domingo

9º Capítulo

- Sabia sr. Efron, sou muito romântica. Ficaria decepcionada se não conseguíssemos que você e Lilly ficassem juntos. E como vejo tudo isso como uma questão muito pessoal, importaria se eu lhe falasse francamente?
Zac remexeu-se na cadeira sentindo uma espécie de pânico. Porém, em seguida, resolveu controlar-se. Não chegara a vice-presidente da firma tendo esse tipo de reação. E além disso, pânico era a última coisa que o levaria a atingir seus objetivos.
- Coloco-me em suas mãos, srta. Hudgens.
Vanessa sorriu satisfeita.
- Obrigada. E há também uma outra coisa: por que não me chama de Vanessa? Se quiser pode também me chamar de Vany.
- Vany?
- É o diminutivo de Vanessa. Ganhei este apelido quando tinha dez anos. Queria jogar no time de beisebol, mas o movimento feminista ainda não havia chegado ao meu bairro. Por outro lado os garotos sabiam que eu era ótima no arremesso. Deixavam que eu jogasse desde que eu fingisse ser um deles. Minha mãe cortou meus cabelos bem curtos e mudei meu nome para Vany. Foi um sucesso. Naquele ano ganhamos o campeonato, Você sabe jogar beisebol?
Ele balançou a cabeça, negando.
- Basquete, então?
- Também não. Apenas tênis, quando tenho tempo de ir ao clube.
A pizza havia acabado de chegar. Vanessa cortou um pedaço para ele e depois se serviu. Mal deu duas garfadas, voltou a falar:
- Meu pai não se conformava por eu não ser uma líder de torcida como minha mãe. Até ver meu time vencer o campeonato. Só então ele percebeu que eu havia nascido para ser atleta.
- Você jogava basquete também?
- Sim, como armadora. Meu treinador era um homem muito... oh, sr. Efron! Acho que o estou aborrecendo com minhas histórias. Não viemos até aqui para falar de mim, não é mesmo?
- Antes de mais nada, já que devo chamá-la de Vanessa... ou Vany, por que não me trata por Zachary apenas?
- Zachary? - Ela sorriu. - Sim, gosto de Zachary. E então, o que está achando da pizza, Zachary?
- Deliciosa. - Ele não mentiu. Apesar de um pouco nervoso com todo o interrogatório, tinha de admitir que a comida estava excelente. - Acho até que vou vir mais vezes comer pizzas neste lugar.
- Se Lilly também gostar, este será o lugar perfeito para trazê-la.
- Não vou me esquecer disto.
- Sim, e também não deve se esquecer de comprar alguns presentes de Natal para ela. Apesar de só se encontrarem no ano-novo, isso mostra que esteve pensando nela.
Zac a fitou.
- Mas não tenho a menor ideia do que comprar!
- Bobagem, não precisa ser nada muito espetacular. Talvez um bom perfume ou um lenço de seda pura. Ou quem sabe uma joia?
- Sim, mas que tipo de joia? Não sei nem em que joalheria entrar!
- Não se preocupe, posso ajudá-lo. Ainda não terminei minhas compras de Natal, por isso podemos combinar um dia para sairmos juntos.
Zac rezou para que o alívio que sentia não transparecesse em seu rosto. Ela estava tornando tudo muito mais fácil do que ele esperava.
- Obrigado, Vanessa, por ser tão compreensiva. Não sei se outra mulher se preocuparia tanto assim com um problema alheio como você.
- Farei tudo que estiver ao meu alcance para ver você e Lilly juntos, Zac.
Zac? Era a primeira vez que alguém o chamava por aquele apelido. E para ser sincero, gostara de ouvi-lo da boca de Vanessa. Talvez Zac não condissesse muito com sua imagem, mas sem dúvida combinava perfeitamente com o homem que havia dentro dele.
- Sabe, Zac, fico muito feliz que esteja interessado em uma mulher. Sempre achei que precisava de alguém em sua vida.
Zac a fitou estupefato.
- Mesmo...? E o que a levou a pensar assim?
- Bem, sou de opinião que todo mundo deve ter alguém na vida e nunca o vi mencionar o nome de alguma mulher.
- Entendo.
Vanessa serviu-se de mais um pedaço de pizza.
Não queria que Zac a achasse indiscreta por tocar em assuntos tão pessoais. Ele já havia feito alguns progressos e ela sentia medo de estragar tudo falando demais.
Na verdade até começava a gostar da companhia dele. Bem mais do que esperava. Havia uma certa timidez no comportamento de Zac que o tornava extremamente sensual.
- E quanto a você, Vanessa? Tem alguém em especial?
- Você quer dizer uma única pessoa? Não. Mas tenho vários amigos e adoro estar com eles.
- E quanto àquele rapaz que estava no escritório hoje à tarde?
- Alex? Conheci-o há pouquíssimo tempo. Ele não é uma graça?
- Eu diria que é maciço e não uma graça.
Vanessa caiu na gargalhada. De repente teve uma ideia.
- Tem uma moeda aí com você, Zac?
- Sim, mas por quê?
Ela levantou-se e puxou-o pela mão.
- Venha comigo. Vou ensiná-lo a mexer na máquina de música.
- Mas...
Vanessa o arrastou por entre as mesas até chegar ao fundo do restaurante.
- Será mais uma das nossas lições, Zac. Se Lilly é extrovertida, aposto como adora música.
- Mas ela só vai ficar aqui alguns dias. - Ele olhou timidamente para o aparelho cheio de luz. - Não acho necessário que eu aprenda a mexer nessa máquina.
Ela não se deu por vencida. Apontou-lhe os nomes das músicas mais agitadas e deu algumas sugestões românticas, em caso de quererem um "clima mais íntimo", conforme explicou-lhe com um ar malicioso.
- Nunca é demais aprender esse tipo de coisa, Zac - acrescentou, colocando a moeda na máquina. - Uma vez eu disse a um rapaz que queria ouvir Angel Heart e ele me respondeu que não gostava de música de igreja. Pobrezinho! Nunca descobriu por que eu não quis mais sair com ele.
- Quer dizer que desistiu dele só porque o rapaz não apreciava determinado tipo de música?
- É claro que não, Zac. Não sou tão esnobe assim. Deixei de vê-lo porque ele não foi sincero o bastante para admitir que não conhecia aquela música. Foi uma prova de quanto era vaidoso e aí está uma coisa que não suporto.
Zac a fitou pensativo. Deus do céu! Ela falava sobre sinceridade e ali estava ele fazendo o quê? O papel mais desonesto que jamais fora capaz de assumir.
Nervoso, olhou para a máquina de música.
- Entendo o que quer dizer, Vanessa.
Ela sorriu apontando para o painel.
- Vê este nome aqui? - indagou segurando a mão dele. - É um cantor de rock, não se esqueça. E vê este outro?
Zac balançou a cabeça.
Em seus vinte e oito anos de vida nunca se sentira como naquele momento. Vanessa segurando-lhe a mão e sorrindo como se realmente gostasse dele provocava-lhe uma sensação tão maravilhosa e diferente que não dava para pensar em mais nada.
Sim, "fase dois": estava funcionando além das expectativas!
Havia esfriado bastante e já começava a cair uma neve fininha quando Zac e Vanessa deixaram a pizzaria.
- Se isto virar uma tempestade, acho que amanhã vou pegar um táxi para ir ao escritório -ela comentou ao entrarem no carro. - Veja! O pára-brisa está coberto de gelo, Zac!
- E pelo jeito o tempo vai piorar bastante. Não é bom mesmo que dirija se continuar assim. Posso pegá-la amanhã cedo em seu apartamento, se quiser.
- Oh não, Zac, não será preciso. É muito trabalho, além disso um táxi não sai tão caro assim.
- Mas não terei que desviar muito do meu caminho.
- Onde você mora?
- Nichols Hills.
Na parte mais rica e cobiçada da cidade, eu já devia ter imaginado. E com certeza numa daquelas mansões imensas onde devia sentir-se terrivelmente solitário.
- É. De fato não é tão longe do meu apartamento - admitiu com certa pena dele. - Acho que vou aceitar, então. Obrigada desde já e prometo que não vou me atrasar, Zac.
A última preocupação de Zac naquele momento era que ela se atrasasse. Na verdade seu pensamento já estava nas duas semanas seguintes que antecediam o Natal.
Durante o percurso até seu apartamento Vanessa não parou de falar. Somente quando desceram do carro constatou o quanto desejava prolongar um pouco mais aquela noite.
Nunca imaginara encontrar em Zac uma companhia tão agradável. A maioria dos homens já teria tentado seduzi-Ia lá mesmo na pizzaria. Era um alívio para ela não ter de ficar o tempo todo esquivando-se de convites para ir para a cama.
- Quer entrar um instante, Zac? - Convidou-o ao tirar a chave da bolsa.
- Não acha um pouco tarde? Não quero...
- Que nada, é cedo ainda. - Abriu a porta olhando para ele por cima do ombro. - E depois, Lilly não precisa ficar sabendo, precisa?
- Lilly...? Não, é claro que ela não vai saber.
- E então?
Zac deu de ombros.
- Está certo. Já que você insiste.
A temperatura dentro do apartamento era de verão comparada ao frio que fazia lá fora. Assim que entraram os dois se livraram dos agasalhos, que Vanessa guardou num pequeno armário no fundo da sala.
- Que tal irmos à cozinha preparar um chocolate quente, Zac?
- Acho uma ótima ideia. - Zac aceitava qualquer sugestão desde que o prendesse por mais tempo ali com Vanessa.
A cozinha era conjugada a uma pequena copa onde havia uma mesa e quatro banquetas. Copa e cozinha eram muito pequenas. Mal dava para circular uma pessoa.
Zac sentou-se num dos banquinhos e ficou observando enquanto Vanessa transitava de um lado para o outro. Era a primeira vez que a via de calças compridas, mas achou-a tão feminina quanto de saia.
- Seu apartamento é muito agradável, Vanessa.
- Sei que é pequeno, mas, como moro sozinha, isso não tem importância. Quando quero dar um jantar para diversas pessoas ou uma festa, minha mãe me empresta a casa onde mora.
- Seus pais também moram aqui, quero dizer, na cidade de Oklahoma?
- Minha mãe mora a alguns quarteirões apenas de mim. Quanto a meu pai, se encontra do outro lado do oceano. Na França, acho. Ele sempre se muda de um país para outro. - Vanessa misturou o chocolate ao leite que começava a ferver. - E seus pais? Moram longe?
- Na Califórnia, no momento. Minha mãe está com um problema nos pulmões e precisa de um clima mais quente.
- É uma pena. De qualquer forma, talvez eles gostem de morar lá, não é mesmo?
- Não. Minha mãe voltaria a Boston hoje mesmo se a saúde dela permitisse. Acha a Califórnia livre demais. E o mesmo pensa de Oklahoma.
O chocolate ficou pronto. Vanessa encheu duas xícaras, colocou dois pedaços de marshmallow dentro de cada uma e levou-as para a mesa.
- Por que veio morar em Oklahoma se sua mãe é de Boston, Zac? - indagou, sentando-se ao lado dele.
- Obrigado. - ac segurou a caneca com ambas as mãos como se quisesse aquecê-las. - Meu pai nasceu aqui em Oklahoma. Mas foi estudar na Nova Inglaterra e lá conheceu minha mãe. Casaram-se e vieram para cá. Meu pai investia em petróleo na época em que era abundante nesta região.
- Entendo. E você? Por que escolheu o ramo de seguros?
- Não foi planejado. Eu havia acabado de sair da faculdade quando surgiu a chance de eu trabalhar na Sooner Fidelity. Antes disso pretendia ser auditor.
Vanessa o fitou pensativa enquanto mexia o chocolate com uma colher.
- Uma bela diferença, não?
- Nem tanto. No final qualquer trabalho acaba em números. - Zac pegou a colher que Vanessa acabara de lhe colocar ao lado da caneca. - Esta colher tem alguma função específica? Quero dizer, será que devo fazer alguma coisa com ela que não estou sabendo?
Vanessa começou a rir.
- É claro que tem uma função, Zac. Você a usa para espremer marshmallow e misturá-lo com o leite.
Zac a fitou desconfiado.
- É mesmo?
- Sua mãe nunca fez chocolate quente com marshmallow para você, Zac?
Ele pegou acolher , afundou um dos pedaços de marshmallow dentro do leite e deu de ombros.
- Acho que não tive a oportunidade de aprender a arte de se tomar chocolate quente.
Oiiiii
Eu consegui arrumar meu modem.... era só o cabo de força (ainda bem que tinha outro,
aqui em casa hahaha)
Como tinha dito ontem que recompensaria vocês aqui está um capítulo
bem maior e se der tempo (não prometo) eu posto
outro capítulo hj... Se não fizer isso hoje prometo que amanhã eu faço!!
Comentem ai e até qualquer momento!
Beijinhoos....

4 comentários:

  1. Tô achando tão fofo o jeito da Vanessa ajudar o Zac
    Não vejo a hora deles ficarem juntos
    amei o capítulo ♡♡♡
    posta mais, kisses

    ResponderExcluir
  2. AInnn esses fofos,eu acho tao bonitinha a timidez do zac ,rs rs .Posta mais ,bjs bjs!

    ResponderExcluir
  3. To achando tao fofo o jeito do zac com a van to amando posta mais

    ResponderExcluir
  4. Gente que lindo o capitulo. É incrível como a Vane ta ajudando o Zac com tanto carinho. Estou adorando posta logo vai estou muito curiosa...beijoss

    ResponderExcluir