terça-feira

18º Capítulo

- Zac! Tire os óculos um instante, por favor.
- O quê?!
Ao invés de responder, Vanessa tirou-lhe os óculos.
- Só consegue enxergar bem de perto?
- Sim, mas por quê?
- Venha até aqui. - Vanessa o levou pela mão até um espelho pendurado no canto da sala. - Consegue se ver daqui, Zac?
- Mais ou menos.
Ela o fez aproximar-se um pouco mais.
- E agora?
- Perfeitamente. - Ele a olhou preocupado. - Vai doer?
- Não. - Vanessa riu, segurando-lhe o queixo.
– Você vai se sentir muito bem. Só quero que se olhe, mais nada.
- Vanessa! - Ele voltou-se para ela. - Vejo meu rosto no espelho todas as manhãs quando faço a barba!
- Mas aposto como nem se vê direito.
Vanessa o forçou a olhar-se de novo. Seu próprio rosto apareceu no espelho ao lado do dele e ela ficou observando as duas imagens sem dizer nada.
- Está querendo ser meu santo protetor? - Zac indagou suavemente e levou um susto ao vê-la zangar-se pela primeira vez.
- Não costumo proteger ninguém, Zachary David Alexander Efron!
Os dois estavam tão próximos que Zac podia ouvir a respiração de Vanessa. Ela ainda mantinha a mão em seu queixo e as bocas de ambos se encontravam a poucos centímetros uma da outra.
- Vanessa, eu...
- Confie em mim, Zac - ela disse baixinho. - É verdade o que vou lhe mostrar. Olhe para os seus olhos. São tão azuis, não acha? Como o mar. Suas sobrancelhas são grossas, escuras... Os cílios também. Iguais aos seus cabelos.
Zac mal respirava. Não sabia se teria estrutura para aguentar aquele exame por muito mais tempo.
- Não acha que...
- Quietinho, Zac. - ela ralhou. - Agora examine o seu queixo. Ele é firme, quadrado, muito másculo. – Vanessa começou a deslizar o indicador pelo nariz. - Veja o perfil... Que força! Que personalidade! - O dedo chegou aos lábios. - E sua boca... é linda também, Zac. Especialmente quando sorri. Ela é perfeita para falar... para rir... e... e para beijar.
Lentamente, Vanessa foi aproximando ainda mais o rosto do dele. Tinha que sentir o gosto daqueles lábios. Não conseguira resistir à tentação de beijá-los. Colou a boca na de Zac e qual não foi sua surpresa ao ouvi-lo gemer de prazer enquanto a enlaçava pela cintura.
Naquele ponto Vanessa esqueceu-se do mundo. Entregou-se ao beijo mais arrasador de toda a sua vida. Não havia planejado aquilo, apenas um leve roçar de lábios. Mas o que Zac fazia com ela era terrível. Nenhuma mulher jamais resistiria. Nem mesmo... Lilly!
De repente ela se lembrou que estava ocupando o lugar de Lilly. Afastou-se rapidamente, sentido o rosto corar.
- Oh, Zac, desculpe-me!
Desculpá-la de quê, céus! Por aquele beijo?! Pelas maravilhosas sensações que ela lhe causara? Zac não compreendia.
- Vanessa, eu...
- Esqueci-me de Lilly, Zac. Deve estar pensando que sou uma devassa, uma mulher promíscua, mas...
- Não! - Ele a tocou de leve no braço. - Não diga isso de si mesma. O que penso de você é que é muito especial.
Ela o fitou surpresa.
- Acha mesmo? Que sou especial?
- É claro que sim.
- Não pensou que... que eu estava tentando seduzi-lo?
E não era o que ele mais queria? Mas nunca teria coragem de confessá-lo a Vanessa!
- Nunca fui seduzido por uma mulher tão bonita. Seria agradável pensar em você como a primeira.
Vanessa tentou rir, mas saiu apenas um grunhido. Céus! O que aquele homem estava fazendo com ela? Não podia estar falando sério. O objetivo dele era Lilly e não ela!
- Mais uma vez, desculpe-me, Zac - repetiu sem jeito. - É que você é tão terno, tão afetuoso que eu... Bem, que tal esquecermos tudo isso? Vamos fazer de conta que não aconteceu nada, está certo? O que acha de começarmos nossa aula de dança?
Zac a viu atravessar a sala e pegar o telefone.
O que Vanessa planejava daquela vez? Droga! Começava a sentir-se num beco sem saída. Mas se tentasse ir embora àquela altura, ficaria numa situação bem pior. O jeito era levar o plano adiante até que o momento ideal surgisse.
Vanessa discou alguns números e a voz de Liam respondeu do outro lado.
- Oi, Liam! Tudo bem, anjo? Escute, por acaso você tem o último álbum de rocks e baladas do grupo Selection?
Zac ficou imaginando quem seria aquele tal de Liam. Mais um dos fãs musculosos de Vanessa?
- Você tem? - Ela continuou a conversa. - Que bom! Dá para trazê-lo aqui para mim? Agora?
Assim que ela desligou, Zac aproximou-se.
- Escute, acho bobagem todo esse trabalho. Além disso eu...
- Imagine se é trabalho, Liam não se importa. Em dois minutos estará aqui.
Era o que ele temia, Zac pensou sentando-se no sofá. Não se sentia em condições de enfrentar mais um dos amiguinhos de Vanessa.
Momentos depois o tal Liam chegou.
- Oi, amiga! Aqui está o seu disco. - Ele olhou curioso para Zac no sofá. - Está com visitas?
- Zac, este é Liam. - Vanessa apressou-se em apresentá-los. - E Liam, este é Zac, meu chefe.
- Seu chefe? - O garoto entusiasmou-se e apertou a mão de Zac. - Muito prazer, sr. Efron. Você é um cara muito legal.
Zac sorriu. Dos amigos de Vanessa, sem dúvida aquele era o mais simpático.
Oiiii
VIVAAAAAAAAA o primeiro beijo finalmente aconteceeeu!!
\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/
O Zac tem que contaaaa logoooo a verdade!!!
Hahahaha eu ri do Zac agora achando que Liam era uma homem quando
na verdade é um criança hahahahaha Senti cheiro de ciumes... :D
Ainda ansiosa pra saber o que mais acontecerá nessa "aula" de dança...
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários
Beijinhoos e até amanhã....

segunda-feira

17º Capítulo

Conversaram ainda por algum tempo e quando já não aguentavam mais olhar para o prato de batatas fritas, Vanessa sugeriu que fossem para a sala.
Zac acomodou-se no sofá e ela sentou-se no chão ao lado dele, perto do rádio. Pegou uma pilha de cds e começou a separar os mais indicados para dançar.
- Justamente o melhor deles não está aqui - disse a certa altura. - Não consigo me lembrar se o emprestei para alguém.
- Não faz mal - Zac disse rapidamente. - Talvez seja melhor para todos nós se esquecermos essa história de festa e de dança.
Vanessa ergueu-se, sentando-se ao lado dele no sofá.
- Oh não, Zac! Gostaria tanto que você fosse a essa festa.
- Não entendo por quê. Já disse que não sou dos mais animados. Nem sequer sei dançar direito.
- Oh, Zac! Como sabe que você não é animado? Pode estar enganado a respeito de si mesmo.
- Faz tanto tempo que não vou a uma festa.
- E esta vai ser muito divertida, você vai ver. Ao menos me dê uma chance de exibi-lo.
Zac franziu as sobrancelhas. O que Vanessa tinha em mente desta vez?
- Exibir-me?! Escute, estou achando que é você quem deveria dar um pulo no oculista. Definitivamente não está enxergando bem.
Vanessa riu, apertando suavemente o braço dele.
- Minha visão está ótima, Zac. Só estou louca para ver a cara dos outros quando virem você sem os óculos.
- Pois lhe garanto que não estou nem um pouco ansioso por este momento.
- Mas por quê?!
- Por quê? - Ele passou a mão no cabelo e suspirou. - Porque detesto chamar atenção. Prefiro continuar no meu canto como sempre fiz. Sou uma pessoa dos bastidores.
- Você, uma pessoa dos bastidores?! - Vanessa o fitou indignada. - É a coisa mais absurda que já ouvi. E não posso entender por que se sente inseguro no meio de muita gente.
- Não é sempre que me sinto inseguro no meio de muita gente - ele confessou. - Em reuniões de negócios, por exemplo, fico totalmente à vontade. Mesmo diante do cliente mais temperamental. Mas quando se trata de assuntos pessoais, pareço um idiota.
- Não diga isso. Você nunca será um idiota.
- Aposto como seus amigos não pensam como você.
Vanessa sentiu o rosto corar. Lembrava-se dos nomes que Ashley e Corey usavam quando se referiam a ele.
- Bem... só acham que você é um pouco frio.
Zac arregalou os olhos. Frio, ele? Céus, com Vanessa ali ao lado segurando-lhe o braço estava era pegando fogo!
- Você também me acha frio?
- Não - ela respondeu muito séria. Será que sua opinião tinha algum valor? - Mas acontece que agora o conheço. Sei que é um homem gentil, bom e com sentimentos. Mas por que não quer que os outros o vejam como de fato é? Agora entendo por que gosta de usar aqueles ternos pardos e o cabelo fora de moda. Não gosta que o notem, não é mesmo?
- Ternos pardos?! O que há de errado com meus ternos? São iguais aos dos outros executivos.
- Mas eles têm mais de sessenta anos! Lembro-me de que logo no início, quando passei a ser sua secretária, achava que todos os dias você ia a algum velório. Só agora entendo que é uma camuflagem.
- Funeral? Camuflagem? - Zac deu um longo suspiro. - Você é impiedosa, sabia?
- Não, não sou impiedosa. - ela riu. - Só quero que saiba que não é homem para viver nos bastidores. Não deve se esconder porque seu lugar é no palco!
- De forma alguma, não nasci para essas coisas. Prefiro meu canto.
Vanessa pressionou os dedos no braço dele.
- Por que você é assim, Zac?
- Não sei. Acho que tudo começou na infância. Lembro-me de ocasiões em que eu daria tudo para ouvir algum elogio de meus pais. E nunca ouvia.
- Que tipo de elogio você queria ouvir?
Zac a fitou durante alguns instantes antes de responder .
A pele de Vanessa era tão bonita, parecia tão aveludada, macia... E como brilhavam aqueles olhos achocolatados. Não se lembrava de ter conhecido uma mulher com tal beleza e frescor. Há dois anos, quando ela entrara em seu escritório pela primeira vez, já ficara fascinado. Depois de conhecer Vanessa, a palavra "mulher" passara a ter novo significado para ele.
- Bem - disse ele então -, pelo menos por uma vez eu gostaria de ter ouvido: "Zachary, você jogou uma bela partida de futebol, meu garoto".
- Só isso? Apenas que havia jogado bem?
Ele sorriu com amargura.
- Também teria ajudado ouvir: "Zachary está se tornando um rapaz atraente". Ou então que minha mãe despenteasse meu cabelo num gesto carinhoso... Que meu pai batesse em meus ombros, como fazem os outros pais.
Vanessa sentiu-se penalizada. Era óbvio que ele havia sido uma criança carente de afeto. Agora começava a entender o porquê daquela atitude austera e reservada que Zac sempre adotara.
- Deve ter sido muito duro para você.
- Muito. - ele tentou sorrir. - Por outro lado, cansei de ouvir: "Zachary terá um milhão de dólares em sua conta bancária antes dos trinta e cinco". Acho que martelaram minha cabeça com essa frase desde que nasci.
- Ao menos já tem um milhão?
- Não, mas também ainda não cheguei aos trinta e cinco. Quando chegar provavelmente vou ter bem mais, pois falta muito pouco.
Vanessa começou a rir. Não pôde evitar. Era a primeira vez que via alguém tão deprimido por ser um milionário.
Zac a fitou confuso no início, mas depois de alguns instantes pôs-se a rir também. Só mesmo Vanessa para fazê-lo achar graça em um fato que sempre encarara como trágico.
- Diabos! Só estou com vinte e oito anos! Quando chegar aos trinta e cinco terei juntado dois milhões e não um!
- Provavelmente! - Vanessa concordou, às gargalhadas. - E agora me diga. Por que se sente tão inseguro?
Ele olhou para a mão de Vanessa ainda em seu braço antes de responder.
- Não sei.
Aqui estou eu de volta...
Tadinho do Zac, os pais dele deveria ser muito duro com ele
espero que a Vanessa ajude ele a se sentir melhor...
E que ele vá a festa e sambe na cara de todos que um dia já deu
apelido pra ele!! :D
Obrigada pelos comentários
Beijinhoos e até amanhã....

16º Capítulo

- Não vejo a hora de chegar o dia da festa de Natal, Zac. Vai ser maravilhosa, aposto. Acho que resolveram esbanjar este ano, graças aos lucros que você trouxe à firma.
- Que nada. Seguros se vendem praticamente sozinhos. Da mesma forma como as pessoas se vendem às outras.
- Não é o que pretende fazer com Lilly? Vender-lhe sua imagem?
Vanessa notou que havia tocado em algum ponto delicado. Os olhos de Zac se arregalaram.
- Não! - Ele negou com veemência. - Não é bem assim. Quero apenas que ela me veja como realmente sou. E que desfaça a impressão que tem de mim.
- E qual é essa impressão?
- Sei lá. Que sou uma traça devoradora de livros, acho - ele riu. - Não. Talvez não uma traça e sim uma máquina que trabalha com perfeição, mas não faz nada além disso.
- Zac! Isto é horrível de se dizer.
- Mas verdadeiro.
- Não posso acreditar. Como sabe?
- Ela nunca me olhou como um homem.
- Talvez porque nunca tenha demonstrado que se interessa por ela como homem.
Zac abaixou a cabeça, sem jeito.
- Talvez...
- Quando pretende se declarar a Lilly, Zac?
Aquele era seu maior dilema, ele pensou.
- Há dois dias não pensou noutra coisa - comentou preocupado. - Cheguei à conclusão de que terá de ser no momento certo. Talvez na festa de véspera de ano-novo, quem sabe?
- Vai esperar tanto assim? Podia ir para Nova York. Não acha que estará perdendo momentos preciosos?
- Não.
- Não...?
Vanessa parecia tão confusa que Zac resolveu explicar melhor.
- Primeiro quero dar tempo a Lilly para que me conheça bem. A única ocasião em que ficamos sozinhos é no... - Céus! Ele quase ia dizendo no escritório! Se não tomasse mais cuidado acabaria pondo tudo a perder, justo agora que as coisas iam indo tão bem! - Quero dizer, era na faculdade e algumas vezes durante alguns dos encontros de negócios que tive com o irmão dela.
- Ele também está no ramo de seguros?
- Quem...?
- O irmão de Lilly!
- Oh sim, sim, ele trabalha em seguros.
Zac às vezes se portava de uma forma tão estranha, Vanessa pensou, preparando seu segundo cachorro-quente. Parecia estar a milhas de distância dali...
- Talvez esteja certo, Zac - disse após pensar um pouco. - O momento certo é muito importante nesses assuntos do coração.
- Não quero me precipitar e pôr tudo a perder logo no início. Se eu adiar para o ano-novo, ao menos terei desfrutado da companhia dela durante alguns dias, caso leve um fora. - Ele olhou para Vanessa com uma expressão resignada. - Sei que almejo uma joia preciosa, Vanessa. E não tenho grandes esperanças. Pelo menos minha tentativa terá valido a pena se eu esperar até o último momento.
Vanessa segurou a mão dele sobre a mesa, lutando para controlar as lágrimas.
- Você diz coisas tão lindas, Zac. Deve amá-la muito, não?
- Sim, Vanessa, eu a amo muito - respondeu acariciando a mão dela com o dedo.
Subitamente Vanessa foi invadida por uma estranha onda de calor. Era a primeira vez que o simples contato da mão de um homem ou um olhar a deixavam tão perturbada. Os olhos azuis pousados nela e Zac dizendo palavras tão lindas a fizeram esquecer por um instante que Lilly era sua musa inspiradora.
Rapidamente retirou a mão com medo que ele percebesse sua reação.
- Li... Lilly é uma mulher de sorte.
- Espero que ela também pense assim. - Zac mantinha os olhos fixos nela. - Mas, se não se importa, gostaria que não falássemos mais em Lilly esta noite.
Vanessa ficou surpresa. Para um homem que se dizia tão apaixonado era um pedido estranho, aquele. Mas por outro lado, ela também achava uma ótima idéia.
Já começava a se cansar de a todo momento estarem lembrando de Lilly.
Resolveu não contestá-lo.
- Por mim tudo bem - disse evitando parecer muito entusiasmada e em seguida resolveu mudar de assunto. - Que tal seu cachorro-quente?
- Uma delícia. Fazia tempo que eu não comia um. Minha mãe costumava dizer que hambúrgueres e cachorros-quentes são alimentos desnecessários. Acho que por isso não criei o hábito de comê-los.
- Sua mãe deve ter sido bastante repressora, não?
- Curioso, mas não era. Meus pais nunca foram do tipo que diz faça isso ou não faça aquilo. Simplesmente esperavam que eu seguisse o padrão fixado por eles. Acho que desde que saí do berçário já me tratavam como adulto.
- Mas isso é muito triste. A melhor coisa do mundo é ser criança.
- Eu sei. - Zac pegou uma batata frita. - Mas é preciso entender que, quando nasci, meus pais já tinham certa idade. Eu era um... um intruso na vida deles. Acho que por esta razão não fui um garoto rebelde. Não queria causar mais problemas quando eu próprio já me considerava um.
- Imagine, Zac! - Vanessa levantou-se para pegar refrigerantes na geladeira. - Filhos nunca são intrusos na vida dos pais.
- Mas eu me sentia assim, que posso fazer? Você, aposto como sempre foi rebelde.
Vanessa riu enquanto enchia os copos.
- Nem tanto. Só quando não faziam minha vontade.
- Era o que eu imaginava.
Helloo
To cada vez mais amando essa situação do Zac e da Vanessa...
Sentindo uma onde de calor né dona Vanessa!? hahahaha
Comentem ai...
Gabriela e Viviane Faria eu não sou a autora da fic oficial, está história
já está escrita mas com outros personagens... Não sei o nome da verdadeira
autora maaas já parabenizo porque essa história dela é simplesmente
MARAVILHOSA!!
Obrigada pelos comentários
Beijinhoos e até mais tarde*....
*SIIIIIM terá mais um capítulo hoje dependendo só de vcs comentarem.. :D

sábado

15º Capítulo

Vanessa e Zac almoçaram num restaurante francês. Ela adorou a comida, mas ficou impressionada com a conta. Foi a refeição mais cara que já havia feito em toda a sua vida. E, para completar, Zac não a deixou pagar sua parte.
Durante o resto da tarde ela esteve ocupada datilografando relatórios a serem enviados aos acionistas. Zac atendeu a vários telefonemas e às cinco horas teve uma reunião com os outros diretores. No final do expediente ele a deixou em seu apartamento e foi para casa tomar um banho a fim de voltar mais tarde.
Assim que Vanessa entrou, o telefone começou a tocar. Era Alex.
- Sinto muito, mas não vai dar, Alex. Tenho um compromisso com meu chefe esta noite.
- Outra vez?
Alex queria levá-la para jantar. Vanessa odiava ter que dizer outro não a ele, mas começava a perceber que odiaria mais se cancelasse o compromisso com Zac.
Divertia-se tanto com ele... Conversavam sobre os mais variados assuntos, ao passo que com Alex dificilmente a conversa ia além das quadras de basquete.
- Seu chefe nunca lhe dá folga? - Alex revoltou-se do outro lado da linha. - Diga a ele que você não é de ferro!
- É um caso especial, Alex. Quem sabe a gente se vê numa outra noite, hein?
- Pode apostar como vou cobrar, Vanessa. E não vou aceitar desculpas!
- Adeus, Alex.
Ela desligou antes que o rapaz continuasse a conversa. Ashley a chamaria de louca se soubesse o que acabara de fazer com Alex, mas não se importava.
Desde que descobrira a nova face de Zac, a ideia de conhecê-lo melhor começava a entusiasmá-la. O chefe reservado e metódico vinha se mostrando um homem simpático e atraente, cuja companhia a agradava cada dia mais.
Antes de ir para a cozinha, Vanessa trocou a saia por um jeans e um suéter folgado. As sete horas em ponto já havia cozinhado salsichas, esquentado pãezinhos e preparado um molho temperado com chilli. Quando Zac tocou a campainha, a mesa estava arrumada com dois lugares, e uma frigideira com batatas fritas chiava sobre o fogão.
Vanessa correu para abrir a porta, mas mal trocou duas palavras com ele com medo de queimar as batatinhas.
- Oi, Zac! Vá entrando e fique à vontade. Minhas batatas fritas estão no ponto de tirar.
Antes que Zac respondesse ela já havia sumido. Com um sorriso nos lábios ele a seguiu até a cozinha.
O cheiro era delicioso. E a visão de Vanessa, de costas, mexendo no fogão, foi realmente uma surpresa. Uma surpresa ao mesmo tempo agradável e comovente.
Em toda a sua vida não se lembrava de algum dia ter uma mulher cozinhando especialmente para ele. Tirou a jaqueta de couro, colocou-a num dos bancos.
- O cheiro está delicioso, Vanessa.
- Você acha? - Ela se voltou com um sorriso nos lábios, mas ao vê-lo parou estática. - Zac!
- Alguma coisa errada?
- Não! Você está sensacional com esta roupa! - Ele vestia calças cáqui e uma camisa pólo branca de mangas longas. Nunca imaginara que sem o terno Zac ficasse tão atraente.
- Que bom que você gostou. - Ele sorriu satisfeito.
- E está de fato muito elegante. Nem parece o meu chefe.
- Também não me sinto como seu chefe nesse momento.
O que Zac queria dizer com aquilo? Que também não a via como secretária e sim como mulher? Ora, mas que bobagem, a única mulher a ocupar os pensamentos dele era Lilly.
- Por que não se senta, Zac? - Ofereceu, arrumando as batatinhas num prato. - Já está tudo pronto, só falta levar para a mesa.
- Nesse caso, posso ajudá-la. - Ele aproximou-se tirando-lhe o prato da mão. - Ao menos sei carregar as vasilhas - disse rindo.
Vanessa pegou os pãezinhos no forno e colocou-os sobre a mesa com as salsichas e o chilli. Pouco depois eles se encontravam sentados, preparando cachorros-quentes enquanto conversavam.
- Está animado por causa das lentes de contato?
- Estou só imaginando como vou ficar sem meus óculos. Uso-os há tanto tempo que provavelmente vou me sentir nu sem eles.
- Ou consciente demais de si próprio.
Zac a fitou, surpreso.
- Você me conhece melhor do que eu mesmo, sabia?
- Foi uma simples dedução. Acho que acontece com todo mundo que tira os óculos depois de muitos anos com eles.
- Talvez.
- Só espero que não tenha tomado a decisão por minha causa, hein? Quero que faça isso por você mesmo, Zac. - E por Lilly, ela devia acrescentar, mas não o fez.
Havia pensado muito naquela situação e chegara à conclusão de que queria ajudar Alfonso porque desejava que ele fosse feliz. Não por causa de uma mulher que sequer conhecia. Mas porque gostava dele.
- Tomei a decisão por motivos certos, Vanessa. – Ele a fitou bem sério. - Pode acreditar.
Por motivos certos. Provavelmente ele se referia a Lilly, Vanessa concluiu dando um longo suspiro.
Helloo
Acho que a Vanessa já esta começando a sentir
atração pelo Zac... Quero Zanessa juntos logo esses dois
tão indo muito devagar!!!
Comentem ai...
Obrigada pelos comentários
Beijinhoos e até amanhã....

sexta-feira

14º Capítulo

- E está com medo de desapontá-la. Eu entendo. Sabe que estilo de música pretendem tocar na festa de ano-novo?
- Canções populares, acredito. Como nos outros anos.
- Nesse caso vai ser mais fácil do que você imagina. Certamente vão tocar algumas seleções românticas e você poderá tirar Lilly para dançar, sem medo.
O elevador chegou.
Zac esperou que Vanessa passasse e em seguida entrou. Sua situação estava piorando a cada minuto. Já deveria ter imaginado que uma mentira levaria a outra, a mais outra e assim por diante. Acabaria sufocado em meio às próprias mentiras.
- Acho melhor esquecermos essa história de festa do Natal, Vanessa - disse preocupado. - Você é muito gentil em querer que eu vá, mas não me sinto à vontade em festas.
- Pois aí está mais uma razão para você ir. - Num gesto impulsivo, Vanessa deu-lhe o braço. - Escute, você não precisa ser um grande dançarino ou muito desinibido para gostar de uma festa. Seja você mesmo e vai ver como tudo sairá bem.
Zac sentiu vontade de sentar-se no chão e começar a chorar. O que dera nele para se meter em tamanha encrenca? A resposta estava bem ali ao seu lado, mais exatamente de braços dados com ele.
Vanessa voltou ao assunto da dança quando se encontravam a caminho para o oftalmologista.
- Tive uma ideia, Zac! Já que está tão preocupado a respeito da dança, por que não dá uma chegada esta noite na minha casa?
- Dar uma chegada? Hoje à noite na sua casa?
- Sim, hoje à noite. Podemos praticar um pouco de dança. Tenho um estéreo e uma coleção de discos bem atuais. Quando Lilly chegar, você vai estar afiadíssimo.
Zac deu tamanha freada ao perceber o sinal vermelho que por um triz não bateu no carro da frente. Quando Lilly chegar!, pensou.
Ao elaborar todo aquele plano maluco havia se recusado a pensar no que aconteceria quando o ano-novo chegasse. Achava que tudo teria se arranjado até lá. Agora já não tinha mais tanta certeza assim.
- Você já tem sido gentil demais, Vanessa. Não posso aceitar que além de tudo me ensine a dançar.
- Imagine, eu adoro dançar! E olhe, você podia chegar bem cedo, assim preparo alguma coisa para a gente comer. Cachorros-quentes, por exemplo.
- Fico envergonhado... Não imaginei que iria dar tanto trabalho a você quando pedi sua ajuda.
Ela riu, cruzando as pernas.
- É que você não sabia que teria uma professora tão exigente.
- Tem razão. - Zac tentou rir. - Eu não sabia mesmo...
Após a consulta com o oftalmologista os dois passaram numa óptica onde encomendaram as lentes.
E o horário do almoço terminou.
- Eu sinto muito, Zac. - Vanessa se desculpou ao voltarem para o carro. - Não imaginei que perderíamos o almoço.
- Não se preocupe, nós vamos almoçar. Esqueceu-se de que está com seu chefe?
Vanessa olhou para ele, admirada. Zachary Efron sugerindo que quebrassem as regras? Era uma novidade para ela.
- Está bem - concordou sorrindo. - Estou mesmo morta de fome.
- Depois de todos aqueles folhados no café da manhã? Não imaginei que comesse tanto.
- Ninguém acredita. Mas é que faço muitos exercícios depois que volto do trabalho. Ajudam a queimar as calorias. E você? Faz ginástica ou pratica algum esporte?
- Quando sobra tempo vou a uma academia. E às vezes ando de bicicleta nos fins de semana.
O rosto de Vanessa se iluminou.
- É mesmo? Eu também tenho uma bicicleta. Nós dois poderíamos... - O sorriso sumiu dando lugar ao desapontamento. - Sempre me esqueço de Lilly, Zac. Vai querer ficar o tempo todo com ela, não é mesmo?
- Bem, talvez não todo o tempo.
- Não...?!
- Quero dizer, Lilly mora longe daqui. Como vou poder ficar o tempo todo com ela?
Vanessa o estudou durante alguns instantes antes de falar.
- Sempre pensei que sua intenção fosse armar uma cilada para Mia. Não vai pedir a ela que fique aqui para sempre?
Zac franziu as sobrancelhas.
- Está esperando um milagre de mim, Vanessa. Acha mesmo que vou conseguir que Lilly se mude de Nova York para Oklahoma?
- Qualquer mulher apaixonada seguiria o homem que ama. Eu seguiria. - Porque estava dizendo aquilo, Vanessa não tinha a menor ideia.
- Você se esquece que Lilly não me ama?
- Ainda não! - Ela ergueu o dedo com autoridade. - Mas não duvido como vai se apaixonar por você antes que o próximo ano comece.
- Deus te ouça!
Helloo
O Zac quebrando "regras"!? OMG o que Vanessa Hudgens não faz!!
Quero só ver como será essas aulas de dança hahaha
Aiiii ele tem que conta a verdade logooo... Não aguento mais
Zanessa separado!!
Zanessa 4ever não saiu nenhuma letra não... O que sei é que
uns blogs norte-americanos estão dizendo que o single da parceria da Vanessa
com a amiga Laura New será Love is Love e será lançado no verão norte-americano,
ou seja, até setembro devemos ter algo já lançado!!
Já tem mais duas músicas do novo single da Vanessa "High" e "Veils"
♥____♥
A Maju vai começar uma fic sobre Zanessa, 16 Desejos, então corram lá pra acompanhar...
Já to louca pra começar a ler...
Beijinhoos e até amanhã....

quinta-feira

13º Capítulo

- Ora, ora, ora... - Corey sorriu triunfante. - Como estamos, hein?
- Não é o que você está pensando, Corey.
- Não? Pobre Alex. Passado para trás por um...
- Não continue, Corey!
- Tomando as dores do chefe também, Nessa? Quem iria acreditar!
Vanessa o fitou furiosa. Falassem dela na firma, que não se incomodava. Mas não admitiria que fizessem mau juízo do seu chefe. Ele não merecia.
O único problema seria como defendê-lo, sem quebrar a promessa que lhe havia feito.
- Escute, Corey, se não veio fazer nada de importante por aqui, pode dar o fora que tenho muito trabalho.
O rapaz levantou-se no mesmo instante.
- Calminha, amor. Na verdade vim à procura de informações sobre a conta corrente da Rockwell. Pode arranjá-la para mim?
Vanessa foi até o arquivo e tirou uma pasta de uma das gavetas.
- Cuide para que volte a mim no mesmo estado, por favor.
- Não se preocupe, fofura. - Corey deixou a sala, sorridente.
Trinta minutos depois, após uma leve batida na porta, Vanessa entrou na sala de Zac. Havia vários papéis espalhados sobre a mesa, mas ele não estava trabalhando. Mais uma vez encontrava-se olhando para a janela completamente distraído, muito longe dali.
- Zac! - ela o chamou. - É hora do almoço. Lembra-se que combinamos passar no oftalmologista?
Ele pareceu assustar-se ao vê-Ia. Devia estar a quilômetros de distância; provavelmente pensando em Lilly, Vanessa deduziu. Gostaria de saber como se sentiria se algum dia um homem a amasse daquele jeito. Saía com diversos rapazes, era verdade, mas nunca se apaixonara por nenhum deles. Também nunca recebera uma declaração de amor verdadeira e sincera.
Ashley era quem tinha razão. Trocava de par rapidamente para não lhes dar chance de se apaixonarem por ela.
- Não pensei que fosse tão tarde. - Ele levantou-se olhando o relógio. - A manhã passou tão depressa.
- Não mudou de ideia sobre as lentes de contato, mudou?
- Acho que não. - Ele a fitou indeciso. - Você deu a entender que elas são tão importantes.
Zac parecia deprimido. Será que não exagerara um pouco naquela questão dos óculos, Vanessa ficou imaginando.
- Quer saber de uma coisa, Zac? - disse num impulso. - Se eu fosse Lilly, gostaria de você de qualquer jeito. Com óculos ou sem.
- Você é muito gentil, Vanessa.
- Mas não se esqueça de que agora já sei o que há por trás desses óculos! - Ela sorriu. - Só que não vem ao caso, não é mesmo? Lilly é que importa.
Zac desviou os olhos e pegou o paletó sobre a cadeira. Cada vez que Vanessa tocava no nome de Lilly sentia vergonha de estar enganando-a.
- Escute, Vanessa - disse enquanto vestia o paletó. - Há... há uma coisa que preciso lhe falar.
- Algum problema? Não me diga que Lilly cancelou a viagem?
- Não, não. - Ele comoveu-se com a preocupação dela. - É que... Bem, é que...
Vanessa o fitou curiosa.
- É que...?
- Não sei dançar.
- Não sabe dançar?!
- Quero dizer... faz muito tempo que não danço, perdi a prática.
Vanessa teve a impressão de que não era aquilo que ele ia falar, mas não disse nada.
- Está preocupado por causa da festa? - indagou, saindo com ele para o corredor.
- Estou. Não levo muito jeito para essas coisas. Não quero parecer ingrato, mas dançar não é comigo.
- Por que acha isso?
- Frequentei algumas festinhas quando era garoto e posso lhe garantir que foram noites memoráveis. - Ele riu. – Por razões catastróficas, é claro.
Eles chegaram ao elevador. Zac apertou o botão e ficaram aguardando.
- Mas um pouquinho você dança, não?
- Dois prá lá, um prá cá. Nada mais.
- Já é o suficiente, eu lhe garanto.
Ele a examinou durante alguns instantes, com uma expressão muito preocupada.
- Algo me diz que Lilly sabe mais do que isso.
Helloo
Ontem não deu pra mim postar últimos dias de facu e ta uma loucura...
E ai será que o Zac vai ter coragem de conta a verdade pra Vanessa???
E Vanessa vai se dispor a dar aulas de dança pro Zac??
Stephanie Mandola eu tbm não sei quem escreveu mas eu estou adorando
transcrever a história para Zanessa... E seja bem vinda!!!
Beijinhoos e até amanhã....
PS: Vocês viraaaaao?? Foram registradas quatro novas músicas compostas
pela Vanessa, o produtor e DJ Dylan Kelly e a cantora Laura New no site ASCAP
As faixas, que estão sendo produzidas por Dylan Kelly e provavelmente serão cantadas
pela Vanessa e a Laura New, são intituladas “Love Is Love”, “Muse”, “Onto You” e “Reign”.
Estou no chão!! Essa mulher é muito Diva mesmo!!!
Tomara que não demore a ser lançada essas músicas já to contando os diaaaas...
♥____♥

terça-feira

12º Capítulo

- E... eu sempre venho de ônibus - Ashley finalmente conseguiu falar. - É seguro e barato.
Zac concordou e olhou de novo à sua volta. Conhecia dois dos rapazes ali presentes, ambos funcionários da Sooner.
Será que haviam notado que Vanessa estava com ele? Só se fossem cegos! Nenhum homem ali presente deixou de olhar para ela quando entraram.
A garçonete chegou com os pedidos e cada um se serviu.
- Já terminou suas compras de Natal, Ashley? - Vanessa indagou casualmente.
- Quase, e você?
- Ainda faltam os presentes dos meus pais - ela respondeu, e olhou para Zac. - E temos algumas comprinhas também, não é Zac?
Zac gelou. Será que ela ia quebrar a promessa de não contar nada a ninguém?
- É... eu acho que sim...
- É mesmo...? - Os olhos de Ashley brilharam.
– Vocês dois vão fazer compras juntos?
- Vamos. - Vanessa lançou um olhar de cumplicidade para Zac. - Zac quer que eu o ajude a escolher alguns presentes para os outros executivos da Sooner. - O que em parte era verdade, pois todos os anos era ela quem providenciava bebidas para uns e charutos para outros. - Aliás, eles é que deveriam comprar um belo presente para você neste Natal, Zac. Viu como as vendas subiram este ano? E o mérito é seu.
- Que é isso, Vanessa? - Ele a fitou sem jeito.
– Não faço mais que minha obrigação.
Vanessa pousou uma das mãos no braço dele.
- Não seja modesto, Zac. Sou sua secretária, lembre-se disso. Sei que fez milagres durante este ano. As vendas subiram cinquenta por cento, graças a você. Dificilmente alguém conseguiria tal façanha nessa nossa economia tão ociosa.
Era a primeira vez que Zac ouvia um elogio daqueles à sua pessoa.
Quando criança, mesmo sabendo de sua inteligência brilhante, os pais raramente o premiavam ou encorajavam. Agiam como se tudo o que ele fazia fosse esperado. Mesmo na firma ou entre os amigos, a expectativa era sempre de que ele trouxesse a melhor solução.
A primeira pessoa que lhe dizia uma palavra de reconhecimento era Vanessa. E nos lábios dela o elogio adquiria um valor especial. Ele sorriu.
- Nós dois juntos fizemos um bom trabalho este ano. Se não fosse por sua eficiência, não sei se conseguiria tanto.
Vanessa o fitou admirada. Conhecia Zachary Efron. Ele não era homem de elogiar alguém sem uma justa causa. Não negava que se esforçara o máximo durante aqueles dois anos. Mas era compensador saber que Zac reconhecia e valorizava seu trabalho.
- Sim, nós dois juntos fizemos um bom trabalho - repetiu sem deixar de fitá-lo.
Do outro lado da mesa Ashley parecia assistir a uma partida de tênis. Olhava de um para o outro acompanhando a troca de elogios com visível interesse.
- Ouvi dizer que este ano a festa de Natal será no dia vinte e quatro - disse, servindo-se de mais café. - Pelo visto a Sooner teve mesmo grandes lucros este ano. Disseram que além do baile vai haver comes e bebes.
- Mesmo?! - Vanessa entusiasmou-se. - Oh, Zac, que maravilha! Você vai estar lá, não vai?
- Talvez eu dê uma passada só para cumprimentar os outros executivos.
- Ah, Zac! - Vanessa não escondeu seu desapontamento. - Vai haver baile, você ouviu Ashley dizer. Será uma boa oportunidade para nós... quero dizer, você me entende, não?
Percebendo que Ashley fixara toda sua atenção nele, Zac deu uma tossidinha e respondeu:
- Bem, eu... Talvez você tenha razão, Vanessa. Vamos discutir o assunto antes do dia vinte e quatro chegar, está bem?
Ao menos ele não havia dito não, Vanessa pensou, dirigindo-se a Ashley.
- Você também vai, não, Ash?
A amiga olhou para Zac e em seguida para ela.
- Pode acreditar que sim. Por nada neste mundo vou perder essa festa.
Vanessa encontrava-se concentrada na máquina de escrever quando ouviu uma leve batida na porta. Antes que dissesse para entrar, Corey surgiu à frente dela.
- Ora, ora, vejam só! Que garota mais esforçada você tem me saído nestes últimos dias!
Vanessa parou de datilografar e olhou para ele.
- É uma visita de negócios ou veio aqui para arruinar meu dia, Corey?
Ele deu uma risada, ignorando a pergunta.
- Ouvi dizer que deixou Alex na mão ontem à noite.
- Mesmo? E como conseguiu essa informação?
- Cruzei com ele no corredor quando já ia indo embora. O pobre homem estava com lágrimas nos olhos. É um pecado o que você faz com o sexo masculino.
- Pecado é o que eu gostaria de fazer com você, Corey!
O rapaz sentou-se na beira da escrivaninha chegando com o rosto bem próximo do dela.
- Estou às ordens para quando você quiser, fofura.
- Corey! - Ela se esquivou. - Você tem a mente mais suja que conheço.
- E quem não tem a seu lado, boneca? Só mesmo nosso geninho lá dentro. - Ele fez um gesto indicando a sala de Zac. - E por falar no "Homem das Neves", soube que vocês dois tomaram café da manhã juntos hoje no Maria`s.
Vanessa ajeitou-se na cadeira. Ali vinha coisa!
- O sr. Efron fez a gentileza de me dar uma carona ao escritório, Corey.
- Sr. Efron? Pensei ter ouvido Ashley dizer que já o chama de Zac.
Vanessa lançou-lhe um olhar furioso.
- Você e Ashley cansam a minha beleza, Corey. Não sabem fazer outra coisa a não ser falar da vida alheia. E quando não têm o que dizer, inventam.
- Calma lá, mocinha. Não foi invenção minha que vocês tomaram café da manhã juntos, sabe muito bem. E nem que o chamou de Zac.
- Para seu governo... - Vanessa se interrompeu ao ouvir a campainha do interfone. - Sim, Zac?
- Vanessa... - a voz de Zac soou no aparelho. - Por acaso não encontrou minhas abotoaduras no seu carro? Deixei-as no porta-luvas ontem à noite.
Vanessa olhou para Corey no mesmo instante. A expressão atônita do rapaz era digna de uma fotografia.
- Não, eu...eu não achei nada - respondeu, sentindo que corava. - Mas acredito que ainda estejam lá.
- Espero que sim, porque elas me custaram muito caro. Não costumo ser tão descuidado, mas ontem, depois que nós... quero dizer, depois que saí do seu apartamento, esqueci-me de pegá-las.
Vanessa sentia que seu rosto estava ficando cada vez mais vermelho. Podia bem imaginar que conclusões Corey estaria tirando daquela conversa.
- Não se preocupe. Tenho certeza de que vou encontrá-la quando chegar em casa.
- Obrigado.
- Não há de quê.
O interfone silenciou mas Vanessa não teve coragem de olhar para Corey.
Retomou à máquina como se nada tivesse acontecido.
Helloo
Nossa esse Corey é folgado ne!? Tudo quer saber... Palhaço!!
Quero só ver o que ele vai falar depois de ouvir a Vanessa falando
essas coisas... Deve estar imaginando coisas que nem
aconteceram (infelizmente hahaha)
Comentem ai e até qualquer momento!
Beijinhoos....

segunda-feira

11º Capítulo

- Alguma coisa errada, Zac? Estou indo muito depressa com você? Se acha que exagerei, por favor, fale.
- Oh não, não, você está indo muito bem. - Zac se levantou. - Mas preciso ir agora. Quero dar uma lida naqueles relatórios que fizemos hoje, ainda antes de dormir.
- Mas nem terminou seu chocolate!
Ele olhou sem jeito para a caneca.
- Estava muito gostoso, acontece que... que exagerei na pizza! Sim, foi isso, comi demais no restaurante.
Percebendo que ele tinha mesmo intenção de retirar-se, Vanessa foi buscar-lhe o paletó. Estava surpresa consigo mesma. Sentia-se de fato desapontada por Zac já querer ir embora.
- Sinto que se vá - confessou tristonha. - Foi uma noite realmente agradável. Há tempos não me divertia tanto.
- Mesmo...? - Zac tentou ler nos olhos dela se estava sendo sincera. - Fico contente que tenha gostado, Vanessa.
- Eu também. - Num gesto impulsivo, ela inclinou-se e o beijou no rosto. - Obrigada pela maravilhosa companhia, Zac.
Na manhã seguinte, apesar de não haver muito gelo nas ruas, Vanessa achou que seria indelicado ligar para Zac e dizer-lhe que poderia ir dirigindo o próprio carro para o escritório. Resolveu esperá-lo conforme haviam combinado.
Quando ele chegou, aguardava-o na calçada. Zac desceu do carro rapidamente e segurou-a pelo braço a fim de ajudá-la.
- Cuidado que o chão está muito escorregadio, Vanessa.
Era a primeira vez que ele a tocava por iniciativa própria, ela constatou ao sentar-se no carro. E por qualquer razão inexplicável o contato das mãos dele continuava em seu braço como uma sensação agradável de calor.
- E então? Descansou bastante?
Ele olhou para as pernas de Vanessa sob a saia de lã.
- Sim, e você?
- Dormi como uma pedra. Achou algum erro nos relatórios?
Que relatórios? Tudo o que ele fizera ao chegar em casa fora deitar-se no sofá e ficar revivendo cada segundo daquela noite maravilhosa.
- Não consegui passar da primeira página. - Mentiu. - Mas pretendo lê-los assim que chegarmos ao escritório.
Vanessa olhou-o discretamente a fim de examinar-lhe as roupas. Zac usava um outro daqueles temos cinzentos e uma gravata listrada igualmente escura e convencional.
Era preciso fazer alguma coisa antes que Lilly chegasse e o visse com aquelas roupas ultrapassadas. Mas primeiro, cuidaria das lentes de contato.
Sorrindo consigo mesma, ficou imaginando o que suas colegas de trabalho diriam quando vissem o sr. Efron sem os óculos.
- Já tomou seu café da manhã, Zac? - indagou animada. - Aposto que não.
- Nunca tomo, acertou.
- Que vergonha!
- E você?
- Sempre paro no Maria`s Donut`s, conhece? Não gostaria de me fazer companhia hoje? Eles servem pães e folhados deliciosos. Fora o café, é claro.
Tomar café da manhã na companhia de Vanessa? Incrível como o plano estava saindo melhor do que Zac esperava. Mas também como poderia ser de outra forma? Era um brilhante homem de negócios, não era? Tudo o que fizera fora pôr em prática seus conhecimentos.
Tentava-se o comprador com uma oferta que ele não poderia recusar e depois aguardava-se para recolher os lucros. Os lucros, no caso, era fazê-la apaixonar-se por ele.
- Não quero atrapalhar seu programa. Deve estar acostumada a encontrar-se com seus colegas.
- Bobagem, Ashley não liga.
- Ashley?
- Ashley Tisdale. Trabalha lá na firma. Loira, cabelos longos, não se lembra?
- Há tanta gente trabalhando na Sooner. Conheço apenas alguns dos...
- Executivos - Vanessa completou por ele. - Eu já devia imaginar.
Que esnobe ela o fazia parecer, Zac pensou desanimado. Mas estava enganada. Ele é que não era muito do tipo social. Se conhecia os executivos era por força do trabalho.
Quando chegaram ao Maria`s, encontraram a confeitaria tão cheia como de costume.
Vanessa puxou Zac pela mão, abrindo passagem entre as mesas ocupadas em sua maioria por executivos que trabalhavam ali por perto. Disse "oi" a um ou outro conhecido mas procurou ignorar os olhares de cobiça que endereçavam às suas pernas. Finalmente chegaram à mesa de Ashley.
- Oi, Ashley! - Ela cumprimentou a amiga, sentando-se. - Já conhece Zac, meu chefe, não?
Ashley olhou para Zac como se estivesse vendo o rei das Arábias em pessoa. Quem não conhecia o gênio milionário da Sooner Fidelity, Vanessa pensou cutucando-a por baixo da mesa.
- E... eu acho que ainda não fomos apresentados formalmente - Ashley conseguiu balbuciar. - Mas já o conheço muito de nome, sr. Efron.
- É um prazer conhecê-la, Ashley.
Zac acomodou-se ao lado de Vanessa. A mesa era tão pequena que seus ombros se tocavam.
- O que vai querer, Zac? - Vanessa perguntou quando a garçonete aproximou-se. - Além de café, é claro.
- Folhado com glacê, está ótimo.
Vanessa ergueu as sobrancelhas. Folhado com glacê? Estavam numa confeitaria e ele pedia folhado com glacê? Era o mesmo que chegar numa pizzaria e pedir pizza. Mas como gostaria que ele experimentasse tudo, tomou a iniciativa de ordenar um folhado de cada recheio diferente.
- Este lugar é bastante popular, não? - Zac comentou olhando ao redor. - Você vem sempre aqui, Vanessa?
- Todas as manhãs, infalivelmente.
- E por falar em manhãs, - disse Ashley - havia bastante gelo no meu caminho hoje cedo. Como se virou com o carro, Vanessa?
- Ela não veio dirigindo - Zac respondeu. - Dei-lhe uma carona esta manhã.
Vanessa viu Ashley abrir a boca como se não acreditasse no que acabara de ouvir. Pensou em dar-lhe outro cutucão por baixo da mesa mas ficou com medo de que Zac percebesse.
Volteeeeiii :D
Ateeeee que enfiiiim!! Finalmente descobrimos a verdade
(mas já tinhamos altas suspeitas, certo!?)
Não tem Lilly nenhuma isso é só uma desculpa esfarrapada do Zac pra
conquistar a Nessa... ♥__♥
Só espero que ela não fique brava com ele quando descobrir a verdade...
Caramba eu ri da tentando imagina a Ashley hahahaha
Comentem ai e até qualquer momento!
Beijinhoos....

10º Capítulo

Entre outras coisas, Vanessa pensou com tristeza enquanto Zac saboreava a bebida.
Bem, pelo menos nesse ponto ela não podia se queixar. Havia aprendido muito com seus pais. Não só o que era importante e sério, mas também pequenas coisas que davam um sabor divertido à vida.
O divórcio deles a havia deixado muito deprimida. Mesmo depois de tanto tempo não conseguia aceitar o fato de o pai ter ido morar do outro lado do mundo e deixado a mãe sozinha. Ela procurou sorrir para Zac.
- Tenho certeza de que há muitas coisas em sua vida que nunca experimentei, Zac. Por exemplo, nunca fui a Nova Inglaterra.
- É apenas um outro lugar dos Estados Unidos.
- Não concordo. A Nova Inglaterra tem uma história riquíssima.
Zac a fitou surpreso.
- Interessa-se por história?
- Muito. - Ela sorriu. - Na verdade eu pretendia ser professora de história.
- E por que desistiu?
- Coisas da vida.
- Seria muita indiscrição perguntar que coisas são essas?
Vanessa o fitou por alguns instantes antes de responder. Talvez ele fosse a única pessoa com quem não se importaria de tocar no assunto.
- É claro que não. Não continuei meus estudos porque meus pais se separaram quando eu tinha dezoito anos. Foi uma fase terrível da minha vida. Não consegui continuar morando em casa e enfrentar todas as mudanças. Também ficou difícil trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Dois anos depois achei melhor desistir da história e dedicar-me ao trabalho.
- Compreendo...
- Bem, o que achou do chocolate? Não cozinho tão mal assim, cozinho?
Zac ajeitou os óculos sobre o nariz e sorriu.
- Está delicioso.
- Obrigada. Só espero que minhas aulas também sejam tão boas quanto.
- Aulas?
- Você e Lilly, já se esqueceu? Mas tenho de confessar que nunca ajudei um homem a laçar uma mulher antes. Ensinei algumas amigas como conquistar um namorado, é verdade, e espero que minhas táticas funcionem no sentido inverso.
O rosto de Zac ficou vermelho como um pimentão.
- O que houve? Eu disse alguma coisa que não devia?
- Não, não, é que... que esta situação toda é tão embaraçosa. Deve estar pensando que sou maluco em pedir este tipo de ajuda a você.
- De forma alguma - Vanessa alcançou a mão dele sobre a mesa. - Se um maior número de homens fosse honesto como você, provavelmente haveria menos desentendimentos, menos divórcios e menos corações partidos.
Zac corou ainda mais.
- Honesto como eu?
- Sim. Que outro homem teria coragem de confessar que não sabe como conquistar uma garota? Não acho você maluco, Zac, e, sim, admiro sua sinceridade.
Sincero, ele? Zac engoliu em seco. Céus! Se Vanessa soubesse!
- É que sempre fui muito tímido. Aos quinze anos eu me sentia o próprio conquistador. Mas na hora "H", as palavras sumiam do meu cérebro.
- Todos enfrentamos problemas desse tipo na adolescência. Você não foi o único. Vai ver como assim que Lilly chegar não se sentirá nem um pouco tímido.
- Talvez. - Ele tomou um gole do chocolate. - Nunca havia surgido um interesse tão grande até eu... antes de Lilly. Ela me faz desejar ser um daqueles atletas machões que sabem como conquistar uma mulher. Ser ousado, saber flertar, dizer coisas bonitas. Você me entende, não?
Puxa! Ele devia ser mesmo louco pela tal Lilly. Vanessa não podia citar um só de seus fãs que mostrasse um terço daquele interesse por ela. Eram sempre tão convencidos e arrogantes. Os próprios machões. Seriam bem mais agradáveis se se parecessem com seu chefe.
- Nem todas as mulheres são tão obcecadas assim por super machões, Zac.
- Lilly é - Zac afirmou com convicção. - Andava sempre rodeada de atletas musculosos. - Lembrou com certa mágoa.
- Como pode ter tanta certeza assim? Algumas mulheres dizem uma coisa, mas sentem outra completamente diferente.
Que as feministas não a ouvissem, Vanessa pensou. Era traição seguir tal linha de pensamento, mas naquele instante tornava-se crucial deixá-lo seguro.
- Mas sei que Lilly gosta desse tipo de homem, - Zac insistiu. - Ela está sempre... quero dizer, o irmão dela me disse que Lilly sai com atletas frequentemente.
- Está bem. Mas o que o faz pensar que não é o tipo de Lilly? Ela já lhe falou?
Zac arregalou os olhos.
- Não sou cego, Vanessa. Sei que não pareço nem um pouco com os homens que... que você conhece, por exemplo.
Ele tinha um ar tão pessimista que ela resolveu examiná-lo atentamente.
De fato, não estava diante de nenhum Rambo. Ainda bem! Agradava-lhe muito mais os braços fortes de Zac, seus ombros largos e o corpo bem proporcionado. Tinha certeza de que, se pudesse vê-lo sem roupa, não se decepcionaria nem um pouco.
"Vanessa do céu! Que diabos está dando em você?" ela se recriminou em pensamentos. "Vem trabalhando com o homem há dois anos e nunca se dignara a olhá-lo duas vezes. Agora, de uma hora para a outra, quer tirar-lhe a roupa?!"
- O tipo que está imaginando não passa de um mito, de uma força de expressão, Zac. - Tranquilizou-o. - Tudo o que você precisa é... - De repente ela se levantou e chegou bem perto dele. - Tem mesmo que usar esses óculos?
Zac ia responder que sim, mas não deu tempo. Ela já os havia tirado e olhava para ele com uma expressão atônita.
- Zac! Que olhos mais lindos você tem!
- Mas não consigo enxergar um palmo diante do nariz sem meus óculos, Vanessa!
Quanto a isso dariam um jeito, ela pensou olhando para o par de olhos azuis mais espetaculares que já vira. Nunca imaginara que seu chefe ficasse tão sexy sem os óculos!
- Amanhã mesmo vamos tratar de conseguir lentes de contato para você!
- Lentes de contato! - Ele a fitou indignado. - Isto já está indo longe demais, Vanessa!
- Pensei que estivesse disposto a fazer qualquer sacrifício para conquistar aquela mulher.
- Sim, sem dúvida. Mas ao menos tenho que enxergar, não acha?
Vanessa lançou-lhe um de seus sorrisos provocantes.
- Lilly vai achá-lo muito sexy.
Ele a fitou confuso.
- Acha mesmo que faz tanta diferença assim?
- Vai operar milagres, eu lhe garanto! Nunca nenhuma mulher lhe disse que tem olhos lindíssimos? Por que os esconde?
- Escondo?! Se uso óculos é para enxergar, mais nada.
Com certa relutância, Vanessa colocou os óculos de volta sobre o nariz dele.
Seus dedos lhe tocaram a face e ela notou que Zac a fitava de um jeito estranho.
- Concordo que é importante enxergar - disse retirando a mão rapidamente. - Mas no seu caso, em particular, é preciso pensar em Lilly.
- Mas lentes de contato... Não é fácil adaptar-se a elas. Meus olhos vão lacrimejar o dia todo.
- Hoje em dia há tipos mais modernos. São gelatinosas e não incomodam. - Vanessa apertou a mão dele para encorajá-lo. - Oh, Zac! Vai dar certo, tenho certeza.
Como ele podia pensar em lentes de contato com ela ali tão perto? Mal conseguia respirar! Tinha de sair dali ou ia acabar fazendo uma besteira.
Antes de tudo perdoem-me, sei que já ficando chato eu toda hora ter
que pedir desculpas por não fazer o que prometo, mas dessa vez eu juro que
esqueci que iria publicar mais de um capítulo hoje!!
Mas não se preocupem porque ainda hoje eu posto outro já até
deixei programado!!!
Sei não viu... Vanessa já ta começando a pensar em como o Zac será
sem roupa... Daqui a pouco vai querer ver se ele beija
bem também hahaha
Sei que é estranho imaginar o Zac usando óculos mas essa parte não
deu pra adapta porque se não perderia a graça...
Mas espero que ele aceite e mude logo pras lentes neh!? Ai fica beeeeeem
mais fácil imaginá-lo :D
Comentem ai e até mais tarde!
Beijinhoos....

domingo

9º Capítulo

- Sabia sr. Efron, sou muito romântica. Ficaria decepcionada se não conseguíssemos que você e Lilly ficassem juntos. E como vejo tudo isso como uma questão muito pessoal, importaria se eu lhe falasse francamente?
Zac remexeu-se na cadeira sentindo uma espécie de pânico. Porém, em seguida, resolveu controlar-se. Não chegara a vice-presidente da firma tendo esse tipo de reação. E além disso, pânico era a última coisa que o levaria a atingir seus objetivos.
- Coloco-me em suas mãos, srta. Hudgens.
Vanessa sorriu satisfeita.
- Obrigada. E há também uma outra coisa: por que não me chama de Vanessa? Se quiser pode também me chamar de Vany.
- Vany?
- É o diminutivo de Vanessa. Ganhei este apelido quando tinha dez anos. Queria jogar no time de beisebol, mas o movimento feminista ainda não havia chegado ao meu bairro. Por outro lado os garotos sabiam que eu era ótima no arremesso. Deixavam que eu jogasse desde que eu fingisse ser um deles. Minha mãe cortou meus cabelos bem curtos e mudei meu nome para Vany. Foi um sucesso. Naquele ano ganhamos o campeonato, Você sabe jogar beisebol?
Ele balançou a cabeça, negando.
- Basquete, então?
- Também não. Apenas tênis, quando tenho tempo de ir ao clube.
A pizza havia acabado de chegar. Vanessa cortou um pedaço para ele e depois se serviu. Mal deu duas garfadas, voltou a falar:
- Meu pai não se conformava por eu não ser uma líder de torcida como minha mãe. Até ver meu time vencer o campeonato. Só então ele percebeu que eu havia nascido para ser atleta.
- Você jogava basquete também?
- Sim, como armadora. Meu treinador era um homem muito... oh, sr. Efron! Acho que o estou aborrecendo com minhas histórias. Não viemos até aqui para falar de mim, não é mesmo?
- Antes de mais nada, já que devo chamá-la de Vanessa... ou Vany, por que não me trata por Zachary apenas?
- Zachary? - Ela sorriu. - Sim, gosto de Zachary. E então, o que está achando da pizza, Zachary?
- Deliciosa. - Ele não mentiu. Apesar de um pouco nervoso com todo o interrogatório, tinha de admitir que a comida estava excelente. - Acho até que vou vir mais vezes comer pizzas neste lugar.
- Se Lilly também gostar, este será o lugar perfeito para trazê-la.
- Não vou me esquecer disto.
- Sim, e também não deve se esquecer de comprar alguns presentes de Natal para ela. Apesar de só se encontrarem no ano-novo, isso mostra que esteve pensando nela.
Zac a fitou.
- Mas não tenho a menor ideia do que comprar!
- Bobagem, não precisa ser nada muito espetacular. Talvez um bom perfume ou um lenço de seda pura. Ou quem sabe uma joia?
- Sim, mas que tipo de joia? Não sei nem em que joalheria entrar!
- Não se preocupe, posso ajudá-lo. Ainda não terminei minhas compras de Natal, por isso podemos combinar um dia para sairmos juntos.
Zac rezou para que o alívio que sentia não transparecesse em seu rosto. Ela estava tornando tudo muito mais fácil do que ele esperava.
- Obrigado, Vanessa, por ser tão compreensiva. Não sei se outra mulher se preocuparia tanto assim com um problema alheio como você.
- Farei tudo que estiver ao meu alcance para ver você e Lilly juntos, Zac.
Zac? Era a primeira vez que alguém o chamava por aquele apelido. E para ser sincero, gostara de ouvi-lo da boca de Vanessa. Talvez Zac não condissesse muito com sua imagem, mas sem dúvida combinava perfeitamente com o homem que havia dentro dele.
- Sabe, Zac, fico muito feliz que esteja interessado em uma mulher. Sempre achei que precisava de alguém em sua vida.
Zac a fitou estupefato.
- Mesmo...? E o que a levou a pensar assim?
- Bem, sou de opinião que todo mundo deve ter alguém na vida e nunca o vi mencionar o nome de alguma mulher.
- Entendo.
Vanessa serviu-se de mais um pedaço de pizza.
Não queria que Zac a achasse indiscreta por tocar em assuntos tão pessoais. Ele já havia feito alguns progressos e ela sentia medo de estragar tudo falando demais.
Na verdade até começava a gostar da companhia dele. Bem mais do que esperava. Havia uma certa timidez no comportamento de Zac que o tornava extremamente sensual.
- E quanto a você, Vanessa? Tem alguém em especial?
- Você quer dizer uma única pessoa? Não. Mas tenho vários amigos e adoro estar com eles.
- E quanto àquele rapaz que estava no escritório hoje à tarde?
- Alex? Conheci-o há pouquíssimo tempo. Ele não é uma graça?
- Eu diria que é maciço e não uma graça.
Vanessa caiu na gargalhada. De repente teve uma ideia.
- Tem uma moeda aí com você, Zac?
- Sim, mas por quê?
Ela levantou-se e puxou-o pela mão.
- Venha comigo. Vou ensiná-lo a mexer na máquina de música.
- Mas...
Vanessa o arrastou por entre as mesas até chegar ao fundo do restaurante.
- Será mais uma das nossas lições, Zac. Se Lilly é extrovertida, aposto como adora música.
- Mas ela só vai ficar aqui alguns dias. - Ele olhou timidamente para o aparelho cheio de luz. - Não acho necessário que eu aprenda a mexer nessa máquina.
Ela não se deu por vencida. Apontou-lhe os nomes das músicas mais agitadas e deu algumas sugestões românticas, em caso de quererem um "clima mais íntimo", conforme explicou-lhe com um ar malicioso.
- Nunca é demais aprender esse tipo de coisa, Zac - acrescentou, colocando a moeda na máquina. - Uma vez eu disse a um rapaz que queria ouvir Angel Heart e ele me respondeu que não gostava de música de igreja. Pobrezinho! Nunca descobriu por que eu não quis mais sair com ele.
- Quer dizer que desistiu dele só porque o rapaz não apreciava determinado tipo de música?
- É claro que não, Zac. Não sou tão esnobe assim. Deixei de vê-lo porque ele não foi sincero o bastante para admitir que não conhecia aquela música. Foi uma prova de quanto era vaidoso e aí está uma coisa que não suporto.
Zac a fitou pensativo. Deus do céu! Ela falava sobre sinceridade e ali estava ele fazendo o quê? O papel mais desonesto que jamais fora capaz de assumir.
Nervoso, olhou para a máquina de música.
- Entendo o que quer dizer, Vanessa.
Ela sorriu apontando para o painel.
- Vê este nome aqui? - indagou segurando a mão dele. - É um cantor de rock, não se esqueça. E vê este outro?
Zac balançou a cabeça.
Em seus vinte e oito anos de vida nunca se sentira como naquele momento. Vanessa segurando-lhe a mão e sorrindo como se realmente gostasse dele provocava-lhe uma sensação tão maravilhosa e diferente que não dava para pensar em mais nada.
Sim, "fase dois": estava funcionando além das expectativas!
Havia esfriado bastante e já começava a cair uma neve fininha quando Zac e Vanessa deixaram a pizzaria.
- Se isto virar uma tempestade, acho que amanhã vou pegar um táxi para ir ao escritório -ela comentou ao entrarem no carro. - Veja! O pára-brisa está coberto de gelo, Zac!
- E pelo jeito o tempo vai piorar bastante. Não é bom mesmo que dirija se continuar assim. Posso pegá-la amanhã cedo em seu apartamento, se quiser.
- Oh não, Zac, não será preciso. É muito trabalho, além disso um táxi não sai tão caro assim.
- Mas não terei que desviar muito do meu caminho.
- Onde você mora?
- Nichols Hills.
Na parte mais rica e cobiçada da cidade, eu já devia ter imaginado. E com certeza numa daquelas mansões imensas onde devia sentir-se terrivelmente solitário.
- É. De fato não é tão longe do meu apartamento - admitiu com certa pena dele. - Acho que vou aceitar, então. Obrigada desde já e prometo que não vou me atrasar, Zac.
A última preocupação de Zac naquele momento era que ela se atrasasse. Na verdade seu pensamento já estava nas duas semanas seguintes que antecediam o Natal.
Durante o percurso até seu apartamento Vanessa não parou de falar. Somente quando desceram do carro constatou o quanto desejava prolongar um pouco mais aquela noite.
Nunca imaginara encontrar em Zac uma companhia tão agradável. A maioria dos homens já teria tentado seduzi-Ia lá mesmo na pizzaria. Era um alívio para ela não ter de ficar o tempo todo esquivando-se de convites para ir para a cama.
- Quer entrar um instante, Zac? - Convidou-o ao tirar a chave da bolsa.
- Não acha um pouco tarde? Não quero...
- Que nada, é cedo ainda. - Abriu a porta olhando para ele por cima do ombro. - E depois, Lilly não precisa ficar sabendo, precisa?
- Lilly...? Não, é claro que ela não vai saber.
- E então?
Zac deu de ombros.
- Está certo. Já que você insiste.
A temperatura dentro do apartamento era de verão comparada ao frio que fazia lá fora. Assim que entraram os dois se livraram dos agasalhos, que Vanessa guardou num pequeno armário no fundo da sala.
- Que tal irmos à cozinha preparar um chocolate quente, Zac?
- Acho uma ótima ideia. - Zac aceitava qualquer sugestão desde que o prendesse por mais tempo ali com Vanessa.
A cozinha era conjugada a uma pequena copa onde havia uma mesa e quatro banquetas. Copa e cozinha eram muito pequenas. Mal dava para circular uma pessoa.
Zac sentou-se num dos banquinhos e ficou observando enquanto Vanessa transitava de um lado para o outro. Era a primeira vez que a via de calças compridas, mas achou-a tão feminina quanto de saia.
- Seu apartamento é muito agradável, Vanessa.
- Sei que é pequeno, mas, como moro sozinha, isso não tem importância. Quando quero dar um jantar para diversas pessoas ou uma festa, minha mãe me empresta a casa onde mora.
- Seus pais também moram aqui, quero dizer, na cidade de Oklahoma?
- Minha mãe mora a alguns quarteirões apenas de mim. Quanto a meu pai, se encontra do outro lado do oceano. Na França, acho. Ele sempre se muda de um país para outro. - Vanessa misturou o chocolate ao leite que começava a ferver. - E seus pais? Moram longe?
- Na Califórnia, no momento. Minha mãe está com um problema nos pulmões e precisa de um clima mais quente.
- É uma pena. De qualquer forma, talvez eles gostem de morar lá, não é mesmo?
- Não. Minha mãe voltaria a Boston hoje mesmo se a saúde dela permitisse. Acha a Califórnia livre demais. E o mesmo pensa de Oklahoma.
O chocolate ficou pronto. Vanessa encheu duas xícaras, colocou dois pedaços de marshmallow dentro de cada uma e levou-as para a mesa.
- Por que veio morar em Oklahoma se sua mãe é de Boston, Zac? - indagou, sentando-se ao lado dele.
- Obrigado. - ac segurou a caneca com ambas as mãos como se quisesse aquecê-las. - Meu pai nasceu aqui em Oklahoma. Mas foi estudar na Nova Inglaterra e lá conheceu minha mãe. Casaram-se e vieram para cá. Meu pai investia em petróleo na época em que era abundante nesta região.
- Entendo. E você? Por que escolheu o ramo de seguros?
- Não foi planejado. Eu havia acabado de sair da faculdade quando surgiu a chance de eu trabalhar na Sooner Fidelity. Antes disso pretendia ser auditor.
Vanessa o fitou pensativa enquanto mexia o chocolate com uma colher.
- Uma bela diferença, não?
- Nem tanto. No final qualquer trabalho acaba em números. - Zac pegou a colher que Vanessa acabara de lhe colocar ao lado da caneca. - Esta colher tem alguma função específica? Quero dizer, será que devo fazer alguma coisa com ela que não estou sabendo?
Vanessa começou a rir.
- É claro que tem uma função, Zac. Você a usa para espremer marshmallow e misturá-lo com o leite.
Zac a fitou desconfiado.
- É mesmo?
- Sua mãe nunca fez chocolate quente com marshmallow para você, Zac?
Ele pegou acolher , afundou um dos pedaços de marshmallow dentro do leite e deu de ombros.
- Acho que não tive a oportunidade de aprender a arte de se tomar chocolate quente.
Oiiiii
Eu consegui arrumar meu modem.... era só o cabo de força (ainda bem que tinha outro,
aqui em casa hahaha)
Como tinha dito ontem que recompensaria vocês aqui está um capítulo
bem maior e se der tempo (não prometo) eu posto
outro capítulo hj... Se não fizer isso hoje prometo que amanhã eu faço!!
Comentem ai e até qualquer momento!
Beijinhoos....

sábado

Aviso!!

Boa noite meninas, em primeiro lugar quero pedir desculpas pra vocês por nao postar o capítulo de hoje... Mais cedo tive que ir ao hospital e agora pouco deu um apagão aqui onde eu moro e isso acabou queimando meu modem... Ou seja, estou sem internet no computador, a internet que tenho é o 3G do meu celular que muito ruim!! Por tanto provavelmente amanhã eu também não postarei o capítulo... Eu vou testar um modem velho que tenho aqui mas não é certeza que ele esteja funcionado por tanto não é nada certo!!
Quero avisar a vocês também que amanhã (21/06) a equipe do VHBR tentará subir as tags: #ProudOfVanessa e #AuRevoirGigi. Por amanhã ser o último dia de Gigi na Broadway, então peço pra quem poder ajudar... Vai ocorrer durante todo o dia... Ajudem!! Como disse anteriormente não sei se conseguirei internet, mas participem!!
Obrigada desde já pela compreensão de vocês prometo que recompensarei depois...
Beijoos e boa noite!!

sexta-feira

8º Capítulo

- Pronto. - Vanessa endireitou-se no banco.  – Assim ficou bem melhor.
- Acha que... que exagerei ao me vestir?
- Bem, um pouco. - Ela o estudou durante alguns instantes e então resolveu ajudá-lo mais ainda. - Agora tire o paletó e dobre as mangas até quase o cotovelo.
- Meu paletó! Srta. Hudgens, está gelado lá fora!
- Não vai morrer congelado só de ir do carro até o restaurante. E pode crer, as mulheres adoram ver o antebraço de um homem. É uma coisa que mexe com a gente, sabe.
Ele a fitou com um ar tão perplexo que Vanessa precisou esforçar-se para não rir.
- Não sei se estou preparado para todas estas... lições, srta. Hudgens.
- É claro que está. E vai ver como terá valido a pena quando Lilly cair em seus braços, sr. Efron.
Nesse ponto não havia o que discutir, por isso Zac decidiu fazer o que ela lhe pedia.
A pizzaria estava uma loucura.
Era impossível calcular quantas pessoas havia dentro. Não foi fácil arranjarem uma mesa e tiveram de aguardar em pé até visualizarem uma no ambiente esfumaçado rescendendo a queijos e ervas. Além do vozerio geral, a máquina de música tocava Bruce Springteen, que cantava a plenos pulmões a música que o consagrara, Born in USA, Nascido nos Estados Unidos.
Vanessa se sentiu em casa de imediato. Quanto a Zac, pensava que acabara de transpor as portas de um mundo surrealista e decadente. Foi preciso que ela cuidasse dos pedidos, talo estado de desnorteamento em que ele se encontrava.
- Não acha a música um pouco alta demais, srta. Hudgens? - Zac tinha a impressão de que os vidros das janelas iam trincar a qualquer momento. - Não sei como ninguém reclama.
- Porque é a melhor maneira de senti-Ia, sabia?
- Senti-la?!
- Sim, o ritmo, as batidas, os movimentos. E ninguém faz isso melhor que o "rei" não acha?
- Que rei?!
- Bruce, o cara que está cantando.
Naquele momento a garçonete chegou com duas xícaras de café quente: e fumegante.
Enquanto bebiam, Vanessa reparou como o sr. Efron mudara com a gravata frouxa e as mangas arregaçadas.
Era tão raro vê-lo sem o paletó no escritório. Só mesmo quando o ar-condicionado não funcionava. Ficou surpresa ao notar como os ombros dele eram largos e os braços fortes. O relógio de pulso chamou-lhe a atenção pela simplicidade e bom gosto.
Francês, sem dúvida, concluiu após examiná-lo melhor. A partir daquele instante começou a suspeitar que, apesar dos hábitos bastante convencionais, seu chefe era um homem de extremo bom gosto.
Apenas não tinha coragem de se expor.
- Costuma comer pizzas sempre, sr. Efron?
- Não. Na verdade sou mais inclinado à comida francesa.
- Mesmo? Não conheço nada da cozinha francesa. Mas sei preparar pratos gregos.
- Você cozinha?!
- Só quando tenho tempo. Não sou das melhores, mas já dei alguns jantares feitos por mim. E você? Cozinha?
- Não! - Ele a fitou indignado. - Tenho uma pessoa para fazer meu jantar e às vezes como fora.
Era o que Vanessa imaginava.
- Fale-me um pouco sobre Lilly, sr. Efron. Que idade tem ela?
- Idade? Bem... Eu diria vinte e poucos.
- Tão jovem? Pensei que tivessem feito a faculdade juntos.
- E fizemos. Mas Lilly estava começando e eu terminando.
- Ah, entendo. Mas que tipo de pessoa ela é? Trabalha fora, tem algum interesse especial?
Zac começou a ficar inquieto na cadeira. Tantas perguntas ainda iam colocá-lo em apuros.
- Sim, ela trabalha - disse cauteloso. - Mas quanto aos interesses não posso afirmar nada. - Exceto que adora sair com rapazes, pensou consigo mesmo.
- Nesse caso fica um pouco mais complicado. E o que me diz da personalidade dela? Quem sabe podemos descobrir alguma coisa por esse campo?
Zac encostou-se na cadeira. A música havia sido trocada por uma de ritmo mais suave e romântica. O volume continuava alto, mas era curioso como já não mais o incomodava tanto.
- Ela é vibrante, muito extrovertida e cheia de vida - disse sem desprender os olhos de Vanessa. - E muito falante também.
Uau! Não era para menos que ele mesmo dissera que tinham pouco em comum, Vanessa pensou. O que acabava de ouvir era uma lista de antônimos da personalidade de seu chefe.
- Parece que vai ser mais fácil do que eu pensava, sr. Efron. Pelo visto, Lilly gosta de fazer qualquer programa.
- Está absolutamente certa a esse respeito.
Vanessa suspirou aliviada. Não era muito, mas pelo menos um começo.
- Então vamos falar da aparência física de Lilly. Como ela é, sr. Efron?
Zac endireitou-se na cadeira, tomou um gole de café e só então começou.
- Bem, Lilly é, ou pelo menos era da última vez que a vi, bastante atraente. Loira, baixa, magra. Está sempre sorrindo e seus dentes são perfeitos. O cabelo também é muito bonito. Ela costuma, isto é, costumava usá-los longos. São cacheados, sedosos e brilhantes. Conhece a Kim Bassinger? Lilly seria mais ou menos do mesmo tipo que ela.
- Hum... Nada mal, hein, sr. Efron?
- Sem dúvida, nada mal.
- O que nos dá mais uma razão para empenharmos todos os esforços nessas... aulas, não é mesmo?
- Concordo plenamente.
No fundo Vanessa estava surpresa com a descrição que acabara de ouvir. Por qualquer razão, não esperava que a paixão do sr. Efron fosse por alguém como ele acabava de descrever.
Ao mesmo tempo achou curioso o fato de Lilly ser tão parecida com ela. Baixa, loira e magra com cabelos longos e cacheados. Que estranha coincidência...
Oiiiii
Ta legal! Depois de tantas condescendência entre a Lilly e a
Vanessa que me levam a crer seriamente que essa Lilly não existe coisíssima
nenhuma!! Concordam!?
Comentem ai e até qualquer momento!
Beijinhoos....

quinta-feira

7º Capítulo

Talvez fosse o fato de nunca ter ficado sozinha com um homem como ele. Ou, pelo menos, não fora das paredes do escritório. O que dizer a ele? Como se comportar? Profissionalmente como na firma ou mais à vontade colocando discos na vitrola e sentando-se no tapete como fazia com seus amigos?
Acabou optando pela segunda hipótese.
Se sua missão seria ajudá-lo a chamar a atenção de Lilly, achava indispensável que agisse com bastante naturalidade. Talvez o sr. Efron lhe seguisse o exemplo e perdesse um pouco daquele ar de quem havia engolido um guarda-chuva.
Sim, aquela seria a primeira lição, Vanessa decidiu. Começava a achar divertida a ideia de transformar o chefe.
- Ainda não está nevando, srta. Hudgens - ele falou após ajudá-la com o casaco. - Mas é bem possível que comece. O inverno realmente chegou.
Vanessa pegou a bolsa e foi com ele até a porta.
- Oh, eu sou louca pelo inverno! Nada como entrar embaixo de um cobertor e ficar assistindo televisão com a neve caindo lá fora. Ou fazer pipocas com bastante manteiga e chocolate quente bem espesso. Sem falar no dia de Natal, quando a gente abre os presentes que estão sob a árvore!
- Você fala de um jeito que faz tudo isso parecer mesmo muito bom. Sempre achei que no inverno o mundo se torna feio e sem graça. As pessoas morrem de frio e não sentem prazer em sair.
Haviam chegado à porta do prédio onde um sedan azul-marinho encontrava-se estacionado junto ao meio-fio.
Era a imagem do carro convencional, Vanessa pensou, entendendo por que o sr. Efron achava tudo muito frio e sem graça.
- Por que não vamos no meu carro? - sugeriu rapidamente. - Já dirigiu um carro esporte, sr. Efron?
- Não, mas não acho necessário irmos em seu carro. O meu está...
- Então, insisto. - Ela o interrompeu. - Vai ver como é bem mais emocionante do que os outros. Aposto como amanhã mesmo vai querer trocar o seu.
Antes que ele pudesse recusar, Vanessa já havia aberto a porta do Z280 e se acomodado.
- Vamos, é facílimo de dirigir. - Ignorando a expressão assustada do sr. Efron, atirou-lhe as chaves.
Zac contorceu-se todo a fim de pegar as chaves e a fitou sem jeito.
- Srta. Hudgens, não acho que deva.
- Acredite-me, sr. Efron. Eu sentiria um enorme prazer se dirigisse o meu carro.
Mais parecia que Vanessa havia sugerido que ele atravessasse a principal avenida da cidade completamente nu.
- Não vejo razão para irmos em seu carro quando o meu está aqui - ele ainda insistiu, sentando-se rio banco do motorista. - Quer mesmo que eu dirija?
- É claro! Não pediu para que eu lhe desse algumas dicas?
- Dicas? Oh, sim, pedi. Mas o que tem seu carro esporte a ver com as dicas?
Vanessa piscou para ele.
- Lilly pode gostar desse tipo de carro. Quem sabe você convence o irmão dela a alugar um ou, em último caso, pode emprestar o meu se ela gostar.
Os olhos astutos de Zac brilharam por trás dos óculos. Pelo visto haveria bem mais envolvimentos do que calculara de início.
Vanessa deu-lhe algumas instruções sobre os controles essenciais do carro e eles partiram.
- Então, o que acha, sr. Efron? É como pilotar num sonho, não?
- Tenho a sensação de que estou sentado no chão. Isto é máquina para pistas de corrida e não para andar nas ruas.
- Mas não é sensacional?
- Perigoso, eu diria. É muito pequeno, muito possante e... - Ele a fitou preocupado. - E pode acabar se matando numa coisa destas, srta. Hudgens!
Vanessa soltou uma gargalhada.
- Oh, sr. Efron! Uma pessoa pode morrer em qualquer tipo de veículo. Até numa bicicleta, se chegar a hora. Mas sou bastante cuidadosa, não se preocupe. Mesmo quando estou em alta velocidade.
Ele não disse nada, apenas franziu ainda mais as grossas sobrancelhas negras.
- Então, o que acha? - Vanessa insistiu. - Lilly vai gostar de circular pela cidade num carro destes?
Após estudá-la por alguns instantes, ele respondeu:
- Creio que sim, srta. Hudgens.
Mas não parecia muito satisfeito com a ideia, Vanessa notou. Só gostaria de saber por que o sr. Efron considerava Lilly a mulher ideal para ele quando era óbvio que tinham tão pouco em comum. Na verdade, achava toda aquela história um tanto esquisita.
- Conhece-a tão bem assim, sr. Efron? Quero dizer, a ponto de saber do que ela gosta?
- Muito bem, srta. Hudgens - ele respondeu, desta vez sem desviar a atenção da pista. - Melhor do que ela imagina.
- Nesse caso, quanto mais puder me dizer, mais terei condições de ajudá-lo.
- É bom saber. Onde gostaria de jantar , srta. Hudgens?
- Bem, deixe-me ver... Qual acha que seria a preferência de Lilly?
Zac começou a pensar como um louco. Por fim lembrou-se de um dia ter visto um cartão da pizzaria Ricetti`s sobre a mesa de Vanessa.
- Acho que... pizza! Sim, ela adora pizzas, agora me lembrei.
- Hum... Uma mulher com o mesmo gosto que o meu.
Ele suspirou aliviado.
- Verdade?
- Sou louca por comidas italianas em geral. E sei de um lugar onde servem pizzas maravilhosas. Ricetti`s é o nome. Já esteve lá, sr. Efron?
- Não, ainda não.
- Oh, desculpe-me, sr. Efron. Talvez não goste de pizzas...
- Tudo bem. - Ele mentiu. - Se minha intenção é agradar Lilly, a escolha deve ser dela e não minha.
- É muito gentil de sua parte, sr. Efron. Nem todos os homens teriam tanta consideração assim. Estou certa de que esta Lilly logo vai perceber que tesouro de homem o senhor é.
Zac começou a tossir. Não esperava ser elogiado e muito menos que o chamassem de tesouro.
- Está tudo bem, sr. Efron?
- Sim, sim. Não foi nada. Devo ter engasgado, acho.
Eles cruzaram um farol e andaram mais dois quarteirões. O Ricetti`s ficava na esquina seguinte. Zac parou no estacionamento e desligou o motor.
- Prontinho - disse aliviado. - Sãos e salvos.
Vanessa voltou-se para ele e sorriu. De repente teve uma ideia. Munindo-se de toda a coragem debruçou-se sobre Zac e pôs-se a afrouxar-lhe o nó da gravata.
- O que está fazendo, srta. Hudgens?!
- Não tome como uma ofensa, sr. Efron. - Justificou-se com o rosto bem próximo ao dele. - Mas não está combinando nem um pouco com este carro esporte. E também não se vai a uma pizzaria de terno e gravata.
Zac mal conseguia respirar. Ela havia desabotoado seu colarinho e puxado a gravata alguns centímetros para baixo.
Oiiiii
Hahahaha eu ri do Zac não querendo dirigir o carro da Nessa...
Ta okay!! É conhecidência demais.... Essa Lilly só pode ser a
Vanessa... Não é possivel!!
Okay agora pulamos para a parte em que o Zac fica irresistível e a Vanessa
se apaixona por ele :D
Comentem ai e até qualquer momento!
Beijinhoos....

quarta-feira

6º Capítulo

Já estava escuro quando ela chegou ao bairro onde morava, na zona norte da cidade de Oklahoma.
Ocupava um pequeno apartamento de um quarto, sala e cozinha, que pertencia a um desses condomínios fechados. Os prédios eram já bastante velhos, mas muito bem conservados. A preferência pelo local se devia ao fato de proporcionar grande segurança aos moradores e possuir uma grande área verde ao redor.
Assim que Vanessa desceu de seu carro esporte, um Z280, Liam, um dos garotos da vizinhança, aproximou-se dela com uma bola na mão.
Tinha apenas doze anos, mas era muito amigo de Vanessa.
- Oi! Quer jogar bola comigo?
- Oi, Liam! Eu adoraria, mas hoje não posso. Tenho um encontro.
- Outra vez? - Liam seguiu com ela até a porta do apartamento. - Você devia se casar e ficar em casa de uma vez.
Vanessa riu enfiando a chave na fechadura.
- Como posso me casar, Liam? Você ainda não tem idade suficiente.
O garoto corou, mas dava para notar que seus olhos brilhavam de satisfação.
- Mas então quando vai poder jogar comigo? Eu disse a Tim que você sabe dar uma tacada em espiral melhor que qualquer um deles. Agora precisa provar.
- Bem, nesse caso preciso mesmo.
- Quando, Vanessa?
- Qualquer dia destes, eu prometo.
- Combinado, então. - O garoto sorriu satisfeito e, quando ia se afastando, Vanessa o chamou. - Espere só um instante, Liam! Tenho uma coisa para você.
- O que é? Algum cupom gratuito para hambúrguer? Ou desta vez é de sorvete?
- Não, nada relacionado a comida, Liam. - Vanessa foi até o quarto, voltando com um papel na mão. – Quero sua promessa de que vai cuidar muito bem disto, hein?
Era um autógrafo de Alex com dedicatória a Liam.
- Uau! Como conseguiu?
- Ontem à noite. Saí com Alex e pedi a ele especialmente para você.
- Puxa, Vanessa, é demais! Imagine o quanto não valerá quando o time dele vencer o campeonato! Mas não vou vender por nenhum dinheiro do mundo. Você é sensacional! – O garoto ficou na ponta dos pés para beijá-la. - É o melhor presente de Natal que já ganhei. Obrigado, amiga!
Vanessa fechou a porta rindo depois que Liam se foi.
Crianças eram sempre tão especiais! Será que algum dia também teria as dela?! Não, talvez fosse mais prudente nem pensar em ter filhos.
Significavam compromissos, responsabilidades e tudo o que ela desejava por enquanto era ser independente e divertir-se. E, depois, não havia um só homem na face da terra com quem gostaria de ter tanta intimidade.
Depois de tomar um banho,  Vanessa se viu às voltas com que tipo de roupa usar. Uma vez que o sr. Herrera não havia mencionado em que restaurante iriam, ficou em dúvida entre um traje mais sofisticado e um conjunto cáqui de brim, para o qual acabou dando preferência.
No último instante decidiu colocar colar e brincos de pérolas, e o efeito foi surpreendente. O traje esporte adquiriu um ar chique, sem perder a descontração.
Quando Zachary tocou a campainha, ela acabara de escovar os cabelos e passava batom. Largando o estojo, correu abrir a porta.
- Boa noite, srta. Hudgens.
- Boa noite, sr. Efron. Entre um pouquinho. Estou terminando de me arrumar. Só falta vestir meu casaco.
Com certa cerimônia, ele caminhou até o sofá onde sentou-se.
- Aceita um drinque antes de irmos? Tenho uísque, vodka, gim, conhaque e vários tipos de vinho.
Enquanto enumerava o sortimento de seu bar, Vanessa notou que ele franzia as sobrancelhas. Não se surpreendeu.
- Não, não, obrigado. Raramente bebo, quero dizer, nada que contenha álcool, é claro.
- Também quase não bebo, sr. Efron. Apenas mantenho-me prevenida por razões sociais.
- Dá para se notar que não comete extravagâncias, srta. Hudgens. Sua compleição é bastante saudável.
Vanessa o fitou indecisa. Não sabia se havia acabado de receber um elogio ou o resultado de um estudo científico.
- Obrigada - agradeceu de qualquer maneira e foi ao armário pegar o casaco de pele. - Está nevando lá fora?
Antes que acabasse de perguntar, Efron já estava atrás dela para ajudá-la a vestir o casaco. Usava a mesma colônia com que costumava ir ao escritório, de uma fragrância suave, próxima do limão. Excitantemente máscula, conforme Vanessa já a havia definido outras vezes. Própria de um homem sexy e ardente, justamente o oposto de quem a usava.
De repente ela começou a sentir um certo desconforto por estar ali a sós com o chefe, em seu apartamento. Era ridículo, disse a si mesma. Afinal que perigo ele poderia representar?
Oiiiii
O Liam é uma criança adorável hahahaha
Eu ri da Vanessa falando esse monte de bebidas que tem na casa dela
até parece que é uma alcoólatra hahahahha
Acho que ta na hora do Zac mudar logo.. :D
Amei a parte que o Zac ajuda a Vanessa... ♥___♥
Comentem ai e até qualquer momento!
Beijinhoos....

terça-feira

5º Capítulo

Concentrar-se no trabalho durante o resto do dia tornou-se quase impossível.
Vanessa estava pasma.
Dois anos trabalhando ao lado do homem, dia após dia, nunca sonhara vê-lo ainda ligado a uma paixão antiga por uma garota de Nova York!
Pobre sr. Efron!
E pobre de mim, concluiu. Como poderei ajudá-lo? Aconselhando-o que tomasse uma dose tripla de uísque e fosse se declarar à moça? Que esperança! Efron provavelmente nunca passara de uma simples dose de suco de tomate!
Alguém bateu de leve à porta e Vanessa parou de datilografar.
- Entre!
No mesmo instante, Alex, o jogador de basquete, colocou o rosto na porta.
- Ainda trabalhando, Vanessa?
Ela olhou para o relógio e assustou-se. Havia passado quinze minutos da hora de ir embora.
- Não imaginei que fosse tão tarde assim - disse voltando à máquina. - Estou quase terminando uma carta, Alex. Se quiser pode sentar-se e esperar.
- Onde está seu chefe?
- Lá dentro. trabalhando. - Ela fez um sinal indicando a outra porta. - É comum ele ficar umas duas ou três horas além do horário.
Alex enfiou as mãos no bolso do jeans super justo e olhou para ela com o sorriso mais charmoso que Vanessa já vira.
- Mas você não precisa ficar, precisa? Estou louco para sair com você. Hoje vai haver um concerto de rock no Myriad e achei que gostaria de ir.
- Oh, eu adora... - A voz sumiu quando Vanessa se lembrou do compromisso com o sr. Efron. Quase se esquecera de que havia combinado jantar com ele. - Não vai dar, Alex.
- Mas por que?!
A maioria das garotas jamais hesitaria entre uma noite de rock ao lado de um jogador famoso e sexy e um jantar convencional com um chefe frio e compenetrado.
Mas Vanessa achava que devia muito ao sr. Efron para recusar-lhe um pedido. Quanto a Alex, sempre surgiriam novas oportunidades de sair com ele.
- Sinto muito, Alex, mas vou ter que fazer um trabalho extra para o sr. Efron esta noite.
- O que o homem é? Uma espécie de feitor ou coisa parecida? Estamos em época de festas, Vanessa. Por que não pede a ele para dispensá-la?
- Desculpe, mas hoje não posso, Alex. - Ela voltou à carta. - Estamos concluindo os relatórios, você sabe. Não há jeito de eu escapar.
- Está partindo meu coração, Vanessa.
- Pobre Alex. Aposto como todas as garotas de seu caderninho de endereços já estão comprometidas.
- Talvez não, mas de qualquer forma nenhuma se compara a você.
Vanessa riu e olhou para ele.
- Sabia que errou de profissão, Alex? Devia trocar as quadras de basquete pela carreira política.
Naquele momento Zachary abriu a porta de seu escritório.
- Srta. Hudgens, você já... - Ele se interrompeu ao dar com Alex sentado na beirada da escrivaninha de Vanessa.
- Pois não, sr. Efron? - ela indagou, endireitando-se na cadeira.
- Já terminou a carta?
- Estou quase no fim. - Vanessa olhou para Alex. - Sr. Efron, este é Alex Pettyfer, o Jogador de basquete. Alex, este é meu chefe, Zachary Efron, vice-presidente da firma.
Os dois homens trocaram um aperto de mão.
- É um prazer conhecê-lo, sr. Efron.
- O prazer é meu - Zac respondeu e olhou para Vanessa. - Assim que terminar a carta traga-a ao meu escritório para eu assiná-la, por favor.
- Em um minuto, sr. Efron.
Quando ficaram a sós, Alex olhou para ela.
- Há quanto tempo trabalha para ele, Vanessa?
- Dois anos.
- E ele ainda a chama de srta. Hudgens?
- Sim, por quê? O que há de estranho nisso?
- Um tanto formal, não acha?
- Mas o sr. Efron é formal, Alex.
Alex riu com malícia.
- No fundo até acho preferível.
- Adeus, Alex. - Vanessa levantou-se com a carta na mão. - Sinto muito por hoje.
- Tudo bem. - Ele a fitou desapontado. - Ligo para você qualquer dia destes, tá legal?
- Combinado.
Alex a beijou no rosto e antes de sair assoprou-lhe mais um beijo.
- Você partiu meu coração, gata.
- Não conte ao seu treinador - Vanessa respondeu rindo e correu para a sala do chefe.
Oiiiii
Concordo com o Alex, eles se tratam com muita formalidade!!
Será que o Zac vai falar algo sobre o que viu?
Comentem ai e até qualquer momento!
Beijinhoos....
PS: Obrigada Zanessa 4ever pelo boa sorte ;)