segunda-feira

16º Capítulo

- Não vejo a hora de chegar o dia da festa de Natal, Zac. Vai ser maravilhosa, aposto. Acho que resolveram esbanjar este ano, graças aos lucros que você trouxe à firma.
- Que nada. Seguros se vendem praticamente sozinhos. Da mesma forma como as pessoas se vendem às outras.
- Não é o que pretende fazer com Lilly? Vender-lhe sua imagem?
Vanessa notou que havia tocado em algum ponto delicado. Os olhos de Zac se arregalaram.
- Não! - Ele negou com veemência. - Não é bem assim. Quero apenas que ela me veja como realmente sou. E que desfaça a impressão que tem de mim.
- E qual é essa impressão?
- Sei lá. Que sou uma traça devoradora de livros, acho - ele riu. - Não. Talvez não uma traça e sim uma máquina que trabalha com perfeição, mas não faz nada além disso.
- Zac! Isto é horrível de se dizer.
- Mas verdadeiro.
- Não posso acreditar. Como sabe?
- Ela nunca me olhou como um homem.
- Talvez porque nunca tenha demonstrado que se interessa por ela como homem.
Zac abaixou a cabeça, sem jeito.
- Talvez...
- Quando pretende se declarar a Lilly, Zac?
Aquele era seu maior dilema, ele pensou.
- Há dois dias não pensou noutra coisa - comentou preocupado. - Cheguei à conclusão de que terá de ser no momento certo. Talvez na festa de véspera de ano-novo, quem sabe?
- Vai esperar tanto assim? Podia ir para Nova York. Não acha que estará perdendo momentos preciosos?
- Não.
- Não...?
Vanessa parecia tão confusa que Zac resolveu explicar melhor.
- Primeiro quero dar tempo a Lilly para que me conheça bem. A única ocasião em que ficamos sozinhos é no... - Céus! Ele quase ia dizendo no escritório! Se não tomasse mais cuidado acabaria pondo tudo a perder, justo agora que as coisas iam indo tão bem! - Quero dizer, era na faculdade e algumas vezes durante alguns dos encontros de negócios que tive com o irmão dela.
- Ele também está no ramo de seguros?
- Quem...?
- O irmão de Lilly!
- Oh sim, sim, ele trabalha em seguros.
Zac às vezes se portava de uma forma tão estranha, Vanessa pensou, preparando seu segundo cachorro-quente. Parecia estar a milhas de distância dali...
- Talvez esteja certo, Zac - disse após pensar um pouco. - O momento certo é muito importante nesses assuntos do coração.
- Não quero me precipitar e pôr tudo a perder logo no início. Se eu adiar para o ano-novo, ao menos terei desfrutado da companhia dela durante alguns dias, caso leve um fora. - Ele olhou para Vanessa com uma expressão resignada. - Sei que almejo uma joia preciosa, Vanessa. E não tenho grandes esperanças. Pelo menos minha tentativa terá valido a pena se eu esperar até o último momento.
Vanessa segurou a mão dele sobre a mesa, lutando para controlar as lágrimas.
- Você diz coisas tão lindas, Zac. Deve amá-la muito, não?
- Sim, Vanessa, eu a amo muito - respondeu acariciando a mão dela com o dedo.
Subitamente Vanessa foi invadida por uma estranha onda de calor. Era a primeira vez que o simples contato da mão de um homem ou um olhar a deixavam tão perturbada. Os olhos azuis pousados nela e Zac dizendo palavras tão lindas a fizeram esquecer por um instante que Lilly era sua musa inspiradora.
Rapidamente retirou a mão com medo que ele percebesse sua reação.
- Li... Lilly é uma mulher de sorte.
- Espero que ela também pense assim. - Zac mantinha os olhos fixos nela. - Mas, se não se importa, gostaria que não falássemos mais em Lilly esta noite.
Vanessa ficou surpresa. Para um homem que se dizia tão apaixonado era um pedido estranho, aquele. Mas por outro lado, ela também achava uma ótima idéia.
Já começava a se cansar de a todo momento estarem lembrando de Lilly.
Resolveu não contestá-lo.
- Por mim tudo bem - disse evitando parecer muito entusiasmada e em seguida resolveu mudar de assunto. - Que tal seu cachorro-quente?
- Uma delícia. Fazia tempo que eu não comia um. Minha mãe costumava dizer que hambúrgueres e cachorros-quentes são alimentos desnecessários. Acho que por isso não criei o hábito de comê-los.
- Sua mãe deve ter sido bastante repressora, não?
- Curioso, mas não era. Meus pais nunca foram do tipo que diz faça isso ou não faça aquilo. Simplesmente esperavam que eu seguisse o padrão fixado por eles. Acho que desde que saí do berçário já me tratavam como adulto.
- Mas isso é muito triste. A melhor coisa do mundo é ser criança.
- Eu sei. - Zac pegou uma batata frita. - Mas é preciso entender que, quando nasci, meus pais já tinham certa idade. Eu era um... um intruso na vida deles. Acho que por esta razão não fui um garoto rebelde. Não queria causar mais problemas quando eu próprio já me considerava um.
- Imagine, Zac! - Vanessa levantou-se para pegar refrigerantes na geladeira. - Filhos nunca são intrusos na vida dos pais.
- Mas eu me sentia assim, que posso fazer? Você, aposto como sempre foi rebelde.
Vanessa riu enquanto enchia os copos.
- Nem tanto. Só quando não faziam minha vontade.
- Era o que eu imaginava.
Helloo
To cada vez mais amando essa situação do Zac e da Vanessa...
Sentindo uma onde de calor né dona Vanessa!? hahahaha
Comentem ai...
Gabriela e Viviane Faria eu não sou a autora da fic oficial, está história
já está escrita mas com outros personagens... Não sei o nome da verdadeira
autora maaas já parabenizo porque essa história dela é simplesmente
MARAVILHOSA!!
Obrigada pelos comentários
Beijinhoos e até mais tarde*....
*SIIIIIM terá mais um capítulo hoje dependendo só de vcs comentarem.. :D

3 comentários:

  1. Totalmente apaixonada ♡
    Mas quero que as coisas avancem mais rápido ;)

    ResponderExcluir
  2. Meu Deus eu PRECISO saber o que vai acontecer
    vc tem que postar logo amore
    tô pra morrer aqui
    posta mais hj, pleasee

    ResponderExcluir
  3. O zac ta demorando muito pra falar a verdade, vai acabar fazendo os dois sofrerem em silêncio, bom, mas afinal o plano ta dando certo ne , a nessa ta começando a se apaixonar por ele.

    ResponderExcluir