quinta-feira

7º Capítulo

Talvez fosse o fato de nunca ter ficado sozinha com um homem como ele. Ou, pelo menos, não fora das paredes do escritório. O que dizer a ele? Como se comportar? Profissionalmente como na firma ou mais à vontade colocando discos na vitrola e sentando-se no tapete como fazia com seus amigos?
Acabou optando pela segunda hipótese.
Se sua missão seria ajudá-lo a chamar a atenção de Lilly, achava indispensável que agisse com bastante naturalidade. Talvez o sr. Efron lhe seguisse o exemplo e perdesse um pouco daquele ar de quem havia engolido um guarda-chuva.
Sim, aquela seria a primeira lição, Vanessa decidiu. Começava a achar divertida a ideia de transformar o chefe.
- Ainda não está nevando, srta. Hudgens - ele falou após ajudá-la com o casaco. - Mas é bem possível que comece. O inverno realmente chegou.
Vanessa pegou a bolsa e foi com ele até a porta.
- Oh, eu sou louca pelo inverno! Nada como entrar embaixo de um cobertor e ficar assistindo televisão com a neve caindo lá fora. Ou fazer pipocas com bastante manteiga e chocolate quente bem espesso. Sem falar no dia de Natal, quando a gente abre os presentes que estão sob a árvore!
- Você fala de um jeito que faz tudo isso parecer mesmo muito bom. Sempre achei que no inverno o mundo se torna feio e sem graça. As pessoas morrem de frio e não sentem prazer em sair.
Haviam chegado à porta do prédio onde um sedan azul-marinho encontrava-se estacionado junto ao meio-fio.
Era a imagem do carro convencional, Vanessa pensou, entendendo por que o sr. Efron achava tudo muito frio e sem graça.
- Por que não vamos no meu carro? - sugeriu rapidamente. - Já dirigiu um carro esporte, sr. Efron?
- Não, mas não acho necessário irmos em seu carro. O meu está...
- Então, insisto. - Ela o interrompeu. - Vai ver como é bem mais emocionante do que os outros. Aposto como amanhã mesmo vai querer trocar o seu.
Antes que ele pudesse recusar, Vanessa já havia aberto a porta do Z280 e se acomodado.
- Vamos, é facílimo de dirigir. - Ignorando a expressão assustada do sr. Efron, atirou-lhe as chaves.
Zac contorceu-se todo a fim de pegar as chaves e a fitou sem jeito.
- Srta. Hudgens, não acho que deva.
- Acredite-me, sr. Efron. Eu sentiria um enorme prazer se dirigisse o meu carro.
Mais parecia que Vanessa havia sugerido que ele atravessasse a principal avenida da cidade completamente nu.
- Não vejo razão para irmos em seu carro quando o meu está aqui - ele ainda insistiu, sentando-se rio banco do motorista. - Quer mesmo que eu dirija?
- É claro! Não pediu para que eu lhe desse algumas dicas?
- Dicas? Oh, sim, pedi. Mas o que tem seu carro esporte a ver com as dicas?
Vanessa piscou para ele.
- Lilly pode gostar desse tipo de carro. Quem sabe você convence o irmão dela a alugar um ou, em último caso, pode emprestar o meu se ela gostar.
Os olhos astutos de Zac brilharam por trás dos óculos. Pelo visto haveria bem mais envolvimentos do que calculara de início.
Vanessa deu-lhe algumas instruções sobre os controles essenciais do carro e eles partiram.
- Então, o que acha, sr. Efron? É como pilotar num sonho, não?
- Tenho a sensação de que estou sentado no chão. Isto é máquina para pistas de corrida e não para andar nas ruas.
- Mas não é sensacional?
- Perigoso, eu diria. É muito pequeno, muito possante e... - Ele a fitou preocupado. - E pode acabar se matando numa coisa destas, srta. Hudgens!
Vanessa soltou uma gargalhada.
- Oh, sr. Efron! Uma pessoa pode morrer em qualquer tipo de veículo. Até numa bicicleta, se chegar a hora. Mas sou bastante cuidadosa, não se preocupe. Mesmo quando estou em alta velocidade.
Ele não disse nada, apenas franziu ainda mais as grossas sobrancelhas negras.
- Então, o que acha? - Vanessa insistiu. - Lilly vai gostar de circular pela cidade num carro destes?
Após estudá-la por alguns instantes, ele respondeu:
- Creio que sim, srta. Hudgens.
Mas não parecia muito satisfeito com a ideia, Vanessa notou. Só gostaria de saber por que o sr. Efron considerava Lilly a mulher ideal para ele quando era óbvio que tinham tão pouco em comum. Na verdade, achava toda aquela história um tanto esquisita.
- Conhece-a tão bem assim, sr. Efron? Quero dizer, a ponto de saber do que ela gosta?
- Muito bem, srta. Hudgens - ele respondeu, desta vez sem desviar a atenção da pista. - Melhor do que ela imagina.
- Nesse caso, quanto mais puder me dizer, mais terei condições de ajudá-lo.
- É bom saber. Onde gostaria de jantar , srta. Hudgens?
- Bem, deixe-me ver... Qual acha que seria a preferência de Lilly?
Zac começou a pensar como um louco. Por fim lembrou-se de um dia ter visto um cartão da pizzaria Ricetti`s sobre a mesa de Vanessa.
- Acho que... pizza! Sim, ela adora pizzas, agora me lembrei.
- Hum... Uma mulher com o mesmo gosto que o meu.
Ele suspirou aliviado.
- Verdade?
- Sou louca por comidas italianas em geral. E sei de um lugar onde servem pizzas maravilhosas. Ricetti`s é o nome. Já esteve lá, sr. Efron?
- Não, ainda não.
- Oh, desculpe-me, sr. Efron. Talvez não goste de pizzas...
- Tudo bem. - Ele mentiu. - Se minha intenção é agradar Lilly, a escolha deve ser dela e não minha.
- É muito gentil de sua parte, sr. Efron. Nem todos os homens teriam tanta consideração assim. Estou certa de que esta Lilly logo vai perceber que tesouro de homem o senhor é.
Zac começou a tossir. Não esperava ser elogiado e muito menos que o chamassem de tesouro.
- Está tudo bem, sr. Efron?
- Sim, sim. Não foi nada. Devo ter engasgado, acho.
Eles cruzaram um farol e andaram mais dois quarteirões. O Ricetti`s ficava na esquina seguinte. Zac parou no estacionamento e desligou o motor.
- Prontinho - disse aliviado. - Sãos e salvos.
Vanessa voltou-se para ele e sorriu. De repente teve uma ideia. Munindo-se de toda a coragem debruçou-se sobre Zac e pôs-se a afrouxar-lhe o nó da gravata.
- O que está fazendo, srta. Hudgens?!
- Não tome como uma ofensa, sr. Efron. - Justificou-se com o rosto bem próximo ao dele. - Mas não está combinando nem um pouco com este carro esporte. E também não se vai a uma pizzaria de terno e gravata.
Zac mal conseguia respirar. Ela havia desabotoado seu colarinho e puxado a gravata alguns centímetros para baixo.
Oiiiii
Hahahaha eu ri do Zac não querendo dirigir o carro da Nessa...
Ta okay!! É conhecidência demais.... Essa Lilly só pode ser a
Vanessa... Não é possivel!!
Okay agora pulamos para a parte em que o Zac fica irresistível e a Vanessa
se apaixona por ele :D
Comentem ai e até qualquer momento!
Beijinhoos....

6 comentários:

  1. Vamos pros finalmentes? Rsrs
    Adorando a fic ;)

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  2. O zac pelo q parece ta tentando e conquistar a vanessa isso s fica mentindo q a lilly gosta de pizza sendo q ele viu o cartao na cs da nessa rum sei n to amando a fic vamos logo pra parte q e so love entre eles
    Xoxo

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  3. O Zac ta se enrolando cada vez mais,posta mais bjs bjs

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  4. Nossaaaa adorei todas as suas fics flor...e essa também esta esplendida e quando vi que o zac se esforçou em lembrar do cartão que viu na mesa da Vanessa ficou bem claro que a Lily não existe... Mas talvez eu possa estar estar equivocada e só vc pode me responder através da historia, então eu peço posta logo por favor...muitooo curiosa

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  5. ai meu Deus, juro q parece q essa mulher é a vanessa, se for eu vou gritar muito nesse dia kkkkkkkkk
    ja pensou ele pedindo a ela mesma pra ajudá-lo a conquistá-la?? hahaha o máximo
    bjo

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  6. Meu Deus que perfeito
    Amei amore ♡♡♡♡
    posta mais, kisses

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