Daquele jeito ela ia acabar enlouquecendo. Não podia continuar o dia inteiro fechada no apartamento se martirizando daquela maneira! Iria ao shopping fazer algumas compras com o dinheiro que ganhara como presente de Natal de sua mãe.
Felizmente o tempo havia melhorado bastante nos últimos dias. Um pouco mais animada, Vanessa se arrumou e saiu para as compras.
No shopping, aproveitando algumas ofertas, escolheu dois vestidos, um par de sapatos e uma bolsa. Voltou para casa cheia de pacotes, mas descobriu que continuava tão desanimada quanto antes de sair.
Céus, era demais! Quanto tempo uma pessoa levava para se recuperar de um coração partido? O que faria uma outra mulher em seu lugar, perguntava-se a cada minuto, e a resposta era sempre a mesma.
Vá procurá-lo, Vanessa! Diga que o ama e veja o que acontece.
Vanessa estava a ponto de gritar quando a campainha tocou. Seu corpo estremeceu ante a possibilidade de ser Zac e ela correu para a porta.
Era Liam.
- Oi, amigona! Tudo bem com você? Vim até aqui há pouco, mas você não estava.
- Fui fazer compras, Liam.
Vanessa o levou à cozinha e tirou uma garrafa de refrigerante da geladeira.
- Não vai sair hoje à noite?
- Não.
- E Zac? Não tem um encontro com ele?
Vanessa colocou dois copos sobre a mesa e abriu a garrafa.
- Zac irá à festa da firma esta noite.
Liam a fitou por alguns instantes. Parecia intrigado com o desânimo de Vanessa, sempre tão entusiasmada.
- O que você vai fazer amanhã? - Tentou animá-la. – O time de Alex vai jogar pelo campeonato, você vai assistir?
Para ser sincera, Vanessa nem se lembrava mais da existência de Alex. Mas não disse ao garoto.
- Acho que vou, Liam. Não quer vir ver aqui em casa junto comigo?
- Puxa, eu adoraria! - Liam levantou-se aflito. - Cruzes! Acabo de me lembrar que tenho de pôr o lixo para fora. Deixe eu ir antes que minha mãe descubra que me esqueci.
Vanessa fechou a porta assim que Liam saiu. Foi para o quarto e começou a se despir. Ia à tal festa atrás de Zac e revelaria a ele seus sentimentos.
Lilly, se não gostasse, que pegasse o primeiro vôo de volta a Nova York, onde era o lugar dela.
A decisão a deixou mais tranquila.
Tomou um rápido banho de chuveiro, colocou um dos vestidos novos e tratou de maquilar-se com extremo cuidado. Queria estar perfeita. Precisava de todas as armas, se tinha intenção de derrotar Lilly.

Boa noite amores
Nossa a Vanessa ta sofrendo mesmo hein!?
É isso ai Vanessa corra atrás do seu homem...
Agora eu quero ver... Agora vai, sinto que vai!
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários
Beijinhoos e até qlr hora..

30º Capítulo

O almoço foi um sucesso. Com a ajuda de Zac, Vanessa arrumou a mesa com toda a formalidade que a data exigia: toalha de linho, porcelana inglesa, cristais e talheres de prata. Ergueram até um brinde.
E ela quase podia jurar, pelo olhar intenso dele, que a mulher que sempre desejara ocupando o lugar à sua frente, na mesa, era ela.
À tardezinha, conforme a previsão, o sol saiu. Zac a levou de volta para o apartamento e ela o convidou para entrar.
- Tem que abrir o seu presente, Zac.
Ele nem pensou em discutir. Não sentia a menor vontade de voltar para casa sem Vanessa. O único consolo era que no dia seguinte cedo a veria no escritório.
Vanessa o fez sentar-se no sofá e entregou-lhe uma caixa prateada com um enorme laço de fita vermelho.
- Já sei. - Ele tentou adivinhar. - Vão saltar alguns balões daqui de dentro, não é mesmo?
- Não, Zac. Sei que sou meio maluca, mas desta vez é sério, eu juro.
Zac abriu a caixa. Sua expressão não foi apenas de surpresa quando viu o pulôver.
- É lindo! Mas gastou muito dinheiro, não devia.
Ela teve vontade de lembrá-lo de que o broche havia custado pelo menos umas dez vezes mais, mas preferiu apenas provocá-lo:
- Conheço alguém bastante rico para me emprestar algum dinheiro se eu precisar.
- E sem nenhum interesse, eu lhe garanto.
- Nesse caso não seria um bom negócio. - Vanessa riu colocando o pulôver na frente dele. - Este tom de azul é exatamente o dos seus olhos, Zac. Gosta?
- É o presente mais bonito que eu já ganhei.
- Ora, Zac. - Vanessa dobrou o agasalho, colocando-o de volta na caixa. - É muito simples... Não se compara com ações ou dinheiro.
- É algo que se pode sentir ou tocar, Vanessa. - Ele acariciou-lhe suavemente o braço. - Muito diferente de dinheiro.
- Sim, mas por outro lado você poderia comprar uma dúzia de agasalhos iguais a esse, se quisesse.
- Mas não teriam sido dados por você. - Zac a fitou intensamente, fazendo-a corar. - Este é especial, Vanessa...
Ela prendeu a respiração. Zac segurou-a pelo queixo e foi se aproximando devagarinho até tocar-lhe os lábios. Sentia o coração batendo tão forte que tinha certeza de que Zac podia ouvi-lo. Suas mãos ardiam de vontade de abraçá-lo, mantê-lo ali pelo resto da noite, mas, antes que criasse coragem, Zac se afastou.
- Eu... eu acho melhor ir agora - falou perturbado, com a voz rouca. - Obrigado pelo presente.
Quando Vanessa percebeu o que se passava ele já se encontrava perto da porta, com a caixa nas mãos. Olhava-a de uma forma estranha, como se quisesse fugir dali o quanto antes.
- Amanhã cedo passo para pegá-la! - disse rapidamente, e saiu fechando a porta.
Vanessa sentou-se no sofá, perplexa.
O que dera nele para ir embora daquele jeito? Zac era incrível. Tão contraditório às vezes. Havia ocasiões em que ele agia e dizia coisas próprias de um homem apaixonado. Mas por que a ela, quando a mulher que ele amava se encontrava em Nova York?!
Vanessa achou melhor desistir de chegar a uma conclusão ou acabaria ficando deprimida.
Pouco depois Liam chegou para contar as novidades do Natal e Vanessa o convidou para ajudá-la a abrir os presentes. E ela não havia se esquecido de seu amiguinho, para quem comprara uma bola de futebol.
Na semana seguinte, Vanessa estava com Ashley na sala de café da Sooner.
- Alguma coisa anda errada, Nessa. Que bicho mordeu você?
- Que bicho me mordeu? Como assim, Ash?
- Seu comportamento continua estranho e já faz uma semana que tivemos a festa de Natal aqui na firma.
- Comportamento estranho?
- Ora, Vanessa. - Ashley perdeu a paciência. - Vai ficar repetindo tudo o que eu digo? Não adianta que desta vez não vou deixá-la fugir do assunto.
Vanessa deu de ombros.
- Nem sei de que assunto está falando, Ash. E, além do mais, meu comportamento está absolutamente dentro do normal.
- Pois eu lhe digo que nunca a vi tão anormal.
Vanessa suspirou.
A quem estava tentando enganar? A Ashley que não era. E muito menos a si mesma.
Sim, estava deprimida. A chegada de Lilly e do irmão seria naquela noite. Não suportava nem pensar em Zac nos braços de outra mulher.
- Bem, para ser sincera, estou meio deprimida - admitiu com certa relutância. - Você sabe o que dizem a respeito das festas de fim de ano, não? Há certas pessoas que se sentem melancólicas nessa época do ano.
Ashley estudou-a durante alguns instantes antes de falar.
- Acho que tenho uma noção exata de quem anda sendo a causa dessa sua melancolia: Aquele seu chefe. Desde a festa de Natal tenho notado que há algo entre vocês dois.
- Isso é impossível, Ash. Você deve estar vendo coisas, não há nada entre...
- Eu sei, Vanessa! - Ashley a interrompeu.  - Não adianta disfarçar. Vi vocês dois dançando naquela noite e lhe digo uma coisa, amiga. Minha avó ficaria escandalizada se estivesse lá.
- Ora, Ashley, francamente! Você não tem noção do que está falando. As aparências enganam, nunca lhe disseram?
-Tenho um par de olhos excelentes! O sr. Efron mudou da água para o vinho e aposto como você foi a responsável pela transformação.
A expressão de Vanessa mudou.
- Ele ficou bárbaro, não achou, Ash?
- Divino, maravilhoso! - Ashley concordou. - Nunca vi olhos tão verdes, amiga. Droga, Nessa! Por que tinha de ser você e não eu a secretária dele?
Vanessa serviu-se de um outro café. Como dizer a Ashley que as mudanças haviam sido por causa de outra mulher e não dela? Não podia. A menos que quebrasse a promessa feita a Zac.
- Eu juro, Ash - falou desanimada. - Está enganada nas suas suposições.
- Então é por isso que você anda com esta cara de quem comeu e não gostou?
Vanessa ensaiou um sorriso.
- Assim estou melhor? Pareço feliz agora?
- Não. Você me dá a impressão de que vai começar a chorar a qualquer momento. - Ashley envolveu-a pelos ombros e saíram as duas pelo corredor. - É a primeira vez que se interessa de verdade por um homem, não é? Apesar das aparências, sei que é uma grande ingênua. Você não sabe nada a respeito do sexo oposto. E é isto que me preocupa, querida.
- Não está me ajudando em nada falando desse jeito, Ash.
- Só quero preveni-la, amiga. Seja cuidadosa. Já perdi no jogo do amor e não quero que passe pela mesma experiência.
Mas o amor não era um jogo, Vanessa pensou. E mesmo que fosse, ela não fazia parte da mesa de jogadores. Começara como professora de Zac, mas desconfiava que havia aprendido mais lições do que ele. Aprendera o que era apaixonar-se e descobrira que o processo, além de penoso, fazia sofrer.
Boaaa tarde amores...
Ai tadinha da Nessa... Sofrendo pelo Zac...
O Zac também hein!? De vez conta logo a verdade...
Ela bem que podia se abrir pra ele e dizer que ta apaixonada
poxa, esses dois hein?!
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários
Beijinhoos e até qlr hora..

quarta-feira

29º Capítulo

Na manhã seguinte, Vanessa acordou com um delicioso aroma de café. Quando abriu os olhos, Poncho estava diante dela com duas canecas fumegantes.
- Feliz Natal, Vanessa!
- Feliz Natal, Zac!
Eles haviam dormido na sala. Zac lhe emprestara uma de suas camisas novas e após ajudá-lo a empurrar o sofá para perto da lareira, passaram a noite ali mesmo. Juntos no sofá. A princípio Zac insistira em colocar um saco de dormir no chão para si, mas Vanessa não permitira.
- Vai passar muito frio no chão, Zac. E além disso, há espaço suficiente para nós dois aqui no sofá.
Depois de alguma discussão, ele acabara cedendo. Vanessa arrumou um travesseiro de cada lado do sofá e Zac providenciou vários cobertores.
Dormiram aquecidos pelo calor da lareira, uma vez que os quartos deviam estar gelados com o aquecimento quebrado.
- Dormiu bem, Vanessa?
- Sim... - ela bocejou. - Já é de manhã?
Zac riu, passando-lhe uma das canecas.
- São exatamente nove horas. E não está mais nevando. - Ele indicou o encosto do sofá. - Deixei um de meus robes ali, caso queira usá-lo.
Vanessa afastou as cobertas para pegá-lo. As pernas bem torneadas ficaram à mostra sob a camisa, e Zac não pode deixar de admirá-las. Dormir com aquela mulher sem fazer amor, só mesmo tendo nervos de aço ou sendo muito louco. Só gostaria de saber qual dos dois seria o caso dele.
- Está tão pensativo, Zac. O que houve?
Zac desviou rapidamente os olhos das pernas dela.
- Nada, nada. Sinto não ser um bom cozinheiro ou teria preparado um café da manhã completo.
- O café está delicioso. - Vanessa tomou um gole. - E pode deixar que eu mesma farei nosso café da manhã. Será minha contribuição por todos os problemas que estou lhe causando.
- Que problemas?
- Ocupei o sofá inteiro esta noite, Zac. Pensa que não notei que mal se mexeu?
- Bobagem, dormi muito bem. E depois estou sempre tão sozinho nesta casa imensa que sua companhia é sempre um prazer, não um problema.
- Obrigada... - Vanessa sorriu satisfeita. - E hoje é Natal, Zac. Teve alguma notícia das ruas?
- No rádio disseram que ainda estão perigosas. Mas parece que o tempo vai melhorar à tarde. Creio que à noitinha já poderei levá-la para o seu apartamento.
- Não tenho pressa. E depois não se esqueça de que há um pato esperando por mim na cozinha, lembra-se?
Após terminar o café, Anahí vestiu-se, arranjando-se o melhor que podia. Trazia apenas um batom e um pó compacto na bolsa, mas foi o suficiente para dar-lhe um ar mais de acordo com aquele dia especial.
Os dois optaram por um café da manhã bem leve. Assim sentiriam mais apetite para o pato que Vanessa decidiu preparar com laranja e purê de maçã.
Por volta do meio-dia, quando o aroma de laranja começou a invadir a cozinha, ela disse sorrindo:
- Meu pobre peru deve estar se sentindo tão só e abandonado lá em casa. Judiação...
- Quem sabe não poderemos comê-lo no almoço de ano-novo? - Zac sugeriu. - Isto é, se não estiver cansada de me ver pela frente, é claro.
- Zac! - Vanessa o repreendeu. - Esqueceu-se de que estará com Lilly?
- Puxa, é mesmo. - Zac sentiu que corava. Se não tomasse mais cuidado acabaria se traindo. - Esqueci-me completamente.
Ela o fitou ressabiada.
- A menos que queria levá-la à minha casa.
- Não! - Zac praticamente gritou. - Quero dizer, é melhor não, Vanessa.
- Você acha que... que se contar à Lilly sobre nossa amizade, porá tudo a perder?
- Indiscutivelmente - ele concordou com veemência. - Se Lilly ficar sabendo não terei a menor chance. Será o meu fim.
Vanessa o fitou intrigada. Às vezes estranhava as atitudes de Zac. Ele passava de um extremo ao outro com a maior facilidade. Num momento parecia nem lembrar-se da existência de Lilly. No instante seguinte, porém, falava dela como se conquistá-la fosse uma questão de vida ou morte.
Vanessa suspirou abrindo a porta do forno.
E quanto a ela? O que faria a respeito de toda a situação? Entregaria de mão beijada o homem que amava a uma mulher cheia de pose que sempre o humilhara? Quem garantiria que Lilly iria gostar de Zac mesmo depois de vê-lo mudado? Droga! Era claro que a garota ia cair apaixonada assim que o visse!
- Um peru é sempre um peru, Zac - disse sem entusiasmo. - Poderemos comê-lo num outro dia qualquer, se você quiser.
Somente os dois? Zac estranhou que Vanessa não mencionasse Lilly. Poderia ser um bom sinal. Talvez ela começasse a querê-lo para si.
- Não vou me esquecer de cobrar esse convite, Vanessa. - disse, chegando bem perto dela, de propósito. - Posso ajudá-la em alguma coisa?
Vanessa estremeceu. Suas reações à proximidade de Zac estavam se tornando mais intensas a cada minuto.
- Eu... Não me lembro de nada no momento - disse, afastando-se. - O que vai querer para sobremesa?
- Quais você sabe fazer?
- Muito poucas. Pudim, bolo de chocolate e torta de maçã.
- Bolo de chocolate!
- No Natal? Não é uma sobremesa típica.
- E quem se importa? Adoro bolo de chocolate, mas a sra. Gaines nunca faz. Insiste em preparar pratos complicados quando prefiro coisas simples.
- Por que não a deixa saber de suas preferências, Zac? Deve dizer às pessoas do que gosta.
Não era necessário lembrá-lo. Zac já estava cansado de saber. Na verdade toda vez que olhava para Vanessa ficava imaginando qual seria a reação dela se lhe dissesse que a amava.
Oiiiii
Vou ter um troço com esse dois...
Que mancada o Zac deu agora... Esqueceu de Lilly hahahaha
Tudo bem que ela não existe mas esse plano dela ta cada
vez mais por um fio...
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários
Beijinhoos e até amanhã..

terça-feira

28º Capítulo

Vanessa fechou os olhos. Sentia-se tão segura ao lado de Zac. Nunca conseguira perdoar o pai por ter abandonado sua mãe, mas só agora entendia realmente o quanto ela devia ter sofrido. Só agora, na condição de mulher apaixonada, avaliava a perda de um amor.
De repente, endireitou-se no sofá. Como num passe de mágica o sorriso voltou-lhe ao rosto.
- Zac! Amanhã é dia de Natal! Não devemos estar falando de coisas tristes. Conte-me o que já ganhou de presente.
Zac sorriu. Era bom vê-la animada outra vez.
- Bem, da Sooner ganhei um bônus extra, e de meus pais, um lote de ações.
Dinheiro, Vanessa pensou, mais dinheiro. Ela havia quebrado a cabeça tentando encontrar algo especial para dar a Zac. No ano anterior havia lhe comprado uma caneta. Um presente impessoal, da secretária ao patrão.
Naquele ano, porém, a situação tomara-se bem diferente. Queria dar-lhe algo que o fizesse lembrar-se sempre dela. Mesmo quando ele estivesse com Lilly.
Depois de muito pensar, optara por um pulôver de lã. Ashley lhe diria que roupas eram pessoais demais, mas ela não se importava. A intenção era que Zac soubesse que pensava nele como um homem. Como alguém de quem se sentia íntima.
Vanessa sorriu.
- Não ganhou nenhuma garrafa de uísque, charutos ou gravatas de seda?
Não, mas ganhei a sua companhia, Zac sentiu vontade de dizer, mas não teve coragem.
- Ainda há alguns presentes que ficaram no escritório sem serem abertos - lembrou-se. - E você? O que ganhou até agora?
- Zac! Não costumo trapacear. Meus presentes estão todos embaixo da árvore para serem abertos no dia certo. Amanhã. - Ela olhou para a águia presa em seu vestido. - A não ser o seu, Zac. Vou usá-lo em todos os natais daqui para a frente. E no ano-novo, e no meu aniversário.
Zac desejou tocá-la. Só esperava que Vanessa continuasse pensando daquela maneira depois que soubesse da verdade.
- Mas o meu presente você vai ter que esperar, Zac... Está lá em casa, embaixo da árvore, junto com os outros.
- Não devia ter se incomodado, Vanessa.
- Sei disso. Você é daquelas pessoas que têm de tudo. Mas achei que merecia uma lembrança minha.
Zac olhou para a porta e ela acompanhou-lhe o olhar. De onde estavam dava para avistar na outra sala o pinheiro de Natal com os presentes de Lilly arranjados ao lado.
- Espero que minha ajuda tenha sido boa em relação aos presentes de Lilly, Zac - comentou procurando parecer casual. - Teria sido mais fácil se eu a conhecesse.
- Eu... Eu tenho certeza de que Lilly vai adorá-los todos. Você tem muito bom gosto, não se preocupe.
Sim, ela se preocupava! Tinha vontade de sacudi-lo pelos ombros até fazê-lo entender que nenhuma outra mulher no mundo se importava tanto com ele como ela. Mas não podia. Ao invés disso, mudou de assunto.
- Está com sono, Zac?
- Não, e você?
- Ainda não, também.
Zac levantou-se para ligar de novo a televisão. Enquanto isso Vanessa foi até a janela. Continuava nevando. Ela voltou e sentou-se ao lado dele no sofá.
- Está com fome, Vanessa?
- Impossível depois de tudo o que comi naquela festa.
- O mesmo digo eu.
Vanessa fixou a atenção na televisão. Anunciavam um filme antigo, aparentemente bom.
- Quer assistir? - Zac indagou-lhe. - Gosta de filmes antigos?
- Especialmente quando são dos anos quarenta ou cinqüenta - ela confessou, acomodando-se melhor no sofá. - E você?
Zac aumentou o volume e sentou-se bem junto dela, segurando-lhe a mão.
- Também. Especialmente quando tenho a mão de alguém para segurar.
Vanessa sorriu. Um mês atrás teria sido impossível imaginar Zachary Efron ousando um gesto tão romântico.
- Concordo com você, Zac - disse suavemente. - Tudo fica melhor quando se tem alguém a quem dar a mão.
O filme começou. Não era ruim, mas também não prendia muito a atenção. Vanessa tentou acompanhá-lo, mas acabou encostando a cabeça no ombro de Zac e em poucos minutos dormia.
A princípio ele não quis nem se mexer com medo de acordá-la. Continuou assistindo o filme, mas a certa altura não aguentou mais. Com Vanessa ao seu lado só pensava no quanto seria bom estreitá-la nos braços. No quanto adoraria tê-la para sempre ali com ele.
O sono veio e Zac também adormeceu.
Vanessa foi a primeira a acordar. Antes mesmo de abrir os olhos percebeu que alguma coisa estava estranha. Sentia muito frio nas costas, mas a parte da frente de seu corpo encontrava-se aquecida. Devagarinho ela abriu os olhos.
Céus! Estava deitada abraçada a Zac!
Na posição em que se encontrava não dava para ver o rosto dele, mas, aparentemente, também dormia. De repente ele abriu os olhos.
- Vanessa!
- Zac!
- Você dormiu - ele murmurou.
- Acho que você também.
Vanessa não compreendia o que se passava com ela. Tinha consciência de que devia sair do sofá o quanto antes, mas uma força misteriosa não a deixava. O choque de ter acordado abraçada a Poncho aos poucos foi sendo substituído por sensações muito diversas.
Aquele era o homem que amava. Achava agradável toca-lo, estar tão perto dele. Perceber-lhe a respiração. Podia senti-lo quente e viril. Era impossível afastar o desejo de beijá-lo. De ser acariciada, amada...
- Vanessa...
Seu nome soou como música nos lábios de Zac. Era impressão ou ele também queria beijá-la? Antes que tivesse tempo de pensar no assunto, suas bocas se uniram.
Zac soltou um gemido e estreitou-a com força. Não devia prosseguir com aquela loucura, mas Vanessa se mostrava tão receptiva, tão cheia de desejo quanto ele. Era impossível separar-se dela. Tanto tempo amando-a, sonhando com momentos iguais àquele e agora ali se encontrava ela agindo como se realmente gostasse dele!
- Vanessa... Oh, Vanessa...
Parecia um sonho, Vanessa pensou entreabrindo os lábios para a língua ansiosa de Zac. Começava a perder todo o senso de realidade para mergulhar num mundo mágico onde apenas ela e Zac existiam. Nunca desejava um homem com tal intensidade. E sentia que ele também partilhava seus anseios.
Mas não era possível! Amava Zac, sim, mas ele não a amava. Esperava por uma outra mulher, como podia querê-la daquele jeito?
A lembrança de que Zac estaria pensando em Lilly naquele instante fez com que Vanessa perdesse todo o entusiasmo. As chamas do desejo se apagaram quando ela lembrou que Mia era mulher dos sonhos dele. Bruscamente, afastou-se.
- Zac, eu...
- O que foi, Vanessa? - Zac a fitou confuso. Os olhos dela estavam cheios de lágrimas. - Magoei você?
Ela balançou a cabeça, negando. Não conseguia nem falar. Queria dizer que sim, que ele a havia magoado, mas não pelo motivo que pensava.
- Escute, Vanessa... - Ele sentou-se no sofá. - Não tive intenção de...
- Tudo bem, Zac... - Vanessa o interrompeu ajeitando as roupas. - Não estou culpando você de nada. Eu... eu me esqueci de Lilly, foi só.
- Acho que eu também. - Ele mentiu passando a mão nos cabelos.
Céus! Como desejava tomá-la nos braços de novo. Quem sabe não seria o momento ideal para contar-lhe que Mia era uma invenção? No meio daquela tempestade Vanessa não teria como fugir.
Zac a fitou por alguns instantes, mas percebeu que não teria coragem. Ainda não se sentia preparado.
- Zac! - Vanessa exclamou de repente, olhando para a televisão. - Estamos com algum problema! Veja! A imagem sumiu.
- Sim, e é por isso que a sala está tão fria. Deve ter queimado algum fusível. Meu sistema de calefação é elétrico.
Vanessa cruzou os braços ao redor dos ombros.
- Há lenha aqui dentro da casa? Podemos acender a lareira.
- Ótima ideia. - Zac entusiasmou-se. - Vou ver se encontro algumas toras no porão. Quer vir comigo ou prefere esperar?
- Vou junto. - Vanessa levantou-se. - Você tem uma lanterna em caso de não haver luz no porão também?
Zac encontrou uma num dos armários da cozinha e os dois desceram ao porão. Enquanto ele procurava pela lenha, Vanessa constatou que havia diversos móveis guardados ali, todos protegidos com lençóis brancos.
Pareciam fantasmas, pensou, arrepiando-se toda.
- Ali estão as toras, Zac! Deixe-me ajudá-lo.
Quinze minutos mais tarde o fogo crepitava alegremente dentro da lareira. Acomodando-se o mais perto possível do calor, Vanessa amaldiçoou a hora em que tivera a ideia de usar aquele vestido de lã. Era tão curto!
- Agora sim, Zac - disse animada. - Está uma delícia aqui junto do fogo.
Zac encontrava-se perto de uma das janelas, olhando para o jardim coberto de gelo.
- Este Natal será mesmo inesquecível - disse, voltando-se para ela. - Vou lembrá-lo para sempre.
Por causa da tempestade ou do que acontecera há pouco no sofá?, Vanessa ficou imaginando. Ainda sentia-se envergonhada de sua atitude ousada.
- Também não me esquecerei jamais deste Natal, Zac - admitiu sentindo um leve calor no rosto.
- Eu sinto muito, Vanessa. - Alfonso aproximou-se. - Queria tanto que se divertisse esta noite e agora aqui estamos nós morrendo de frio.
- Não tem importância. Sinto-me tão confortável como se o aquecimento estivesse funcionando. - Vanessa esticou as pernas de forma a aproximá-las um pouco mais do fogo. - E além disso, não há mais nada para fazermos esta noite a não ser dormir, não é mesmo?
Zac concordou. Na verdade tinha uma infinidade de idéias sobre o que poderiam fazer em vez de dormirem. Mas tratou de afastá-las da mente.
Vanessa já devia estar fazendo um mau juízo dele depois daquele beijo. Um aproveitador de mulheres, ela devia estar pensando. Não, não podia piorar ainda mais a sua imagem já prejudicada. O mais sensato seria procurar remediar a situação.
- Vanessa, eu... - Ele passou a mão nos olhos, indeciso sobre como começar. - Você sabe, eu...
- O que houve? Suas lentes estão incomodando?
- Lentes... ? Oh, não, não. O que estou tentando lhe dizer é que... bem, espero que não tenha ficado zangada com o que aconteceu há pouco. Não planejei aquilo. Se a ofendi me...
- Não, você não me ofendeu, Zac. Também tive culpa. De certa forma eu o encorajei. Aliás, achei que estivesse fazendo um mau juízo de mim.
- E por que eu estaria?
Vanessa desviou os olhos.
- Lilly...
- Entendo. E para ser sincero, também pensei que estivesse me achando um aproveitador .
- Zac! - Nem passaria pela cabeça dela classificá-lo de aproveitador. - É claro que não pensei uma coisa dessas!
- Bem, você é uma mulher atraente, sedutora, e... e eu não sou de ferro, Vanessa.
Ela olhou para as toras queimando dentro da lareira.
- Também o acho atraente, Zac...
- Fico feliz... quero dizer, que não esteja zangada comigo, é claro.
- É preciso entender que a situação foi um tanto inusitada - ela disse corando.
- Sim. - Zac respirou fundo. - Muito inusitada.
Oiiiii como prometido volteeiii :D
Oooh droga!! Vanessa pq vc tinha que lembra o nome da Lilly
hein!? Tava tudo tão maravilhosamente beem...
Concordam??
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários
Beijinhoos e até qlr hora..

27º Capítulo

- Oh, mas e meu peru? - Vanessa lembrou-se. - Ia assá-lo amanhã para nós! E fiz também uma torta de nozes, comprei frutas. O que farei com tudo aquilo?
- Essas coisas estragam?
- Não. Estão na geladeira, mas...
- Então não se preocupe. Atacaremos a despensa da sra. Gaines. E agora, que tal irmos à cozinha preparar um café? É a única coisa que sei fazer.
Vanessa riu, seguindo atrás dele. Ao entrar na cozinha seus olhos brilharam.
Nunca havia visto nada mais sensacional. E prática também. Não era imensa, mas contava com todos os tipos de equipamentos, os mais modernos. O branco imperava. Até as paredes eram brancas, o que dava grande destaque ao chão de pedras escuras e aos visores dos eletrodomésticos, todos em vidro fumê.
Zac colocou água e pó na cafeteira e sugeriu que fossem à despensa enquanto esperavam que o café ficasse pronto. Novamente Vanessa se surpreendeu.
Desta vez seus olhos se arregalaram ao ver o incrível sortimento de latarias, queijos e cereais nas prateleiras. Zac abriu um freezer e ela percorreu o olhar lentamente pelas etiquetas de uma grande variedade de congelados.
- Zac, mas que exagero! Vai levar anos para consumir tudo isso.
- Dei ordens à sra. Gaines para que não deixasse faltar nada.
Por causa de Lilly, Vanessa lembrou-se no mesmo instante. Em seguida, porém, afastou-a do pensamento.
- Que vamos fazer, Zac? Um pato?
- Assado! - Ele aderiu prontamente. - É o meu favorito. Acha que pode encontrar os acompanhamentos necessários?
- Nesse supermercado?! - Vanessa riu. - Não duvido.
Zac ajudou-a a levar o que precisavam para a cozinha e em seguida sentaram-se para tomar o café.
- Gosta de morar sozinho aqui? É uma casa tão grande! Não sente solidão?
- Às vezes. Mas não consigo me imaginar noutro lugar.
- Bem, nesse caso acho que seria melhor se arranjasse uma esposa e tivesse filhos. Há tanto espaço. Poderia ter uma dúzia deles, se quisesse.
- Procuro sempre trazer algum trabalho da firma para fazer à noite, mas você está certa. A casa é silenciosa demais. - Uma verdadeira tumba, depois de ter passado o dia com ela no escritório, Zac pensou.
- Seus pais moravam aqui com você?
- Meu pai construiu esta casa logo que eles se casaram. Minha mãe gostava de dar recepções, por isso a fizeram tão grande. Depois que eles foram para a Califórnia resolvi tomar posse definitiva da casa e mudei a maioria dos móveis.
- Nesse caso, o gosto da decoração é seu?
- Sim. Minha mãe quase desmaiou quando veio me visitar certa vez. Mas eu disse a ela que agora a casa é minha.
- E agiu bem. - Vanessa aprovou. - Às vezes a gente tem que tomar certas atitudes. E acho que teve muito bom gosto, Zac. Eu não modificaria nada aqui dentro.
- É. Ficou aconchegante. Pelo menos é mais agradável do que lá fora, com esta tempestade.
- Sem dúvida.
Após terminarem o café, Vanessa a levou a uma outra sala com televisão e lareira também. Sentaram-se num sofá confortável, de veludo azul-marinho e ficaram assistindo ao noticiário, onde o assunto principal era o mau tempo.
- As notícias não são nada animadoras, não, Zac?
- Tem razão. Mas não temos por que nos preocupar. Amanhã será Natal, não vamos ao escritório. E além disso há espaço sobrando, você já reparou. Poderá escolher o quarto que gostar mais, para dormir.
Vanessa pôs a mão no rosto.
- Minha nossa! Acabo de lembrar que não tenho nem roupas nem escova de dentes aqui comigo.
- Há escovas novas em todos os banheiros. – Zac a tranquilizou. - E se for preciso posso lhe emprestar alguma roupa.
- Um pijama, por exemplo?
Ele balançou a cabeça.
- Sinto muito, mas não uso pijamas, Vanessa.
Ela corou. Não conseguiu evita-lo. A imagem de Zac dormindo nu veio-lhe rapidamente à cabeça.
- Eu... quero dizer, nem uma camisa velha? - acrescentou tentando apagá-la.
- Oh, sim, tenho uma porção delas. - Ele fez uma pausa e ergueu as sobrancelhas. - Ou pelo menos tinha, antes de dá-las ao Exército da Salvação.
Vanessa caiu na gargalhada. Sua risada espontânea alegrou o ambiente fazendo com que Alfonso a desejasse ainda mais. Vanessa era a alegria que faltava àquela casa.
O noticiário terminou e ele levantou-se para desligar a televisão.
- Então sua mãe foi viajar... - comentou ao voltar para o lado dela no sofá.
- Sim. Ela deve voar de volta na segunda-feira à noite. Seus pais nunca vêm passar o Natal com você?
- Não. Em dezembro faz frio demais aqui para a saúde de minha mãe.
- É verdade.
- E quanto ao seu pai? Vem de vez em quando no Natal?
- Raramente. - Vanessa ficou séria. - Mas seria melhor se não viesse.
- Qual a razão?
- Ele sempre chega acompanhado de alguma mulher e... e torna a situação muito embaraçosa.
- Para a sua mãe ou para você?
Vanessa sorriu com amargura.
- Minha mãe não liga. Eu é que me importo.
Zac a fitou surpreso. Era a primeira vez que via Vanessa deixar-se abater por alguma coisa.
- E por quê?
- Zac! Ele é meu pai, será que não compreende? Minha mãe é quem deveria estar com ele e não aquelas... aquelas mulheres horríveis.
- Não acha que esta é uma decisão que cabe à sua mãe?
- Ela não teve escolha. Foi meu pai quem quis o divórcio.
- Não gosta dele, não?
- Às vezes tento odiá-lo. Quando penso nas inúmeras vezes que mentiu à minha mãe traindo-a com outras mulheres...
Zac não sabia o que dizer. Era uma novidade para ele aquela revolta de Vanessa. Sempre fizera uma ideia dela tão compreensiva, condescendente.
Acabava de descobrir que, como qualquer ser humano, ela também sofria.
- Tenho certeza de que seu pai te ama - disse, puxando-a para si. - Não foi por sua culpa que se separaram.
- Eu sei. - Vanessa pousou a cabeça no peito dele e sentiu-se protegida. - Minha mãe é tão bonita, gentil, inteligente, Zac. Não entendo como meu pai pôde deixá-la.
- Com certeza não teve nada a ver com sua mãe o divórcio deles. Talvez seu pai seja um pouco inseguro, por isso procurou outra mulher. Deve torcer para que ele seja feliz.
Vanessa levantou a cabeça para encará-lo.
- Você acha?
- Não seria muito pior se seu pai continuasse ao lado de sua mãe fingindo ser feliz?
- Fingir, mentir. Todos os homens são iguais.
- Hei! - Zac franziu as sobrancelhas. - Não se esqueça de que sou um deles.
De repente Vanessa sorriu.
- Desculpe, Zac, não me referia a você. Sei que jamais mentiria. Principalmente para alguém que amasse.
Céus! Zac começou a suar frio. Em que arapuca ele fora se meter? Como iria acabar com tudo aquilo?
- Não - disse, evitando olhá-la diretamente. - Eu jamais faria urna coisa dessas...
Bom dia amores!
Esse momento deles juntinhos ta tão fofooo... Mas queria mais hahaha
Vixeee era melhor o Zac ter ficado calado... Imagine quando a Vanessa
descobri que ele ta mentindo pra ela... Quero nem imaginar...
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários
Hoje eu posto mais um capítulo
Só depende de vcs...
Beijinhoos e atémais tarde...

segunda-feira

26º Capítulo

- Sinto dizer que ainda não havia tido a oportunidade de observá-las. Aliás, eu não tinha a menor ideia de como você era até o dia em que entrou no meu escritório pela primeira vez.
Vanessa admirou-se.
- Verdade? Nunca havia me visto até então?
- Escolhi você porque demonstrou mais capacidade que as outras secretárias. Para ser sincero, vi apenas a sua ficha.
- Espero que não tenha ficado desapontado.
Desapontado, ele? O termo certo seria fascinado, Zac pensou.
- Sua eficiência tem ultrapassado as minhas expectativas.
Vanessa sorriu.
- Sempre me orgulhei das minhas pernas, sabe, Zac? Mas muito mais do meu cérebro. Você não podia ter-me feito um elogio maior.
- E sincero.
Vanessa estava louca para dançar, mas Ashley e Corey se aproximaram quando ela ia propor a Zac. Esperava que os dois homens não tivessem muito assuntos em comum, mas ficou surpresa ao vê-los se darem muito bem.
Levou ainda um bom tempo até que conseguisse arrastar Zac para a pista de dança.
- Está fazendo uma porção de amigos esta noite, hein, Zac? - disse ao começarem a dançar. - Você cresceu no conceito deles. Foi o único executivo a vir à festa dos funcionários.
- Por estar num cargo mais elevado não significa que me considere melhor do que qualquer outro aqui dentro da Sooner. É uma pena que me achem esnobe.
- Mas agora devem ter mudado de opinião. E você reparou como as mulheres o olham?
Não, ele não havia reparado. E também não se importava. A única mulher no mundo que o interessava era a que tinha nos braços naquele momento.
- Fico contente por finalmente estarmos sozinhos, Zac - Vanessa confessou-lhe. - Queria lhe perguntar uma coisa.
- O que é?
- Amanhã é dia de Natal, certo? Acontece que minha mãe viajou...
- Que pena. Você deve estar desapontada.
- Para ser sincera, não. É bom saber que ela está se divertindo. - Vanessa o fitou com seriedade. - Mas ficaria desapontada se não aceitasse meu convite para almoçar comigo amanhã.
Zac estreitou-a um pouco mais. Será que havia ouvido bem? Vanessa desejava passar o dia de Natal com ele?
- Não sei se devo... Talvez tenha outros convidados e...
- Não haverá outros, Zac. Seremos só nós dois. Uma espécie de celebração da nossa nova amizade.
- Celebração?
- Sim. E como vai estar com Lilly na próxima semana, pensei... Achei que poderia ser também nossa... nossa última oportunidade de estarmos juntos.
Oh, não! Por que ela sempre acabava tocando no nome de Lilly?, Zac pensou frustrado. Começava a duvidar se seria inteligente esperar até o ano-novo para revelar-lhe toda a verdade. Ao mesmo tempo não queria desperdiçar aqueles últimos momento juntos.
Aparentemente Vanessa ainda o encarava apenas como um amigo.
E se ficasse zangada e não quisesse mais vê-lo?
- É muita gentileza sua. Mas tem certeza que não vou lhe dar muito trabalho? - ele perguntou.
- Será um prazer cozinhar para você, Zac. Não pretendia receber ninguém em sua casa, pretendia?
- Não. A que horas devo ir?
- Logo que se levantar. Poderemos passar o dia todo juntos, assim você me ajudará a abrir meus presentes, está bem?
Zac sorriu. O que mais ele podia desejar?
- Está tornando este Natal muito especial para mim, Vanessa.
- O mesmo digo de você. Meu Natal este ano será inesquecível.
A música era suave e romântica. Vanessa pousou a cabeça no peito dele e suspirou. Um Natal inesquecível. Era o máximo que podia dizer a Zac.
Mesmo desejando acrescentar que esperava estarem juntos no ano seguinte, no outro e no outro, jamais ousaria confessar-lhe.
Um dos últimos casais a deixarem a festa foram eles.
Havia nevado bastante e as ruas se encontravam cobertas por uma espessa camada de gelo muito escorregadia.
- Sabia que encontraríamos muita neve quando saíssemos da festa, mas não isto - Vanessa comentou um pouco aflita. - O que vamos fazer? Acha que conseguiremos chegar em casa?
- Não sei. Vou tentar através da rua principal. Talvez seja o caminho mais seguro.
Zac dirigia com cuidado, procurando manter o carro sob controle. Mas as ruas estavam tão lisas que acerta altura deslizaram por quase dois quarteirões.
- Acho melhor irmos para a minha casa, Vanessa. Fica mais perto que seu apartamento e depois pensaremos no que fazer.
- Por mim tudo bem. - Ela aceitou prontamente. - Desde que saiamos destas ruas, concordo com qualquer sugestão.
Um trajeto que em condições normais Zac teria feito em cinco minutos, eles levaram quase meia hora.
Quando pararam diante dos portões de uma enorme casa de pedra, Vanessa suspirou aliviada.
- Vou deixar o carro aqui mesmo, na rua. - Zac decidiu. - O caminho até a garagem é uma rampa e tenho medo de não conseguirmos chegar até lá em cima.
O chão de fato chegava a estar perigoso de tão escorregadio. Vanessa deixou que Zac a ajudasse a caminhar e quando ele abriu a porta de entrada, uma onde de calor os envolveu.
- Que delícia, Zac! - ela exclamou entrando no saguão. - Seus empregados dormem em casa?
- Não. Costumam vir todos os dias bem cedo, mas, como amanhã é Natal, dei folga a todos eles.
Por qualquer razão, Vanessa esperava uma decoração formal e austera na casa de Zac. Mas enganou-se.
Ele a levou a uma enorme sala com lareira, alguns sofás de couro, várias poltronas e muitos tapetes fofos e macios. Um conjunto aconchegante e harmonioso que a deixou ao mesmo tempo encantada e surpresa. Havia enormes janelas de vidro nas paredes do fundo dando para o jardim.
Entre duas delas um grande pinheiro do Colorado cintilava com luzinhas multicoloridas e bolas de Natal prateadas e douradas.
- Que lindo, Zac!
- Você gosta?
- É a árvore de Natal mais maravilhosa que já vi. Foi você quem a armou?
- Imagine. - Zac acendeu a luz de um abajur.
– Acho que nunca armei um árvore de Natal em toda a minha vida.
- E quem enfeitou esta?
- Minha governanta, a sra. Gaines. Fazia muitos anos que não montávamos uma árvore nesta casa.
- Mesmo...? Que tristeza passar um Natal sem árvore.
Zac a fitou sem jeito.
- Na verdade, não tenho o hábito de grandes comemorações de fim de ano. Mas desta vez...
Daquela vez havia Lilly, Vanessa completou em silêncio. Odiava lembrar-se da moça, mas parecia que quase tudo que diziam ou faziam a levava a pensar em Lilly. Aproximando-se de uma das janelas, olhou a escuridão da noite durante alguns instantes.
- Acho que seria arriscado irmos de carro até meu apartamento, Zac.
- Concordo.
- Mas tenho uma amiga que possuiu um carro com tração nas quatro rodas. Ela poderá vir me buscar se eu ligar.
- Não seria prudente... - Zac aproximou-se dela. - Mesmo com tração nas quatro rodas...
Ele tinha razão, Vanessa sabia. Seria arriscado para qualquer um sair com um tempo daqueles.
- Pelo visto vai ter que me aguentar aqui, Zac.
- Eu não diria aguentar , Vanessa. - Ele sorriu. – Além do mais, não tínhamos mesmo combinado passar o dia de Natal juntos? Apenas será em minha casa e não na sua.
Oiiiii
Ai que fofoooo ♥____♥
Quero só ver o que vai acontece com esses dois ai sozinhos na
casa do Zac... hahaha
Zanessa 4ever já enviei pra vc por email a lista.
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários
Beijinhoos e até amanhã..

domingo

25º Capítulo

O vento gelado varria impiedosamente as ruas da cidade de Oklahoma.
Zac deixou o carro no estacionamento subterrâneo da Sooner e eles subiram pelo elevador. O salão de festas da companhia ficava no décimo e último andar, mas desde o primeiro já se podia ouvir o som da música animada.
Assim que desceram do elevador, Vanessa segurou a mão de Zac. Seus dedos foram imediatamente entrelaçados pelos dele, provocando-lhe uma deliciosa sensação de calor e ternura.
Havia um brilho tão diferente nos olhos de Zac... Expressavam tal felicidade que chegava a ser um suplício imaginá-lo com Lilly no fim da semana seguinte.
Seria quando ele se declararia.
Vanessa sentiu um aperto dentro do peito.
O que faria de sua vida, então?
Entraram no salão de mãos dadas. Vanessa tinha certeza de que ninguém ali dentro deixou de notá-los. Não sabia bem se por causa do novo visual de Zac ou pelo fato de estarem juntos.
Havia muita gente na festa. Vários grupos conversavam, outros serviam-se ao redor de uma mesa farta de salgadinhos e bebidas e alguns pares já começavam a dançar.
- Por que não vamos dar uma olhada no que há para comer, Zac? - ela sugeriu. - Estou faminta demais para já começarmos a dançar .
- E eu não sei se vou conseguir dançar depois de comer. - Zac tentou esquivar-se.
- Vai se sair bem, não se preocupe. Lembra-se do nosso ensaio lá em casa?
É claro que ele se lembrava. E era justamente este o problema. Temia que ao tê-la nos braços, desejasse beijá-la como naquela noite. E que a agonia fosse tanta que acabasse errando todos os passos.
- Espero que esteja certa - disse sem muita convicção. - Vou buscar refrigerantes enquanto você prepara um prato com salgadinhos.
Lúcia encheu dois pratos com sanduíches, salgadinhos e canapés, e eles sentaram-se num canto da sala. Várias pessoas aproximaram-se para cumprimentá-los. Zac era tão conhecido na firma quanto o próprio presidente.
- O salão está tão lindo - Vanessa comentou num dos raros momentos em que ficaram sozinhos. - Será também aqui a festa de ano-novo?
- Não, vai ser na sala de reuniões do terceiro andar.
- Naquele lugar abafado?! Mas como vão dançar se o chão é acarpetado?
Zac riu.
- Acho que nenhum dos diretores está com ideia de dançar, Vanessa.
Nem Lilly? Vanessa só gostaria de saber o que a novaiorquina acharia de um réveillon tão desanimado.
- Oi, Vanessa! Oi, sr. Efron!
Vanessa ergueu o rosto e encontrou Ashley à sua frente.
- Olá, Ashley! Não me diga que só chegou agora?
A amiga custou a responder. Olhava para Zac sentado ali bem junto dela.
- E... eu, quer dizer, o tempo está tão horrível que o táxi veio patinando pelos três últimos quarteirões.
- É. Parece que teremos uma grande nevasca esta noite - Zac comentou. - Não vai ser fácil na hora de irmos embora.
- I... imagino...
Ashley não parava de olhá-lo. Parecia enfeitiçada: Vanessa já estava para perder a paciência quando a amiga dirigiu-se a ela.
- Mas já que cheguei até aqui pretendo me divertir, não é mesmo, Vanessa?
- Sem dúvida - ela concordou, sabendo muito bem a que tipo de divertimento Ashley se referia.
- Você está tão deslumbrante, Vanessa. Teve coragem de vir dirigindo até aqui?
Vanessa sorriu com malícia.
- Não Ashley, não tive coragem. Zac e eu viemos no carro dele.
- Mesmo... ? - Os olhos de Ashley cintilaram. - Bem, eu... eu... Se me derem licença vou procurar algo para beber. Até logo mais.
Assim que Ashley se afastou, Zac voltou-se para Vanessa.
- Faz tempo que vocês duas são amigas?
- Trabalhamos juntas como datilógrafas antes de eu me tornar sua secretária. Ashley nunca me perdoou por isso.
- E por que razão?
- Acha que você me escolheu só por causa das minhas pernas.
Zac riu e olhou para as pernas de Vanessa. Conhecia-a de cor, mas era sempre agradável recordá-las.
SURPRESAAAA!! hahaha
Volteeeiii...
Eu ri da Vanessa, será que ela ta com ciúmes até da amiga
por estar quase babando em cima do Zac???
Não duvido naaaada hahaha
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários
Beijinhoos e (agora sim) até amanhã..
PS 1: Eu sempre esqueço mas vo aproveita que lembrei... No 14° capítulo uma pessoa anônima pediu pra divulgar a fanfic Amor por contrato da Anne eu acabei esquecendo... Então aqui está: Amor por contrato.
PS 2: Estava olhando o nosso top coments e como até o 27º capítulo
ninguém passará a Rafa e Zanessa 4ever vou encerrar aqui o top coments, amanhã
já envio a listas das fics pra vcs!!
Rafa passa pra você a lista por email ou pelo face??
Zanessa 4ever pra vc por email neh!?


24º Capítulo

- Obrigada, Zac - Vanessa corou. Apesar de ter sonhado muitas vezes em ouvir aquelas palavras, não esperava que Zac as dissesse. - Não quer tomar um café ou alguma outra bebida antes de sairmos?
- Acho melhor irmos logo antes que as ruas fiquem muito escorregadias. Mas antes... - Ele tirou uma caixinha branca do bolso, amarrada com um laço vermelho. - Gostaria de dar-lhe isto para usar na festa desta noite.
- Zac! - Ela recebeu o presente, sem jeito. - Não devia ter feito uma coisa dessas. Principalmente porque de certa forma eu o forcei a ir a esta festa comigo.
- Não me forçou a nada - ele retrucou suavemente. - Espero que você goste.
Se receber o presente foi uma grande surpresa para Vanessa, abrir a caixinha foi ainda maior. Pousado no fundo de veludo vermelho se encontrava o broche mais lindo que ela já vira. Uma águia de ouro com dois minúsculos diamantes no lugar dos olhos.
- Zac! Eu não sei o que dizer!
Zac chegou bem perto dela.
- Por que não me diz apenas se gostou ou não?
- Se gostei?! - Vanessa ergueu os olhos para ele. - É lindo, Zac, mas... mas não mereço uma joia destas.
- Não merece? Que bobagem, Vanessa...
- Deve ter custado muito dinheiro. Não devia ter me comprado um presente tão caro.
- E por que não?
- Bem, porque... porque Lilly poderá ficar sabendo, Zac. E se ela se zangar?
Zac sorriu. Um sorriso tão sexy que quase fez Vanessa perder o fôlego. Há quanto tempo ele olhava para ela daquele jeito? Será que não havia notado antes?
- Confie em mim. Lilly nunca vai ficar sabendo sobre o broche.
- Mas...
- Venha cá. - Zac tirou o broche da caixa. - Deixe-me colocá-lo em você.
Vanessa precisou esforçar-se ao máximo para manter-se imóvel enquanto ele prendia a águia do lado esquerdo de seu vestido. A proximidade de Zac a deixava com as pernas bambas. Sentia um desejo enorme de passar-lhe os braços ao redor do pescoço e beijá-lo, mantendo os lábios colados nos dele por tanto tempo, até que os dois perdessem o fôlego e já nem se importassem mais de ir à festa de Natal.
Mas como poderia satisfazer seus impulsos sem causar má impressão? Droga de Lilly ou quem quer que fosse a mulher dos sonhos de Zac! Droga! Mil vezes droga!
As mãos trêmulas de Zac finalmente conseguiram prender o fecho do broche. Como prestar atenção no que estava fazendo com os seios de Vanessa ali tão próximos?
Podia perceber o movimento deles para cima e para baixo enquanto ela respirava. Sentia-lhe o ar morno saindo-lhe dos lábios. Oh, como gostaria de beijá-la. Vanessa estava linda, tão sedutora. .. Se pudesse a tomaria nos braços e a beijaria até despertar-lhe o mesmo desejo que lhe queimava o corpo naquele momento.
Mas não podia. Vanessa iria pensar que ele não passava de um vigarista, um aproveitador mentiroso e falso. Oh, droga, Zachary! Por que diabos você foi inventar a existência de Lilly? Porque você ama Vanessa, ele mesmo se consolou, afastando-se dela.
- Pronto - disse, estudando o broche. - Acho que ficou um pouco torto, mas talvez ninguém note.
Vanessa olhou para a águia e suspirou.
- Oh, Zac! Nunca vi nada mais bonito. Acha que eu poderia usá-la o ano inteiro além da festa de hoje?
Zac riu. Um riso tão suave que chamou a atenção de Vanessa. Ergueu o rosto para ele e o desejo de beijá-lo voltou com intensidade dobrada. Lilly que a perdoasse, mas não iria se reprimir. Não daquela vez.
Vanessa aproximou-se e roçou os lábios nos dele gentil e suavemente.
- Obrigada, Zac. Foi o presente mais lindo que já recebi em toda a minha vida.
- De nada... - Zac tentou sorrir.
- Oh céus, Zac! Deixei marca de batom em sua boca! - Vanessa passou o dedo nos lábios dele. - Imagine o que não vão pensar se chegarmos à festa com você desse jeito!
Zac riu.
- Não dou a menor importância ao que eles pensem. E você? Importa-se?
- Eu...? - Vanessa o fitou durante alguns instantes. Talvez Poncho não estivesse tão apaixonado assim por Lilly quanto acreditava. Ela sorriu. - Não, Zac. Eu também não ligo a mínima.
- Bem... - Zac pegou o casaco de pele de Vanessa sobre o sofá. - É melhor irmos agora.
Ela vestiu o casaco e os dois saíram. No caminho para o carro, Vanessa segurou-lhe o braço chegando bem perto dele.
- Este será o Natal mais feliz da minha vida, Zac.
Sim, Zac pensou ao abrir a porta do carro. Graças a ela, também seria o dele. Vanessa havia mudado sua vida. Agora não adiantava mais olhar para trás.
Aliás, sua maior esperança era a de que nunca mais tivesse de olhar para o passado.
Oiiii
Demorei mas vim hahahaha
Sinto que essa festa de Natal promete!! Alguém mais concorda??
Está cada vez mais difícil dos dois disfarçar ...
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Beijinhoos e até amanhã...

sábado

23º Capítulo

- Não queria envergonhá-la na festa de Natal.
- Eu jamais me envorganharia de você, mesmo que não tivesse mudado. Quando digo que estou orgulhosa, é porque decidiu ser você mesmo e sair de seu esconderijo.
Zac sentiu um desejo enorme de abraçá-la, de beijá-la, dizer que a amava. Ah, Vanessa... Se soubesse como ele estava feliz naquele momento!
- Bem - disse, puxando-a pela mão. - Agora me sinto preparado para dançar .Vamos ver se não esqueci os passos que me ensinou.
- Zac! - Vanessa exclamou eufórica enquanto rodopiava com ele pela sala.
Quem diria que Zachary Efron algum dia chegaria a uma atitude daquela? E quem seria ela para contrariá-lo? Procurando não desafinar demais, Vanessa pôs-se a cantarolar um velho rock que sabia de cor. Zac só faltou subir em cima da mesa.
Em meio a tamanha algazarra não escutaram quando a porta do escritório foi aberta. Só deram conta da presença do sr. Reynolds, o presidente da companhia, ao ouvirem-lhe a voz.
- Efron...? Algum problema por aqui?
Zac ficou roxo. Afastando-se de Vanessa, tratou de recompor-se.
- Não, senhor - disse nervoso. - Nós... nós estávamos antecipando a festa de Natal. Desculpe-nos se o incomodamos, sr. Reynolds.
- Não se preocupe, rapaz. - O velho sorriu com malícia. - Depois do que trabalhou este ano, tem todo o direito de divertir-se um pouco, Efron.
Vanessa sorriu, concordando, e o sr. Reynolds deu-lhe uma piscada antes de sair do escritório. Assim que ele fechou a porta, ela e Zac explodiram na gargalhada.
Os dias passaram muitos rápidos para Vanessa. Ela e Zac trabalharam duro a fim de terminarem os relatórios e deram um jeito de concluí-los antes do prazo previsto.
Por duas noites seguidas, foram ao shopping center fazer compras de Natal. Encontraram as lojas cheias de gente, com muitos enfeites natalinos e canções típicas inundando o ambiente.
Zac disse-lhe que nunca havia visto alguém ir às compras com o entusiasmo de Vanessa. E ela, por sua vez, respondeu-lhe, rindo, que nunca conhecera alguém tão esbanjador quanto ele.
Zac respondia-lhe que não estava gastando tanto assim, mas, para Vanessa, era um exagero. Principalmente a quantidade de presentes que ele comprou para Lilly.
Há algum tempo Vanessa vinha fazendo o possível para não pensar naquela mulher, mas durante as compras a sombra da nova-iorquina voltou a pairar entre os dois. Vanessa acabou por admitir que começava a ficar enciumada.
Achou extremamente difícil, senão frustrante, ajudar Zac a escolher perfumes, lingeries sofisticadas e um caríssimo par de brincos para uma outra mulher.
Esmeraldas! Vanessa só faltava morder a língua de forma a manter-se calada.
Havia sido um tremendo sacrifício não dizer a ele que Lilly certamente não valia um par de brincos de esmeralda! Mas Zac lhe parecera tão decidido que tratara de sorrir, apenas, afinal, a joia de fato era lindíssima.
Vanessa sacudiu a cabeça, resolvida a afastar todos aqueles pensamentos. Não iria se preocupar com Lilly naquela noite. Era o dia da festa de Natal e, em menos de uma hora, Zac chegaria para acompanhá-la. Queria estar maravilhosa para ele.
Tão deslumbrante que um simples olhar o faria esquecer completamente a mulher por quem se dizia apaixonado.
Talvez não fosse um jogo muito limpo, mas estava decidida. Segundo Zac, Lilly nunca lhe havia dado uma chance quando estiveram juntos na universidade. Se a nova-iorquina havia sido cega o bastante para não perceber o tesouro de homem que estava desprezando, ela trataria de tirar vantagem da situação.
Amava-o. Sim, amava-o demais! A princípio ficara com medo de admitir a si mesma. Mas vê-lo comprar todos aqueles presentes para Lilly, como que a forçou a examinar os próprios sentimentos.
A mãe não havia lhe dito que algum dia encontraria o homem certo? Pois bem, Zac era esse homem.
Mesmo se dizendo apaixonado por outra mulher. Cabia a ela, Vanessa, mudar a situação de alguma maneira. Mostrar a Zac que a verdadeira mulher ideal para ele era sua secretária!
Durante o dia todo, o tempo foi se tornando cada vez mais frio. Uma vez que a festa não seria formal, o mais indicado era usar calças compridas. Mas Vanessa não quis. Preferia estar mais arrumada e decidiu que não seriam alguns flocos de neve a mais que a fariam mudar de ideia.
Há uma semana vinha planejando usar um vestido de lã lilás, marcante nos quadris e com gola e punhos de pele no mesmo tom. Após maquilar-se cuidadosamente e prender os cabelos num pequeno coque na nuca, perfumou-se toda.
Zac chegou cinco minutos antes do combinado.
Incrível como se sentia nervosa. Já havia dado umas dez voltas pela sala quando a campainha tocou. Nenhum homem até então a deixara naquele estado. Mas por outro lado nunca desejara tanto agradar a alguém como a Zachary Efron.
Ao abrir-lhe a porta, encontrou-o com flocos de neve nos cabelos e nos ombros.
- Zac! Está tão ruim assim o tempo?
- Péssimo. - Ele entrou rapidamente, fechando a porta. - Está um gelo, você não imagina. Pelo visto vamos ter uma tempestade de neve ainda esta... - ele se interrompeu ao olhar para Vanessa. Os olhos azuis brilhavam. - Você está linda! As outras mulheres vão desaparecer ao seu lado.
Oiiii
Acho que se colocássemos um medidor de ciúmes na Vanessa
esse já teria explodido a muitoo tempo hahaha
Quero só ver o que ela vai fazer quando souber que Lilly é uma farsa!!
Eu ri agora.... a V tentando competir com a Lilly sem saber
que a Lilly não existe e a mulher que o Zac ama é ela.... Ou seja,
competindo com ela mesma #morta
Zac conte logo a verdade pelamor....!!
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Beijinhoos e até amanhã...

sexta-feira

22º Capítulo

Vanessa estudou a mãe durante alguns segundos.
- Você nunca se casou de novo.
- Porque não encontrei o homem certo.
- Ainda ama meu pai?
Gina pegou o batom, abriu-o e ficou olhando seu vermelho intenso.
- De certa forma. Vivemos juntos durante muitos anos. Tivemos você. São vínculos que não se desfazem de uma hora para a outra. Só que isso não quer dizer que eu não possa me apaixonar por um outro homem.
- Não tem medo que ele a faça sofrer como fez papai?
Gina começou a passar o batom.
- Não, não tenho. - Pegou um lenço de papel na gaveta e tirou o excesso. - Escute, querida. Não é justo colocar toda a culpa em seu pai. Também fiz muita coisa errada, hoje sei. Tem que lembrar que somos humanos. Todos erram, inclusive os pais. É um erro achar que pai e mãe não têm defeitos.
- É por isso que acho que nunca vou querer ser mãe.
Gina caiu na gargalhada.
- Oh, meu amor... Quando encontrar o homem certo vai perceber quantas bobagens está me dizendo hoje. Mas o que está amolando você? O rapaz com quem ia sair desistiu?
- Não. Não tenho nenhum encontro para hoje.
Assim que falou, Vanessa percebeu a razão de tanta infelicidade. Estava desapontada porque não ia encontrar-se com Zac depois de terem estado juntos duas noites seguidas.
Gina deixou o banheiro e Vanessa a seguiu até o quarto, sentando-se na cama.
- Já planejou seu Natal, querida? - indagou à filha enquanto calçava as meias de náilon.
- Ainda não. Por enquanto sei apenas que teremos uma festa na firma no dia vinte e quatro.
- Espero que não fique desapontada, mas fui convidada para passar os feriados de fim de ano esquiando em Taos, no Novo México.
- Que maravilha, mãe!
- Acha que ficará bem sem mim, querida?
Vanessa costumava passar o Natal com ela. Não adorava a ideia de se ver sozinha naquele ano, mas por nada no mundo estragaria o passeio da mãe.
E depois, podia preparar um almoço gostoso se quisesse. Liam com certeza iria aparecer para mostrar-lhe seus presentes. E quem sabe Zac também, pensou, animando-se.
- É claro que ficarei bem, mãe. Estou pensando em convidar Zac. Posso preparar algum prato especial e...
- Zac, seu chefe?
- É. A família dele está na Califórnia, por isso acho que vai estar sozinho também.
- Faça isso, querida. - Gina deu uma volta já totalmente arrumada. - Que tal estou?
- Uma gata. - Vanessa levantou-se. - E agora preciso ir, mãe. Vê se me liga antes de viajar, tá?
Gina abraçou a filha.
- Fique tranquila, amor. E você, não deixe de convidar seu chefe, hein? Não quero pensar que passou o Natal sozinha.
Imagine se ela deixaria. Vanessa saiu já com planos para o almoço de Natal.
Na manhã seguinte, Vanessa batia algumas cartas quando Zac entrou no escritório. Erguendo os olhos da máquina, quase perdeu a fala ao vê-lo. Tinha certeza de que era ele, no entanto não conseguia acreditar.
- Zac! Você está sensacional!
Um pouco sem jeito, Zac aproximou-se. Tinha a impressão de que caberia mais um dele dentro daquele traje novo. Mas o vendedor lhe dissera que não se usavam mais ternos talhados e ali estava ele, com aquelas enormes calças cinzentas e um blazer azul-marinho que mais parecia um sobretudo.
- Você gostou?
- Se gostei?! Adorei! É o homem mais elegante que já vi! - De repente Vanessa colocou a mão na boca. - E cortou o cabelo também!
Sim, ele havia feito muitas mudanças. E não fora fácil criar coragem para tantas inovações.
Primeiro o guarda-roupa. Numa atitude irracional, como lhe diria a mãe, livrara-se de todos os ternos. Trajes de velórios, dizia a si mesmo enquanto esvaziava o armário. Em seguida pedira à governanta que chamas-se o Exército da Salvação para que levassem tudo embora.
Fora para o shopping e entrou na butique mais sofisticada de roupas masculinas. No instante de sair do shopping, um último ato de coragem. Sentou-se na cadeira de Jean Pierre, o cabeleireiro do "executivo moderno", segundo uma revista que assinava.
E ali estava ele. Novinho em folha e, para própria surpresa, cada vez mais à vontade dentro daquelas roupas folgadas.
- Sempre soube que tinha bom gosto, Zac. - Vanessa levantou-se e chegou perto dele. - O que pretende fazer com seus antigos ternos?
- Mandei tudo para o Exército da Salvação - ele anunciou solenemente. - Acha que fiz bem?
- Para o Exército da Salvação! - Vanessa o imitou e em seguida caiu na gargalhada. - Você é incrível, Zac. É mais doido do que eu pensava.
Zac também explodiu na risada.
- Foi o que eu disse a mim mesmo. "Zachary, você é um cara maluco e não sabia!"
- Estou muito orgulhosa de você, Zac.
Oiiii
Esperando que o Zac fale logo a verdade...
Quero só ver a cara da Ash quando olhar o novo Zac hahaha
Comentem ai...
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Beijinhoos e até amanhã...
PS: sempre esqueço de avisar que o top
Coment se encerrá no 27° capítulo, ou seja, daqui a 5 capítulos... :D

quinta-feira

21º Capítulo

Todas as tardes, na Sooner Fidelity, os funcionários faziam uma pausa de quinze minutos para um café.
Nem bem Vanessa colocou os pés na copa, Ashleu a puxou para um canto e disse:
- Quero saber o que está se passando.
- Como assim?
- Não se faça de ingênua. Você sabe muito bem do que se trata. Praticamente a Sooner inteira viu você chegando agora à tarde com o sr. Efron. Juntos!
- Sim, e daí?
- E daí? É a segunda vez que sai com ele, Nessa!
Vanessa olhou ao redor. Metade dos funcionários daquele andar se encontrava ali na copa.
- Dá para você falar mais baixo, Ashley? E além disso está enganada. Não foi só a segunda vez.
- Quer dizer que saiu mais de duas vezes com o sr. Efron! - A moça sussurrou arregalando os olhos.
- Corey deve andar muito distraído. - Vanessa resolveu provocá-la. Tinha certeza como Ashley entenderia a indireta.
- Corey? O que ele sabe que não sei?
- Nada, Ashley, nada. - Vanessa se cansou. - Mas me diga uma coisa, não achou Zac espetacular?
- Zac, espetacular?! - Ashley pôs a mão no ombro de Vanessa. - Venha cá, amiga. Você precisa se sentar, acho que está passando mal.
- Nada de sarcasmos comigo, Ash. Estou falando sério. Não achou Zac espetacular?
- Não é possível! - Ashley colocou a mão na testa. - Ele deve estar mantendo você sob hipnose.
- Ashley!
- Está certo, está certo. - As duas aproximaram-se da cafeteira. - Para falar a verdade, fiquei tão pasma quando vi vocês dois juntos que nem reparei direito no sr. Efron.
- Ele tem os olhos mais sexy do mundo, Ash! Quem acreditaria?
- Sexy? Eu não acredito.
Vanessa encheu duas xícaras e deu uma a Ashley.
- Sei o que a maioria do pessoal pensa do sr. Efron. Mas ninguém o conhece, esta é que é a verdade.
- E quem se interessaria em conhecê-lo? Ele não passa de um colarinho engomado que olha para os subalternos como se fossem meros camundongos de laboratório.
- Está redondamente enganada, Ashley. O sr. Efron não é nada do que pensa. Ele é genial, educado e muito divertido.
- Será que está falando mesmo Zachary Efron?
- Estou.
Ashley revirou os olhos.
- Então é mesmo o que eu supunha. Você está sob efeito de hipnose. Amenos que... Não está apaixonada por ele, está? - Ashley deu de ombros. - Não, que bobagem. Você e Efron? Seria o mesmo que juntar gelo e fogo.
- Já experimentou? - Vanessa deu uma piscadela. - O gelo se derrete cada vez que os puser juntos.
- Francamente! Não estou entendendo você! - Vanessa colocou a xícara sobre o balcão e dirigiu-se à porta.
- Como eu já disse, você está completamente por fora, Ashley.
- Vanessa! - A amiga correu atrás dela. - Parece grave, amiga. Está me deixando preocupada, sabia? Nunca vi você tão séria.
- Obrigada, Ashley. Não sabia que me considerava uma palhaça.
- Por que está usando esse vestido preto, hoje?
Vanessa olhou para o próprio corpo. Vestia um modelo de lã preta, com mangas três quartos. Era simples, mas acentuava-lhe bem as curvas dos quadris.
- Já vim trabalhar com ele uma porção de vezes, Ashley.
- E prendeu os cabelos! - Ashley olhou para o pescoço de Vanessa. - E ainda por cima colocou o colar de pérolas!
Vanessa riu.
- Nunca ouviu dizer que pérolas, quanto mais usadas, mais bonitas ficam?
- Não fuja do assunto!
- Não há assunto, Ashley. Zac e eu ficamos amigos, foi só. Não há razão para tanto carnaval, eu lhe garanto.
- É capaz de jurar sobre a Bíblia que não está apaixonada por ele?
Vanessa parou no meio do corredor. Era demais. Ashley e Corey podiam dar as mãos!
- Jurar sobre a Bíblia? O que é isso agora? Estamos num tribunal e sou a ré?
- Vanessa...
- Não posso me apaixonar por ele. Zac está... - ela fechou a boca com força e começou a andar em direção ao escritório.
- Vanessa, volte aqui!
Ignorando o pedido de Ashley, entrou em sua sala e fechou a porta. Quase havia dito que Zac estava de olho em outra mulher. Ashley nunca poderia sabê-lo.
E ela própria preferia não pensar muito em Lilly.
Mas naquela tarde, enquanto dirigia para casa, as palavras de Ashley voltaram-lhe à mente. Estaria mesma se apaixonando por ele?
Provavelmente. Pelo menos não se lembrava de ter pensado em nenhum outro homem com tanta frequência quanto pensava nele. Zac a levava a desejar coisas incríveis, como ter filhos e constituir uma bela família.
Ao mesmo tempo, quanto mais pensava, mais Vanessa se convencia de que era uma tola. Ele só tinha olhos para uma pessoa: Lilly. E que, por sinal, se punha entre ambos como uma parede invisível!
Vanessa estava quase chegando ao seu apartamento quando de repente mudou de ideia. Virou à direita dois quarteirões antes, tomando a direção da casa de sua mãe. Há dias não se encontravam e por qualquer razão sentiu uma vontade enorme de vê-la.
Gina Hudgens era uma mulher muito atraente. E jovem também. Havia tido a filha muito cedo, por isso pouco passava dos quarenta agora. Quando Vanessa entrou, ela se encontrava no banheiro, arranjando-se diante de um espelho enorme todo iluminado.
- Oi, querida, como vai? - Gina beijou a filha. - Tudo em ordem?
- Bem. Estava indo para casa quando resolvi dar uma olhada em você.
- Uma olhada em mim? Que filha adorável!
Vanessa sentou-se num banquinho e ficou observando a mãe se maquilar. Não podia compreender como o pai a deixara por outra. A mãe era gentil, bonita, inteligente, a mulher mais sensacional que ela conhecia.
- Vai sair, mãe?
- Uma festa em Nichols Hills. O doutor vai receber alguns colegas esta noite. Que acha que devo usar, querida?
- Vermelho. Você fica linda de vermelho.
- Obrigada, amor. - Gina olhou para a filha. - Algum problema, anjo? Estou achando você tão desanimada.
- Cansada, isso sim. - Vanessa disfarçou. – Estamos em época de relatórios e o trabalho se acumula. Você disse festa em Nichols Hills? É onde Zac mora.
- Zac...?
- Meu chefe.
- Nesse caso ele é um dos milionários também?
- Deve ser. - Vanessa tentou sorrir. - A Sooner paga a ele uma fortuna.
- Então nós duas temos chefes milionários, querida. Por que não damos um golpe nos dois e vamos viver em Nichols Hills?
- Mãe! - Vanessa fingiu-se escandalizada. - O dentista para o qual trabalha é solteiro?
Gina começou a passar creme no rosto.
- Divorciado. É bonitão, loiro, musculoso e divertido. Que tal?
- Não entendo como pode pensar em casamento depois do que papai lhe fez.
- O que é isso, filha? Seu pai é uma pessoa. Nem todos são iguais a ele.
- Como sabe? Acaso pergunta antes se serão honestos e fiéis?
- Vanessa! Não gosto de ouvi-la falar desse jeito. Se pude aceitar os defeitos de seu pai você também pode.
Vanessa fechou os olhos.
- Ele magoou você, mãe. Magoou a mim. Não sei se algum dia vou poder esquecer ou perdoá-lo inteiramente.
Gina colocou o vidro de creme sobre o aparador e olhou para a filha.
- Mas deve. Nunca será feliz se não o fizer, querida. Nunca poderá ter um relacionamento duradouro com um homem.
- E quem disse que quero um relacionamento duradouro? - Vanessa disse com amargura. - Encontros passageiros me bastam.
- Querida. - A mãe balançou a cabeça de um lado para o outro. - Um dia desses vai se cansar dessa vida agitada que leva. Vai encontrar um homem e não vai se satisfazer apenas com uma noite divertida ao lado dele. Será terrível para você. E para ele também, se não aprender a confiar, filha.
Volteiiii
Quase a Vanessa falou... hahaha
A Ashley cutucou o ponto certo!! Apaixonada... Vamos lá Vanessa
admita logo vc é apaixonada pelo Zac e vá atrás dele por favoooooor!!
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários
PS: hoje é aniversário da Ashley Tisdale e para comemorar estamos fazendo uma maratona especial no face e no twitter corram lá e ajudem com a tag: Happy Birthday Ashley Tisdale
Beijinhoos e até amanhã...